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A história dos anos dourados do teatro no Rio Grande do Sul passa pelo município de Jaguarão. O Theatro Esperança, durante seus 112 anos de existência, foi palco de incontáveis peças, além de servir de espaço para projeções de cinema. Ele é o terceiro teatro mais antigo do Estado. Antes, vieram o Sete de Abril, de Pelotas, de 1831, e o Theatro São Pedro, em Porto Alegre, de 1858.
A casa de espetáculos, de arquitetura eclética, abriga 500 espectadores. Ao longo de sua história, recebeu atores profissionais e amadores, bailarinos, músicos, entre outros artistas, de diferentes estilos, além de expressivos grupos teatrais de Montevidéu, no Uruguai.
Desde janeiro, o prédio está passando por um processo de restauração. Segundo o diretor do Patrimônio Histórico Municipal, Alan Melo, nesta primeira etapa, são realizados trabalhos no telhado, na cobertura, além da recuperação da estrutura de madeira, incluindo camarotes, piso principal e pintura artística. Melo diz que a restauração conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da arquiteta Ana Meira.
Para o projeto arquitetônico, a administração de Jaguarão está investindo R$ 75 mil. “Nosso município integra o Programa de Aceleração do Crescimento das cidades históricas. E, por ter o seu Centro Histórico em processo de tombamento, ficou habilitado para receber recursos do governo federal por meio do Iphan”, destaca o diretor do Patrimônio Histórico. O instituto liberou verba de mais de R$ 1,1 milhão para essa primeira etapa. A segunda está sendo elaborada.
O Theatro Esperança foi construído em 1897, pela iniciativa privada. Em 1990, foi tombado pelo governo do Estado e, em 1997, passou a fazer parte dos bens do município. “Nossa prioridade é a valorização do patrimônio histórico cultural e o desenvolvimento do turismo”, destaca o prefeito de Jaguarão, José Cláudio Ferreira Martins.
Fonte: Correio do Povo

O pedaço da cabeça de um leão de gesso que fazia parte da arquitetura de um prédio histórico no centro de Porto Alegre caiu sobre a calçada antes das 8h desta segunda-feira. A construção, desocupada e tombada como patrimônio público, fica na Rua João Manoel, 194, próximo à Sete de Setembro. De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), cerca de 50 metros da calçada foram isolados e a Defesa Civil Municipal, acionada.
Um homem que passava pelo local avisou o soldado Clayton Ferrão, do 9º BPM, que o pedaço da estrutura despencou bem próximo de duas pessoas que passavam pelo local.
— Graças a deus o estrago não foi maior. O material não deve ter mais do que 30 centímetros, mas, com a força da queda, poderia ter machucado alguém — disse o policial.
Fonte: Zero Hora

No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, será inaugurada nesta segunda-feira (8) a Biblioteca de São Paulo. A abertura ao público será na terça.
Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede.
A inauguração marca a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica.
“É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória”, afirma o secretário estadual de Cultura, João Sayad.
A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo.
“O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras”, enumera Sayad.
O prédio da biblioteca foi erguido inicialmente com a proposta de abrigar eventos e exposições, mas ficou fechado por alguns anos, sem nunca ter sido usado. Por causa das dimensões e do fácil acesso -fica em frente à estação do metrô Carandiru- foi escolhido para a biblioteca.
Da construção original, que, com suas paredes de vidro, privilegia a integração com o verde do parque, pouco precisou ser mudado. “As intervenções incluíram colocação de revestimento e isolamento acústico, mas a estrutura não foi mexida”, afirma a idealizadora e gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da secretaria.
O investimento de implantação foi de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). O custeio será de R$ 4 milhões. Uma verba adicional de R$ 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo.
Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.
“A ideia é usar esses recursos concorrentes do livro, como a internet, a música e o DVD, para atrair o interesse pela leitura”, diz Adriana. De “Dom Casmurro” ao “Diário de Bridget Jones”, o acervo promete agradar a todos os gostos e ter um pouco de tudo.
