Programa de Valorização do Patrimônio Cultural.
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Internacional, Notícias 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Ndalatando - O director do Instituto Nacional do Livro e do Disco (Inald), António Fonseca, realçou hoje, terça-feira, na cidade de Ndalatando, o factor preponderante das indústrias culturais na preservação, divulgação e afirmação da identidade nacional e cultural.
O responsável fez tal constatação quando dissertava o tema “Economia da Cultura”, realizada no Cine Ndalatando, no âmbito das jornadas comemorativas ao Dia Nacional da Cultura, a assinalar-se no dia 08 de Janeiro.
Segundo ele, as indústrias culturais são o suporte que pode influenciar a forma de ser e de estar dos cidadãos, sendo, portanto, um dos mecanismos mais eficazes para se incutir na juventude a importância e o papel da cultura no desenvolvimento de uma sociedade.
“A indústria cultural gera empregos e impactos tangíveis e intangíveis. A aplicação de recursos na preservação dos valores do património cultural deve ser feita de forma eficaz para que seja bem compreendida pelo público”, realçou António Fonseca.
Frisou ainda que os valores culturais devem ser transformados, tendo em conta a actualidade, para que a juventude possa preserva-los e divulga-los.
O programa do 8 de Janeiro reserva, para o dia 07, a abertura de uma exposição denominada “Um passeio pela vila histórica do Dondo através das suas imagens”, seminários sobre “Gestão de arquivos”, “Dinamização cultural” e “Gestão do património edificado e classificado”.
Encontro sobre “Os símbolos e hierarquias do poder tradicional”, abertura da feira de artes e cultura, lançamento de obras literárias e sessões de cinema constam igualmente da agenda do dia sete de Janeiro.
No dia 08, além da habitual actividade central, haverá a inauguração da exposição “Viagem ao Kwanza através da sua documentação: Séculos XVI-XX”, ofertas de aparelhagens musicais a músicos locais e a exibição do filme “O ritmo de Ngola Ritmos”.
À margem das actividades do 08 de Janeiro, a ministra Rosa Cruz e Silva vai, durante a sua estada na cidade de Ndalatando, manter encontros com o governador local, Henrique Júnior, e com agentes culturais.
O 8 de Janeiro foi consagrado Dia Nacional da Cultura em referência à intervenção do presidente António Agostinho Neto, por altura da tomada de posse dos corpos gerentes da União dos Escritores Angolanos (UEA) em 1979.
Na ocasião, Agostinho Neto reabriu para os angolanos o debate sobre a problemática essencial da cultura nacional e sobre as vias para o seu resgate e dignificação, em condições de independência e soberania.
Fonte: Angola PressNacional, Notícias 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Com 142 anos, o Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), será um dos agraciados com a medalha do mérito “Francisco Caldeira Castelo Branco”, condecoração concedida pela Prefeitura Municipal de Belém a personalidades e instituições que, ao longo do ano, se destacaram em suas áreas de atuação e contribuíram, de alguma forma, para o desenvolvimento da cidade.
O prêmio, que carrega o nome do fundador de Belém, será entregue pelo Prefeito Duciomar Costa na segunda-feira, dia 12, quando a cidade completa 393 anos. A diretora do Museu Goeldi, Ima Vieira, representará a instituição durante a cerimônia de entrega da honraria que será realizada às 19 horas, no Cine Olympia.
Fundado em 1866, o Museu Goeldi é o terceiro maior do país, com 4,5 milhões de itens tombados em coleções zoológicas, botânicas, geológicas, etnográficas, arqueológicas, audiovisuais, bibliográficas, arquivísticas e didáticas. Parte do acervo é tombada como Patrimônio Histórico Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Esse acervo possibilita a realização de pesquisas em diversos campos: auxilia instituições governamentais, empresariais e movimentos sociais na execução de projetos de desenvolvimento; preserva a cultura de comunidades indígenas e de populações tradicionais; e subsidia a elaboração de políticas públicas, como a que deu origem à Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção do Estado do Pará.
O Museu Goeldi também oferece à sociedade serviços e projetos educativos, dois programas de iniciação científica, um programa de capacitação e cursos que agregam estudantes de nível fundamental e médio, graduação e pós-graduação, nas áreas de zoologia, botânica, ciências ambientais e ciências sociais. A formação de recursos humanos para atuação na Amazônia é objetivo histórico da instituição e tem se acentuado nos últimos anos.
