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Já está na conta da prefeitura municipal a verba de R$ 6,5 milhões para escoramento e manutenção de 111 casarões do Centro Histórico da cidade que são tombados pelo patrimônio público. O dinheiro foi liberado pelo Ministério da Integração Nacional. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal dos Transportes e Infraestrutura (Setin), o dinheiro foi depositado anteontem.
Apesar de já ter identificado quais prédios serão escorados, a Defesa Civil Municipal, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), não informou quando e por onde o trabalho começa. De acordo com a Setin, serão priorizados entre os prédios mais precários os de valor arquitetônico.
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Fonte: Correio - Bahia
Liminar obriga o município de São Cristovão a realizar reparos nos prédios da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória e do Colégio São Francisco.

Nesta terça-feira, 31/08, o juiz da comarca de São Cristovão, Manoel Costa Neto, proferiu liminar obrigando o município de São Cristovão a reparar danos causados por pichações aos prédios históricos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória e no Colégio São Francisco.
A sentença afirma os danos causados por pichações afetam negativamente a paisagem histórica urbana da cidade e podem causar danos irreparáveis nos prédios.
“A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória e o Colégio São Francisco, são monumentos integrantes do conjunto histórico e urbanístico, tombado pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], que se encontram ‘sujas’ com pichações, afrontando a sociedade em todos os seus aspectos. Não se pode deixar que bens com extrema relevância histórica se deteriorem, suprimindo, assim, vários meios de acesso à cultura”, observa o juiz.
Na determinação ficou decidido o prazo de 15 dias para que sejam feitas a pintura das fachadas, fixando multa diária de R$ 500 por dia de descumprimento, individualmente e diretamente contra o Prefeito Municipal de São Cristóvão, além do enquadramento no Crime de Desobediência.
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Fonte: Infonet

A Promotoria de Habitação e Urbanismo denunciou com base na Lei nº 8.625/93 e na Lei de Crimes Ambientais, Flávia Maria Lavocat Barbosa, Edna Maria da Silva Nunes, Terezinha Sylvia Lavocat Galvão, Marília Lavocat de Queiroz, Maria do Socorro Lavocat Nunes e Alisson Alves Ramalho, por demolirem durante a noite do dia 14 de dezembro de 2009, um domingo, uma casa legalmente protegida, situada na Avenida Epaminondas Jácome, n.º 253.
O imóvel se encontrava inserido na área denominada “Sítio Histórico do 1.º Distrito”, Zona de Preservação Histórico-Cultural e entre as Áreas de Especial Interesse Históri-co-Cultural e declarado através da Portaria n.º 003, de 04 de julho de 2000 do Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Acre. O imóvel e seu entorno se encontravam protegidos pelos efeitos da Lei n.º 1.294, que incluíam todos os bens que se encontrassem dentro dos limites ali estabelecidos e que seriam objeto de avaliação quanto ao seu valor histórico e cultural de relevante interesse para o Estado do Acre.
No teor da denúncia a promotora Rita de Cássia deixa claro que os denunciados tinham pleno conhecimento da absoluta ilicitude de sua conduta, tanto que promoveram a demolição do imóvel na calada da noite. Na denúncia, ela pede a condenação dos culpados com base no art. 62, c/c art. 15 ambos da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), bem como a reparação dos danos, ou seja, a reconstrução do imóvel no mesmo estado em que se encontrava, e de modo a repor as condições originais da edificação e das áreas de entorno.
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Fonte: http://www.oriobranco.net

Paredes em ruínas, tetos desabando, portas e janelas quebradas. Os belos casarões abandonados no centro da capital paraibana vem deixando uma herança maldita não apenas para os filhos de proprietários, que recebem o legado com dívidas de impostos e serviços que muitas vezes ultrapassam o valor de venda dos imóveis, mas também para a população, que testemunha o abandono das edificações, usadas agora como cenário para assassinatos, esconderijo para bandidos e ‘boca’ de fumo para traficantes e usuários de drogas.