Fonte: G1

Mãe Railda comanda o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá - Ilê Oxum, em Valparaíso, desde 1972: tradição que atrai deputados e ministros.
Do portão, já é possível perceber que esta não é uma chácara como as da vizinhança. Pequenas casas de alvenaria estão espalhadas pelo terreno, em torno de um grande barracão. Sobre ele, uma bandeira branca celebra a paz. As centenas de árvores são decoradas com tiras de pano que envolvem o tronco, representando uma reverência à natureza. Ao fundo, escuta-se o som da água que corre a partir de um córrego ou de uma nascente — símbolo da vida para os visitantes do local. Estamos em uma casa de Candomblé, ambiente desconhecido pela maioria dos brasilienses. Para preservar e divulgar a cultura e as religiões de matrizes africanas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai lançar este mês o livro Inventário dos terreiros do Distrito Federal e Entorno. A publicação conta a história e revela segredos dos principais locais de culto da capital federal.
A publicação será distribuída gratuitamente em bibliotecas, órgãos públicos e também entre pesquisadores e interessados pelo universo do Candomblé e da Umbanda. Durante a pesquisa, as equipes do Iphan identificaram e catalogaram 26 terreiros em várias cidades do Distrito Federal e do Entorno. Pelas suas características, as casas de culto costumam ficar em locais mais afastados e de difícil acesso, como chácaras de áreas rurais. Todas realizam, com frequência, festas públicas, além de prestarem serviço de aconselhamento espiritual particular.
É o caso do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá – Ilê Oxum, comandado por Railda Rocha Pitta, 72 anos — conhecida por todos como Mãe Railda. Construído em um amplo terreno em Valparaíso, a 45 quilômetros do centro de Brasília, a casa é uma das mais tradicionais da região e recebe até deputados e ministros de Estado. Fundado em 1972, o terreiro começou com a doação do lote por um amigo pessoal de Mãe Railda. Ao longo das últimas quatro décadas, ela consolidou a estrutura que hoje consiste em um grande barracão e nas casas dos orixás espalhadas pelo lote.
Reconhecimento
Mãe Railda conta que decidiu abrir o terreiro em Brasília por orientação de Mãe Menininha do Gantois — que foi uma das mais famosas representantes brasileiras do Candomblé. “Ela abriu o jogo de búzios para mim e disse que eu havia sido escolhida por Xangô. Mãe Menininha me garantiu que eu teria um terreiro grande em Brasília para cuidar do povo”, relembra Railda. De tão reconhecida, ela é frequentemente chamada para representar o Candomblé em cerimônias oficiais. Nas paredes da casa, há fotos da mãe de santo com o presidente Lula e com ministros e ex-ministros como Celso Amorim e Gilberto Gil. Também estão pendurados o diploma de cidadã honorária e o de integrante do Clube dos Pioneiros do Distrito Federal.
Uma forma de lutar contra o preconceito
O superintendente do Iphan no DF, Alfredo Gastal, conta que a preocupação do instituto com a preservação dos terreiros tradicionais começou há 25 anos, com o tombamento de uma das casas mais antigas de Salvador, a Casa Branca. “Nós, brasileiros, tivemos influência europeia, asiática, mas a cultura negra permeou absolutamente todos os aspectos das nossas vidas. Não podemos ignorar a importância dessa contribuição”, destaca Gastal.

Publicação conta a história dos principais locais de culto no DF.
Ele acredita que a divulgação do inventário dos terreiros do Distrito Federal vai ajudar a reduzir o preconceito da sociedade em torno das religiões de matriz africana. “O estudo é uma forma de esclarecer quem nós somos. Não podemos aceitar no Brasil nenhum tipo de preconceito religioso, cultural ou racial. Somos feitos de uma mescla de gente de uma riqueza fantástica”, finaliza o superintendente do Iphan.