As principais atividades educativas são realizadas no Parque Zoobotânico, que reúne uma importante coleção viva de animais e plantas, muitos ameaçados de extinção. Com mais de 200 mil visitantes por ano, o Parque é uma das principais áreas de lazer e pontos turísticos de Belém. O Museu Goeldi também realiza atividades de pesquisa, educação e assistência social na Floresta Nacional de Caxiuanã, onde mantém a Estação Científica Ferreira Penna, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Todo esse patrimônio e essas atividades são mantidos por cerca de 500 pessoas, dentre servidores, funcionários terceirizados, bolsistas e estagiários, divididos nas áreas de pesquisa, conservação, comunicação e gestão. Juntas, movimentam e fazem funcionar um dos principais museus brasileiros. (Agência Museu Goeldi)
Fonte: Diário do ParáCursos, Eventos, Notícias, Rio Grande do Sul 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Flávio Kiefer conta sua experiência nos projetos da Casa de Cultura Mário Quintana, Casa de Cultura de Esteio, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo e Vila Santa Thereza (Bagé) para estabelecer um debate sobre as relações da arquitetura com a arte, artistas e público em nosso meio.
A palestra custa R$ 50,00 e acontecerá na Associação de Arte e Cultura (Arena).
Data e horário
14 de janeiro de 2009, das 14h às 17h
Local
Arena – Associação de Arte e Cultura
Rua General João Telles 379 sala 102
Bom Fim - Porto Alegre
E-mail: melissa@arena.org.br
Website: www.arena.org.br
Nacional, Notícias 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann

Patrimônio histórico é alvo de destruição em Caxias-MA.
Cuidar do patrimônio histórico do município não parece ser mesmo compromisso dos órgãos públicos de Caxias. Em mais de dez anos nenhuma lei foi criada e qualquer ação, principalmente a conscientização dos proprietários de prédios históricos tombados pelo decreto lei de n°11.681, foi posta em prática para garantir a preservação desses lugares.
Em ritmo acelerado prédios históricos são levados ao chão sem qualquer ação para conter esse tipo de depredação. As instituições ligadas à cultura pouco podem fazer sem amparo legal, principalmente na forma de uma lei, para conter o avanço dessa depredação. A justificativa dos proprietários desses prédios, cada vez mais raros, é de que podem mexer na estrutura física desses espaços, sem se preocupar com a sua preservação.
“Sem conscientização nenhum trabalho será eficiente. Esses proprietários têm que ter o entendimento de que podem fazer uso desses locais, mas desde que a sua estrutura, pelo menos a externa seja aproveitada. Exemplos desse uso consciente não faltam, mas para que isso aconteça só depende deles mesmo, ou de ações extremas da Justiça”, revela o historiador Renato Meneses.
As articulações do Conselho Municipal de Cultura, órgão que dentre outras coisas foi criado para tentar barrar a destruição do patrimônio público, devem começar definitivamente de fato este ano. As primeiras articulações começaram no final do ano passado. A idéia inicial, segundo a historiadora Betânia Costa, é fazer um levantamento de todos os prédios tombados pelo decreto lei e listar todos os seus proprietários, em seguida convocá-los para uma conversa. Nesse diálogo além da lei será apresentadas a eles principalmente as infinitas possibilidades de uso desses prédios sem que seja necessária a sua destruição física.
Fiscalização - Os principais proprietários desses prédios públicos mantêm uma receita clara para destruir esses prédios, sem se envolver coma Justiça, que já acionou judicialmente alguns empreendimentos que cresciam cometendo a ilegalidade destruindo o patrimônio histórico.
Além de desocupar esses espaços, eles abandonam os prédios e começam a sua destruição pela parte interna. A fachada o próprio tempo e a ação dos vândalos se encarregam de fazê-lo. Somente na Rua Benedito Leite três prédios históricos foram destruídos em menos de dois anos. O último, apesar de ser uma propriedade particular, está servindo como esconderijo para vândalos durante a noite. Além da depredação, passar pelo local a noite também é perigoso.