Atualmente, cerca de 90 imóveis abandonados pelos proprietários há décadas são monitorados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). A partir do levantamento realizado no Centro de João Pessoa, os técnicos do instituto tentaram identificar e entrar em contato com os donos das casas, mas apenas 23 pessoas foram localizados.
De acordo com o assessor técnico da Defesa Civil do município, Lutigard Padilha, muitos proprietários não têm interesse de restaurar ou até mesmo vender os imóveis, que poderão ser tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A maioria destes casarões são heranças de família e, no caso de venda, os filhos teriam que dividir o valor. O valor de dívidas de impostos e serviços acumuladas ao longo dos anos, porém, muitas vezes ultrapassa o valor de venda do imóvel e, por isso, os proprietários acabam deixando-os abandonados”, revelou.
A beleza arquitetônica das casas se confunde com o ambiente macabro de abandono, com a vegetação invadindo os cômodos e se tornando um ninho para bichos, e, principalmente, para criminosos. Há cerca de dez dias, um adolescente que trabalhava como flanelinha no Parque Solon de Lucena (Lagoa) foi encontrado morto dentro de uma residência abandonada, na Rua Princesa Isabel, no centro da capital.
De acordo com comerciantes que trabalham próximo ao imóvel, o local é constantemente invadido por adolescentes eadultos, que se reúnem para cheirar cola e consumir bebibas alcóolicas. A casa foi desocupada há cerca de três anos, após a ocorrência de um assalto às três senhoras que moravam lá. O imóvel foi vendido a uma construtora, mas até o momento permanece vazio, tomado apenas pelo mato e sendo usado como ponto para o uso de drogas.
No mês de abril deste ano, um travesti também foi encontrado morto numa casa abandonada no centro da cidade. A vítima foi encontrada nua, com vários hematomas espalhados pelo corpo e uma calcinha amarrada no rosto. Ao lado do corpo, uma latinha de refrigerante que foi usada para o consumo de crack. A perícia comprovou que o homossexual foi espancado e asfixiado até a morte, mas o autor do crime ainda não foi encontrado.
Outro crime bárbaro foi cometido numa casa abandonada, em agosto de 2008. Uma adolescente de 15 anos foi estuprada e estrangulada num imóvel vazio no bairro Jardim Veneza, após sair de casa para tomar um lanche com um amigo. Daniele Araújo de Figueiredo foi encontrada umdia após o crime, com o corpo marcado pelos sinais da violência que sofreu entre as paredes de uma edificação abandonada, sem que pudesse ser socorrida por alguém.
Técnicos da Defesa Civil do município devem realizar uma nova inspeção nos 87 imóveis abandonados que são monitorados pelo Iphaep ainda este ano. “A ação está prevista para acontecer entre os meses de novembro e dezembro e, a partir de agora, o Iphan vai passar a interferir no centro histórico da cidade. Caso os proprietários não sejam encontrados ou o imóvel permaneça abandonado, o órgão poderá usá-lo para outros fins”, concluiu Lutigard Padilha.
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Fonte: O Norte

Prédio representa o processo de transformação urbana de Natal, nas primeiras décadas do século XX.
O prédio onde funcionou o antigo Grupo Escolar Augusto Severo, a Escola Normal de Natal, um anexo do Atheneu Norte-Rio-Grandense, a Faculdade de Direito e a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi erguido em 1907, a partir do projeto do arquiteto Herculano Ramos, o mesmo autor dos projetos do Teatro Alberto Maranhão e da Praça localizada em seu entorno. Atualmente o prédio encontra-se sem uso e em avançado estado de deterioração, com parte do madeiramento e telhas de sua cobertura comprometidas, infiltrações nas lajes e paredes. Sendo ainda alvo de constantes depredações, para a retirada de muitos dos seus elementos construtivos, alguns deles confeccionados em bronze e importados da França. Por esta razão, o presidente da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto está sendo obrigado a pagar o valor de R$ 1 mil por dia, pelo atraso das obras de recuperação do prédio. A determinação foi da Justiça Federal do Rio Grande do Norte. “Eu vou ter que pagar esta multa, mas não sei como. Não tenho dinheiro nem para pagar as minhas contas”, disse Crispiniano.