Um dos exemplos desse preconceito citado por Gastal foi a destruição das imagens dos orixás da Prainha, no Setor de Clubes Sul. De autoria do artista plástico Tatti Moreno, as obras de arte que simbolizavam os orixás foram queimadas e decapitadas, provavelmente por questões religiosas. As esculturas foram recuperadas e recolocadas no fim do ano passado. Hoje, a movimentação na área é monitorada por câmeras de segurança.
O trabalho do Iphan em Brasília e no Entorno começou em 2008 e foi fruto de uma parceria entre as superintendências do órgão no Distrito Federal e em Goiás. A primeira etapa consistiu no levantamento preliminar dos terreiros em atividade. A medida atendeu a uma demanda dos próprios adeptos, ansiosos pelo reconhecimento e valorização do patrimônio cultural vinculado às religiões afro-brasileiras.
Para Roberval Marinho, praticante do Candomblé e pesquisador reconhecido da área, a preservação da memória do Candomblé e da Umbanda é importante para lutar contra o preconceito. “Muita coisa da cultura e da religião já se perdeu. Esse estudo do Iphan é de grande importância para lutar contra esses ataques religiosos contra os cultos de origem africana”, explica Roberval, conhecido como Babalaô Roberval de Ogum.
Outro terreiro incluído no livro do Iphan é o Axé Bara Leji, ou Centro Espírita do Pai Tito. Criado em 1973 em Taguatinga, e depois transferido para uma chácara em Santo Antônio do Descoberto, o centro é hoje comandado por Fernando César Trindade de Aguiar, o Pai Fernando de Oxoguian. Além dos trabalhos culturais e religiosos, o terreiro tem uma forte atuação social na comunidade — uma característica comum a várias casas de culto. “Fazemos esses projetos sociais com recursos próprios. O Candomblé é um culto a tradições e culturas milenares. Nossa religião tem uma tradição cultural e social muito grande”, destaca Pai Fernando.
“Nós, brasileiros, tivemos influência europeia, asiática, mas a cultura negra permeou absolutamente todos os aspectos das nossas vidas. Não podemos ignorar a importância dessa contribuição”. Alfredo Gastal,superintendente do Iphan no DF.
Fonte: Correio Braziliense

Falar de Santa Catarina sem citar a Guerra do Contestado, ocorrida entre 1912 e 1916, é como comentar a História do Brasil e cortar a Revolução Federalista. Ou falar da Monarquia e não mencionar Canudos. A afirmação é do historiador Nilson Thomé, criador do Museu do Contestado, hoje conhecido como Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado, na cidade de Caçador.
Conforme o professor de História da Universidade Federal de Santa Catarina Paulo Pinheiro Machado, o confronto foi um movimento sertanejo que atingiu uma região extensa do Oeste do Paraná e de Santa Catarina, desencadeado pela perseguição policial a um grupo de devotos do rezador, andarilho e penitente João Maria e do curandeiro José Maria. Estes caboclos desenvolveram uma linguagem própria, com forte sentimento religioso, com acentuados aspectos messiânicos e milenares, que os militares chamavam de “fanatismo”. Mais de 60 mil pessoas estiveram envolvidas e cerca de 10 mil morreram. “Para reprimir o movimento, além da ação das polícias de Santa Catarina e do Paraná, participaram mais de 2 mil vaqueanos civis e 7 mil soldados do Exército”, explica Machado, que é autor do livro “Lideranças do Contestado”.
Segundo o professor, diversos fatores fizeram a força do grupo crescer, bem como a opressão aumentar sobre os seus integrantes. Com a construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, a companhia concessionária, a norte-americana Brazil Railway Company, recebeu 9 quilômetros de terras, expulsando os caboclos e vendendo os lotes para imigrantes. Isso ocorreu ao longo do Rio do Peixe, onde fica a estação de Caçador, entre 1909 e 1910, e próximo aos rios Iguaçu e Negro, de 1911 a 1913.