“Tinha uma família que morava aí. Eles tiveram que sair pro prédio ser demolido. Agora está desse jeito, com as janelas e portas abertas e um terreno grande que só serve como deposito de entulho e de marginais. Eles não fazem nada. O dono quer é que se acabe logo mesmo, pra ele poder construir e ganhar dinheiro” denuncia a dona de casa Arlete Gonçalves.
Fonte: Portal 45 grausNotícias, Rio Grande do Sul 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann

A troca da empresa responsável pela prestação de serviços de manutenção do Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, está trazendo prejuízos aos usuários. Com a redução dos funcionários, os serviços de limpeza e de guia para as trilhas estão prejudicados e os frequentadores também reclamam do fechamento da Praia de Fora.
A manutenção do parque é responsabilidade da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que, por sua vez, contrata uma prestadora de serviços. O chefe da Divisão de Conservação do Departamento de Floresta e Área de Proteção, Luiz Alberto Mendonça, explicou que há dois meses foi aberto o processo de licitação para troca da empresa. A tramitação burocrática ainda não terminou. ‘Enquanto isso estamos fazendo escalas especiais e turnos duplos para garantir os serviços’, disse ele.
Sobre o fechamento da Praia de Fora, Mendonça explicou que a medida foi adotada para garantir a segurança dos usuários. ‘Não podemos permitir o acesso do público’, destacou, porque a beira da praia está com acúmulo de detritos trazidos pela água, como sapatos, plásticos, móveis usados, vidros quebrados e madeiras. A expectativa da direção do parque é que a área seja liberada novamente ao público a partir de amanhã.
Por ser uma área de preservação ambiental, o número de visitantes é limitado. As praias das Pombas e da Pedreira podem receber, no máximo, 350 pessoas por dia. Na Praia de Fora, o número de frequentadores é menor, apenas 200. Para acessar o Parque Estadual do Itapuã é necessária a aquisição de ingresso.
Fonte: Correio do PovoDestaques, Nacional, Notícias 5 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
de: LUIZ ANTONIO PARREIRA FIUZA <mr.lui@ig.com.br>
para: silvana@defender.org.br
data: 4 de janeiro de 2009 23:13
assunto: Capela N.Sra. da Imaculada Conceição
Cara Senhora,
Talves não seja consigo mas, peço a ajuda. Estou procurando informações pela internet mas não estou encontrando nada, por este motivo estou recorrendo V.Sa. Sou cidadão iguabense, católico, freqüentador da Capela N. Sra. da Imaculada Conceição em Iguaba Grande - RJ, a qual foi tombada pelo Decreto Estadual 26271/2000, com resolução SEINPE 09/2001. Esta encontra-se com o telhado e o forro interno em estado deplorável, ou seja chovendo muito dentro. Não só eu, mas a população que frequenta este templo, encontram-se apavorados pois corre risco de desabar. Eu, peço informação de como podemos reforma-la ou se o Patrimônio é que se encarrega deste enlace.
Desde ja agradeço a sua atenção,
No aguardo de alguma informação
Luiz Antonio Fiuza
(não demorem muito, por favor)
Resposta da Defender:
de: Telmo Padilha <padilha@defender.org.br>
para: mr.lui@ig.com.br
data: 5 de janeiro de 2009 18:55
assunto: Re: Capela N.Sra. da Imaculada Conceição
Prezado Senhor Luiz Antonio,
Muito obrigado por sua visita e consulta.
Pena o nosso patrimônio estar nesta situação!
Nossa área de atuação é somente no Estado do Rio Grande do Sul, porém, recebemos e respondemos consultas de todo os pontos deste imenso país. Mas, vamos lá, amigo:
1º - Emergencial, comunitário e midiático
Questão de emergência!
Uma cobertura mesmo precária com lona preta (grossa) sustentada por uma estrutura de madeira resistente aos ventos e água da chuva (com caimento) vão impedir o principal problema do prédio:
NÃO PODE CHOVER DENTRO DO PRÉDIO!
Se esta sugestão não for possível, achem outra.
Arquiteto, engenheiro, carpinteiro e, quem sabe um mutirão de fiéis?
Podem ainda conquistar a ajuda emergencial da Prefeitura, da Secretaria de Estado de Obras, Secretaria de Estado do Ambiente, etc.