A multa referida pelo presidente da Fundação José Augusto é decorrente de um processo ajuizado em 2003, pela associação civil “Comitê Para a Construção da Cidadania Plena”. A ação civil pública, na ocasião, estava em desfavor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (que na época era proprietária do prédio), do Governo do Estado (por ter decretado o tombamento desde 1991) e da Fundação José Augusto (responsável pela vigilância permanente das coisas tombadas pelo estado, conforme decreto estadual n° 8111).
O presidente da FJA explicou que, ao se tombar um prédio, o Estado passa a ser obrigado a restaurá-lo quando o proprietário não tem recursos, o que ele disse não ser o caso da UFRN. “Uma ONG achou por bem denunciar a Fundação e o juiz acatou a denúncia. A discussão foi levada para a Sec. de Estado de Trabalho, Habitação e Assistência Social, pois houve uma proposta de instalar no local, atividades relacionadas ao artesanato, de modo que eu me senti absolutamente tranquilo”, disse Crispiniano Neto. Depois de ter sido informado da condenação, Crispiniano confirmou ter ido ao governador Iberê Ferreira, para que fosse liberada a verba de reforma do prédio. “O governador assumiu e, sob a égide da Assembleia Legislativa, disse que não poderia remanejar dinheiro. Eu mantive o pedido e existe o compromisso do Governo e da Secretaria de Planejamento, de liberar verba, que se destine ao cumprimento de decisões judiciais e de termos de ajuste de conduta”, afirmou Crispiniano Neto.
Segundo um dos integrantes do Comitê Para a Construção da Cidadania Plena, hoje Promotor de Justiça do município de Extremoz, Emanuel Dhayan, o prédio foi utilizado pelo Estado e pela Universidade Federal, mas em audiência realizada no dia 20 de fevereiro de 2008, foi feito um acordo judicial, onde a UFRN transferiu para o Governo do Estado a responsabilidade de restauração e o direito de usufruir de seu espaço físico, transferência esta firmada no contrato de número 98.2006. Segundo consta na ata da audiência estiveram presentes durante a assinatura do acordo, o representante legal do Comitê Para a Construção da Cidadania Plena, Emanuel Dhayan Bezerra De Almeida; o procurador da UFRN, Giusepe Costa; o procurador do Estado, Raimundo Nonato de Lima; e o representante da Fundação José Augusto Joaquim Crispiniano Neto, acompanhado do Advogado Lázaro Amaro dos Santos e Silva; além do representante do Ministério Público Federal, Fábio Nezi Venzon.
No momento do acordo, quando a UFRN passou o prédio para o Governo do Estado, ficou determinado que após três meses, a Fundação José Augusto se comprometeria em dar início a medidas administrativas, com o objetivo de iniciar o reparo imediato dos danos do imóvel.
Um prédio com muita história
O Grupo Escolar “Augusto Severo” foi a primeira escola graduada de ensino primário do Rio Grande do Norte, criada pelo decreto n.174, de 5 de março de 1908 e implantada no bairro da Ribeira na capital do estado no processo de reestruturação da Instrução Pública do Estado (lei n.284, de 30 de novembro de 1909). A edificação foi projetada e construída pelo arquiteto mineiro Herculano Ramos no ano de 1907, no exercício do governo Antônio de Souza (1907-1908) e criada no governo de Alberto Maranhão (1908-1913). É transformada em Escola-modelo para servir de padrão às edificações escolares do estado, pelo decreto n.198, de 10 de maio de 1909, vigorando como tal até 1916.
O prédio assume uma importância histórica-cultural enquanto equipamento urbano no processo de transformação urbana de Natal, nas primeiras décadas do século XX, compondo a paisagem de modernidade com demais prédios públicos e serviços urbanos, no novo espaço de socialização da sociedade natalense. Ao lado do Teatro Carlos Gomes (atual Alberto Maranhão) e antiga Escola Doméstica construída em 1914, defronte ao grande largo da Praça Augusto Severo, próximo do Cinema Polyteama, do magazine “Paris em Natal”, da Estação Ferroviária, dos serviços elétricos de bonde, telefone e energia.