Machado adiciona a arrogância dos coronéis da Guarda Nacional, que eram grandes proprietários e grilavam as posses dos caboclos em faxinais e matas nas regiões de Lages, Curitibanos, Campos Novos e Canoinhas. Ele explica ainda que, entre 1893 e 1895, a região do Contestado – território entre os rios Iguaçu e Uruguai, disputado por Santa Catarina e Paraná – foi alvo de combates entre maragatos e pica-paus, resultando na herança política federalista ao movimento.
Machado conclui que, apesar do nome e da guerra abranger uma região, o Contestado não se trata de um confronto entre os dois Estados. Para ele, o movimento ganhou estas proporções porque os sertanejos foram expulsos de suas terras pela companhia americana, por causa das críticas ao coronelismo e devido à violência da expropriação praticada pela ferrovia.
Inovação para visitantes
O Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado está propondo uma experiência inovadora para quem quer conhecer a cultura da região. Por meio do projeto Vamos Sentir o Museu, os visitantes poderão não apenas apreciar os objetos, mas também tocá-los. Dessa forma, o quepe ferroviário, a calculadora da Estação, espadas e sabres do Exército, entre outros, poderão ser manejados, permitindo a interação entre o público e as relíquias. Valéria Stüber, responsável pelo acervo e exposição, considera a oportunidade inovadora para a inclusão sociocultural dos deficientes visuais na visitação.
O museu é mantido pela Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe e completará 36 anos no dia 18 de março. Na plataforma principal, estão estacionadas, sobre trilhos fabricados na Europa em 1908, as locomotivas a vapor “Mogul”.
No terreno, está o obelisco da Aviação Militar no Contestado, marcando o local onde foi construído, em 1914, um dos quatro primeiros campos de aviação de Santa Catarina, destinado às aeronaves usadas pelo Exército no confronto. Em outro local, está o Marco Histórico do Contestado, perpetuando o envolvimento da cidade de Caçador na guerra. Outras informações sobre o acervo estão disponíveis no site www.museudocontestado.com.br
Fonte: Correio do Povo

A origem e a história do comércio de Caxias do Sul estão conservadas na casa 9 da Réplica de Caxias do Sul de 1885, no Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos. O Museu do Comércio, uma reprodução de um armazém de secos & molhados da cidade serrana no final do Século XIX, estará aberto para visitação durante a realização da Festa da Uva 2010. Desde 2000, quando o espaço foi inaugurado, objetos como móveis, rolos de fumo, ferrarias e chapéus, além de alimentos, reproduzem fielmente um estabelecimento comercial da época em que os imigrantes chegaram. “A história registrada aqui, também remete à história das famílias de muitos visitantes, descendentes dos italianos que se instalaram na região. Para muitas pessoas, principalmente da nossa região, é emocionante visitar o Museu do Comércio”, observa o presidente do Sindilojas, Ivanir Gasparin.
O resgate da história também será feito pela Dona Bastiana, personagem de Davi de Souza, responsável pela acolhida aos visitantes. A “idosa”, que fez muito sucesso na Festa da Uva 2008 arrancando gargalhadas e lotando o espaço de turistas, promete repetir a dose em 2010.
Com a chegada dos imigrantes italianos à Serra gaúcha, a partir de 1875, a economia local começou a se estruturar, com a agricultura e o comércio. Os colonos produziam o que era possível para a subsistência. Para adquirir outros alimentos e produtos de necessidade da família, utilizavam o sistema de troca, que deu início ao comércio. Três anos após o início da organização e povoamento da Colônia Caxias, já existiam dez armazéns de secos & molhados na sede, além de outras 85 casas comerciais espalhadas pelos travessões e léguas para uma população de 3.849 habitantes. O museu estará aberto no mesmo horário de funcionamento do parque: de segunda a sexta-feira das 14h às 22h e aos sábados e domingos das 9h às 22h.