Não esqueçam, no entanto, que a responsabilidade de conservação é do proprietário do imóvel.
Ainda, o interesse de preservação e salvamento do monumento tombado
DEVE SER DE TODA A SOCIEDADE DE IGUABA GRANDE.
2º - Recursos
Mobilização já: VAMOS SALVAR A NOSSA CAPELA.
Façam um almoço, churrasco, janta ou qualquer coisa que possa levantar
recursos para cobrir com urgência o telhado.
Esta ação explicita o interesse comunitário de salvar o prédio.
Chama a atenção de autoridades e da mídia para o problema.
Rádio, jornal e TV, tem que mostrar a situação de descaso e abandono de
um bem Tombado pelo Estado e Patrimônio Cultural do Brasil.
3º - A Tutela Constitucional
O prédio da Capela N. Sra. da Imaculada Conceição está tombada pelo Estado, desde 2000, portanto, sob Tutela da Constituição Federal de 5 de outubro de 1988, Artigo 216, Parágrado 1º; e pelo Decreto Federal nº. 6.514 de 22 de julho de 2008, Subseção IV, Artigos 72, 73, 74 e 75. O descaso e a omissão dos Poderes Públicos são geradores da degradação e do eminente risco de perda de um bem patrimonial e paisagístico. Esta omissão do poder público deve ser questionada pela sociedade.
4º - Ação Legal e Constitucional
Neste caso, pela situação emergencial, sugerimos, como primeira ação legal, uma denúncia ao Ministério Público Estadual e Federal, acompanhada de um Abaixo-assinado com no mínimo 300 assinaturas com nome, endereço, números da Carteira de Identidade e do Título Eleitoral, demonstrando a situação e, pedindo um Termo de Ajustamento de Conduta com o Estado e/ou Município, para solucionar os problemas mais graves do prédio, de preferência no menor prazo possível. Um bom advogado da comunidade pode ajudar.
Imprima este e-mail e mostre ao advogado e aos promotores de justiça.
5º - Ação executiva
Ao mesmo tempo, é preciso desenvolver um projeto de restauração e apresentar ao Ministério da Cultura, através do Pronac (Mecenato) e Lei Estadual de Incentivo à Cultura, se existir no Rio de Janeiro. Importante: de preferência desenvolvido por uma entidade civil, sem fins lucrativos, que tenha experiência neste tipo de projeto, e, é claro, com idoneidade comprovada.
6º - Nosso apoio
Se houver interesse, pode nos enviar um breve histórico da Capela e fotos da atual situação que iremos divulgar em nosso site. Somos vistos no mundo inteiro e pode acontecer o milagre de alguma empresa se interessar pelo patrocínio deste projeto.
7º - Para estimular
Em nosso site http://www.defender.org.br/programa-valorizacao/ pode-se baixar um vídeo de 30 minutos (demorado, mas vale a pena) com um belo exemplo de ação da sociedade para salvar um prédio e transformar uma cidade e até uma região.
Estamos publicando sua carta e esta resposta em nosso site.
Pode servir para outros.
Desculpem pelo que podemos fazer, que é muito pouco, mas esperamos, na situação atual, ter ajudado.
Sem mais,
Atenciosamente,
Telmo Padilha Cesar
Coordenação Geral de Projetos
Defender - Defesa Civil do Patrimônio Histórico
padilha@defender.org.br
www.defender.org.br
Notícias, santa catarina 5 de janeiro de 2009 por Tiago Jaime Machado

O calçamento de pedras está localizado ao lado da Praça Rodão da Rocha Pires. Foto: Rafael Paulo
Em Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, fica a primeira rua calçada de Santa Catarina.
O imperador Dom Pedro II e a imperatriz consorte Dona Tereza Cristina inauguraram a obra em 21 de Outubro de 1845 durante a passagem pela cidade. A via liga as duas ruas paralelas do bairro.
Nesta rua, é realizada a Feira das Alfaias, um espaço para os artesãos comercializarem seus trabalhos nos finais de semana.

Nacional, Notícias 5 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Um prédio histórico, localizado no Centro de Sousa, foi impedido de ser destruído neste sábado, dia 03. A destruição foi evitada pela prefeitura do município, através da Procuradoria jurídica e da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do município, que acionou a Policia Militar da cidade.