Fonte: Correio do Povo

Ao passear pelo Centro da Capital, é comum a pessoa encontrar prédios em mau estado de conservação. São rachaduras, partes soltas na fachada, falhas no telhado e marcas de infiltração. Apesar desses danos estruturais representarem perigo para quem mora ou circula pelo local, a fiscalização das edificações ocorre somente mediante denúncia, com a posterior notificação do proprietário. Responsável por cobrar a manutenção dessas construções, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) lembra que não pode adotar medidas por conta própria. “A responsabilidade pela conservação dos prédios é dos proprietários. Quando recebemos uma denúncia, verificamos a situação e, dependendo da gravidade do caso, pedimos que sejam tomadas providências o mais rápido possível”, explica o diretor da Divisão de Controle da Smov, Paulo André Machado.
Na maioria dos casos, sugere-se a contratação de um engenheiro e de um arquiteto, que fariam o laudo da situação atual do prédio. “Esse documento vai mostrar tudo o que precisa ser feito e os tipos de intervenções mais indicadas”, destacou Machado. Um dos casos recentes que necessitou da adoção de medidas urgentes foi a do prédio histórico na esquina das ruas Marechal Floriano e Riachuelo. A possibilidade de queda da estrutura, construída em 1917, fez a Smov isolar a área em janeiro e licitar a contratação de uma empresa para segurar a fachada.
“Nós notificamos o proprietário desde 1994, mas ele não adotava as providências necessárias. Por causa do perigo iminente de desabamento, agravado com o passar dos anos, tivemos que adotar medidas mais duras”, contou Machado. A largura do passeio público foi reduzida para garantir a segurança de quem anda pelo local. A secretaria não conta com dados precisos de quantas notificações ou fiscalizações faz por mês. Denúncias: fone 3289-8752.
Fonte: Correio do Povo

No calçadão da Sete de Setembro, junto aos prédios históricos, será ampliado o passeio com pedra portuguesa. Há outras mudanças.
O trabalho de recuperação começa a mudar a aparência da Praça da Alfândega. Nesta semana, quem percorreu o local pôde observar o tapume instalado diante da rua General Câmara. A reforma naquele local, unindo o calçadão da rua Sete de Setembro e os prédios históricos do Margs e do Memorial do Rio Grande do Sul, vai reduzir os canteiros e ampliar o passeio esculpido com pedras portuguesas. Outra novidade é a reinstalação da antiga Torre de Petróleo, símbolo de quando o Brasil ingressou na exploração do combustível energético, após a Segunda Guerra Mundial.
Um detalhe que atrai o olhar de quem caminha por aquele ponto da Praça da Alfândega é o conjunto de desenhos coloridos, colados sobre o tapume. Os stickers foram produzidos na última quarta-feira pelos participantes da “oficina criativa” do Santander Cultural, que também está instalado na praça, em outro prédio de arquitetura atraente, embora menos antigo que o Museu de Artes e a velha sede dos Correios.
De acordo com os executores do Projeto Monumenta, a restauração no espaço histórico do Centro vai custar R$ 2,9 milhões. A totalidade da obra deverá estar pronta para receber a próxima edição da Feira do Livro, em novembro. Conforme a arquiteta Briane Bicca, coordenadora do Monumenta em Porto Alegre, a ideia é resgatar uma aparência mais próxima da original, preservando as mudanças ocorridas ao longo da história.
Além de reformar os espaços centrais desde a rua Siqueira Campos até a Rua da Praia, o Projeto Monumenta vai restaurar o mobiliário e realocar banheiros, engraxates, bancas de artesanato e de revistas. Outra modificação – esta já realizada – é a recuperação do pavimento de paralelepípedos da avenida Sepúlveda, entre a praça e a rua Siqueira Campos, que estava coberto por asfalto. A calçada histórica daquele perímetro já foi realinhada. O nivelamento dos ladrilhos vai seguir até a Andradas, onde será resgatado o desenho de “ondas”, semelhante ao do calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Na continuação do projeto, o Monumenta vai remodelar o trajeto da rua General Câmara, a velha rua da Ladeira, até a Praça da Matriz, concluindo a ligação entre dois dos principais ambientes históricos da Capital. Essa etapa custará R$ 2,3 milhões. Os recursos para ambos os investimentos são provenientes do Município e de empréstimo internacional junto ao Ministério da Cultura.
Fonte: Correio do Povo
Da France Presse
A restauração do Coliseu de Roma, o monumento mais famoso da capital italiana, será concluída em 2011, data do 150º aniverário da Unificação da Itália – o processo histórico que levou à união de diversos Estados no século XIX.
“Para as comemorações vamos finalizar a restauração do Coliseu e cuidar da iluminação do Fórum Romano”, explicou o funcionário do ministério da Cultura, Francesco Giro.
O Fórum Romano será iluminado no dia 21 de abril de 2011 como uma homenagem ao nascimento de Roma.
Segundo a lenda, Romulo e Remo, que foram amamentados por uma loba, fundaram a Cidade Eterna no dia 21 de abril de 753 a.C.
As autoridades da capital, juntamente com o ministério da Cultura, consideram uma prioridade terminar a restauração do Coliseu, um dos locais mais visitados do mundo e exemplo da imponente arquitetura romana.
“Estamos trabalhando para obter fundos internacionais para financiar as obras”, explicou Giro.
O Coliseu fica próximo ao Fórum Romano, considerado o coração da cidade e o ponto de partida para o desenvolvimento da antiga civilização há mais de dois mil anos.
A área conta com importantes ruínas de edifícios públicos, monumentos sagrados, palácios, o célebre Senado e os chamados Fóruns Imperiais.
Os arquitetos do regime de Benito Mussolini, no início do século XX, retiraram a maior parte dos sedimentos medievais e barrocos e construíram uma estrada entre os Fóruns Imperiais e o Fórum central.
Fonte: G1

Banhada pela bacia do rio Chapecó, Abelardo Luz é rota obrigatória para apreciar a natureza em estado bruto. Localizada no Oeste catarinense, a 590 km da capital Florianópolis, a cidade de 17 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, pode ser acessada pela BR 282 (em SC) ou pela BR 280 (no PR). Possui vários pontos turísticos, entre eles o encontro das águas. Ou melhor, a queda delas.
No Complexo das Quedas, que abrange sete quedas d”água do rio Chapecó e outras três no Rio das Éguas, há algumas cachoeiras com mais de 20 metros de altura. Sete pequenas ilhas permitem que o lugar seja explorado por trilhas ecológicas, esportes radicais como rafting e rapel, tobogãs, pesque-pague e observatório de pássaros, entre outras atrações que surgem a cada temporada. O complexo está inserido no Parque das Quedas, administrado pelo Quedas Park Hotel, e distante 500 m do centro da cidade.
O rio Chapecó corta Abelardo Luz e faz o desenho da avenida Beira-Rio, que registra alta frequência no verão. É uma área de lazer para pedestres, onde ocorrem caminhadas, eventos culturais e esportivos.
Mas não é só da beleza das águas que vive a cidade. Povoada por paulistas, paranaenses e gaúchos, atraídos pela grande quantidade de madeira existente na região, hoje a renda vem de outro elemento: a soja. Graças às características climáticas ideais para a produção de sementes da oleaginosa, o município se destaca nacionalmente no plantio de soja e milho.
Outra atração interessante é o Marco da Reforma Agrária, um monumento histórico de 4,7 m de altura que retrata a primeira ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em maio de 1985. O mural foi produzido pelo artista Dan Baron (arte-educador do País de Gales) e está localizado às margens do rio Chapecó. Abelardo Luz possui 22 assentamentos com cerca de 1,5 mil famílias de pequenos agricultores. Mais informações sobre a cidade pelo e-mail prefeitura@abelardoluz.sc.gov.br ou pelo site www.abelardoluz.sc.gov.br
Fonte: Correio do Povo
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