Lamartine Bernardo, procurador geral da prefeitura, disse que a Secretaria de planejamento já tinha contido a destruição, porém sem uma determinação definitiva. Já o secretário de planejamento, Rodrigo Rangel, decidiu pela interdição da obra, mas as pessoas persistiram na destruição, e por isso foi divulgado o caso registrando o BO. Ficou certo que a ocorrência será enviada ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Arquitetônico do Estado da Paraíba (IPHAEP). Nela estão contidas todas as informações e fotos da violação cometida.
De acordo com o secretário de administração da prefeitura, Marcone Queiroga, o prédio estava sendo destruído para dar início a uma nova construção.
Fonte: Paraiba.com.brNotícias, Rio Grande do Sul 4 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann

Marcelino Ramos, município do Alto Uruguai, está lançando um selo comemorativo para assinalar os 100 anos da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande do Sul. A ferrovia remete a um período de desenvolvimento importante da cidade. Por muitos anos, a estrada de ferro foi o único elo entre o Rio Grande do Sul e o resto do país. Isso fez com que a cidade ficasse conhecida como ‘a porteira do Estado’.
O lançamento do Selo Centenário da Estrada de Ferro SP/RS – 100 anos de História, marca o início das comemorações. Por muito tempo, Marcelino Ramos foi uma estação por onde passaram variadas etnias e que, a partir da cidade, colonizaram muitos pontos do Estado. Há registros da passagem de alemães, italianos, poloneses, russos, japoneses, judeus e outros.
O historiador e médico Wilmar Rübenich conta que os 100 anos da ferrovia são completos no dia 17 de dezembro de 2010, data em que passou a primeira composição ferroviára por Marcelino Ramos. A estrada de ferro iniciava em Itararé (SP), atravessava os estados do Paraná e Santa Catarina, e terminava na cidade de Santa Maria da Boca do Monte (RS), totalizando 1.302 km. Ele explica que esta foi a primeira ferrovia vertical do país. ‘Ela unia estados. Até então as ferrovias partiam de cidades ou regiões em direção à portos navais e eram ferrovias horizontais’. Ele lembra que está sendo lançada em Marcelino Ramos uma campanha pró-preservação do acervo histórico, revelando a importância do trem para a cidade. ‘A estação ferroviária, a ponte rodoferroviária e o girador de trem precisam ser restaurados’, alerta. Rübenich disse que as prefeituras de Erechim, Gaurama e Viadutos estão sendo chamadas para se associar às homenagens do centenário da ferrovia que tornou Marcelino Ramos um importante ponto de acesso do Rio Grande do Sul ao restante do país.
Fonte: Correio do PovoNacional, Notícias 4 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann

Apesar de alguns anúncios feitos pelo próprio Governo Estadual darem como certa a conclusão dos trabalhos no Cine Teatro Cuiabá até dezembro de 2008, a população ainda terá que esperar mais um tempo para utilizar o prédio. A história da reforma e restauração desse importante patrimônio histórico mato-grossense vem se arrastando há mais de dez anos. As primeiras promessas de entrega da obra depois da retomada dos trabalhos datam de 2005. À época, o poder público - no caso o Governo do Estado - estimou que ele estaria pronto no início de 2006.
Um dos orgulhos da cidade nas décadas de 1940, 1950 e 1960, o Cine Teatro Cuiabá hoje é uma ferida aberta no Centro Histórico de Cuiabá. E ela está assim desde a segunda metade da década passada, quando a construção foi abandonada à própria sorte, depois de administrações que amargaram períodos de ostracismo. Sem grandes atrativos, um pouco antes de parar o Cine Teatro era um triste arremedo do que havia sido em seu auge. O historiador Aníbal Alencastro, por exemplo, aponta o cinema como um dos grandes atrativos da cidade, época que ele registrou com riqueza de detalhes.
Em março deste ano, em entrevista ao jornal a Gazeta, logo após ter assumido a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o historiador Paulo Pitaluga demonstrou preocupação com o assunto e afirmou ter feito reuniões para tomar pé da situação. Ele, então, arriscou um prazo para o final das obras físicas. Seria de dezoito dias, a partir do dia 07 de março. Logo após, viriam os trabalhos relacionados à climatização, iluminação e cenotécnica, o que levaria entre 90 e 100 dias. Ou seja, na segunda quinzena de junho. Mais uma vez, não se conseguiu cumprir os prazos.
De acordo com informações divulgadas pela assessoria da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra), responsável pela obra, o governo anterior havia recebido o Cine Teatro em estado de abandono. Entre os problemas estavam infiltrações, sistemas elétrico e hidro-sanitário comprometidos. Por meio da SEC, foi realizada uma reforma prévia, a fim de restabelecer as condições básicas de uso do prédio. Segundo a Sinfra, na mesma época iniciou-se a implantação do novo sistema de ar condicionado e a viabilização de recursos federais para os serviços de cenotécnica, acústica, sonorização, imagem e acessibilidade, além dos equipamentos e mobiliários necessários, os quais foram plenamente liberados no segundo semestre de 2007, com o início dos procedimentos licitatórios.
A grande demora na entrega das obras, explica o órgão, adveio do fato de não se ter percebido a dimensão do volume de trabalho que precisava ser feito, o que só teria sido possível verificar após o restabelecimento das condições básicas do prédio. O fato também gerou uma alocação de recursos gradativa, informa a Sinfra. Outro grande empecilho apontado pela secretaria foi gerado pelo desentendimento das empreiteiras na execução da obra propriamente dita, onde o atraso no cronograma de uma acabou atrapalhando a execução das obras da outra. O impasse foi resolvido em março deste ano, quando do encerramento dos contratos antigos e início dos contratos das novas contratadas para os serviços que eram necessário.
Ainda de acordo com a pasta, já foi instalado um completo sistema de cenotecnia; foi feito tratamento acústico dos ambientes teatrais - serviço necessário porque a construção antiga não era mais capaz de isolar os ruídos que vinham da rua -; houve a instalação de sistema de som; adequação do prédio à acessibilidade total, mantendo suas características históricas; instalação do sistema de iluminação cênica e de nova tela de projeção. Atualmente a obra encontra-se na fase final do revestimento de paredes com painéis acústicos, colocação dos lustres decorativos e sintecagem de pisos. Agora no início de janeiro devem ser instalados todos os equipamentos e mobiliários, já entregues pelos fornecedores.
A secretaria estima que o local deve ser apresentado à imprensa logo após o recesso de fim de ano. E a entrega à população aconteça neste início de 2009, em data a ser definida pelo governador Blairo Maggi. Ao todo, a obra custará R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2,4 milhões em recursos do Governo Federal e outros R$ 2,2 milhões do Governo do Estado.
Histórico - O Cine Teatro Cuiabá, que fica ao lado da Secretaria de Estado de Cultura (antiga sede da administração do Bemat, na Getúlio Vargas), foi inaugurado em maio de 1942 para suprir uma necessidade da Capital ainda carente de espaços para apresentação de espetáculos teatrais e filmes. Os moradores mais antigos da cidade contam que a expectativa em torno de sua inauguração foi grande. Houve inclusive mistério em relação ao filme que seria exibido na primeira sessão do novo espaço. A produção escolhida foi “A Noiva Caiu do Céu”, de 1941, que trazia no elenco a elogiada Bette Davis.
O filme havia sido lançado primeiramente em Cuiabá, daí o motivo do mistério, que chegou a ser manchete de jornal. Quer dizer, os cuiabanos tiveram a oportunidade de ver a película primeiro que o resto do país. Era um espaço cheio de sofisticação, um projeto arrojado para a época, com uma arquitetura típica do Estado Novo e concreto armado trazido pelo engenheiro Cássio Veiga de Sá (que dá nome à rodoviária de Cuiabá). Nas décadas seguintes, principalmente 1950 e 1960, tornou-se um dos principais pontos de encontro da sociedade cuiabana, com seu salão de chá. Tombado em 1984 pela portaria 31/84, o espaço foi arrendado várias vezes, até ser fechado.
A idéia, de acordo com a SEC, é de que o prédio sirva novamente como um centro cultural de grande fluxo, com espaço especial para apresentações cênicas, musicais e, evidentemente, de audiovisual.