A arquitetura do Grupo Escolar Augusto Severo é marcante pelo refinado estilo eclético, de significativos elementos de art nouveau, justapostos às características neoclássicas e do rococó, a gosto das elites locais, a escola moderna na cidade modernizada.
Determinação de novos prazos
Vendo que as obras não haviam sido iniciadas, o Comitê Para a Construção da Cidadania Plena entra com um pedido na justiça, de cumprimento da decisão judicial. A partir daí foi marcada uma nova audiência, que aconteceu em fevereiro de 2009, onde foi determinada a prorrogação do prazo para o início das obras. As obras deveriam ter começado em agosto do ano passado e estarem prontas neste mês, salvo comprovado motivos de força maior, que inviabilizasse as ações do Governo, através da Fundação José Augusto.
De acordo com o Despacho da Justiça Federal, como o Governo do Estado não apresentou qualquer documento comprovando o início das obras, nem outros que justificasse o adiamento, ficou determinado o pagamento da multa de R$ 1 mil reias, por dia, pelo descumprimento da ação judicial.
Prejuízo real
Segundo o arquiteto e urbanista Haroldo Maranhão, chefe do Departamento de Patrimônio Cultural do município, a Fundação José Augusto solicitou do arquiteto, um projeto de restauração do prédio, inicialmente construído para abrigar o Grupo Escolar Augusto Severo. O projeto ficou pronto e no prédio passariam a funcionar um memorial, lojas de artesanato, um café, salas onde seriam realizadas oficinas de capacitação para artesãos, cinco salas de dança, dentre outros espaços de utilização pública, somando um total de 1.726,5 m² de área construída. O valor aproximado da obra ficaria em torno de R$ 3.453,000, 00.
Haroldo Maranhão explica que o projeto foi encomendado ao seu escritório particular, pelo então Secretario do Trabalho da Habitação e da Assistência Social, Fabian Gilbert Saraiva Maia e da então Diretora do Teatro Alberto Maranhão Hilneth Correia.
De acordo com a avaliação do arquiteto e urbanista, caso as obras de recuperação não sejam iniciadas, o prédio corre o risco de sofrer graves danos nas estruturas físicas, o que acarretará em mais recursos despendidos para a recuperação.
Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Natal
Segundo Haroldo Maranhão, a inclusão do prédio nas obras de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Natal, dependerá da elaboração dos estudos e projetos com vistas à Reabilitação, que serão contratados em fins deste ano, a uma empresa tecnicamente qualificada, escolhida em um processo de licitação pública promovida pelo Programa de Ação Para o Desenvolvimento do Turismo do RN (Prodetur).
O desenvolvimento deste trabalho será supervisionado por um comitê técnico gestor, integrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Prefeitura do Natal e Governo do Estado, estando tudo especificado em um “Termo de Referencia”, que ira identificar e definir claramente os trabalhos que deverão ser realizados e apresentados à Secretaria Estadual de Turismo do Rio Grande do Norte, com vistas à elaboração dos projetos de requalificação urbana do centro histórico de Natal.
Caberá também a este comitê, compatibilizar e implementar as políticas de intervenções na referida área, objetivando a sua gestão sustentável e integrada.
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Fonte: Tribuna do Norte
Até agora, mais de 25 mil pessoas participam da campanha para denunciar o descaso e as ações ligadas aos focos de incêndio criminoso no País.

#chega de queimadas. É esse o mais novo protesto na rede social Twitter. Iniciada ontem (25), a manifestação é um marco histórico na área ambiental: nunca antes uma campanha para denunciar os impactos das queimadas foi feito de maneira tão rápida e espontânea.
“Até agora, mais de 25 mil pessoas fazem parte da campanha”, disse o cientista político Sergio Abranches em entrevista ocorrida nesta quinta-feira (26) para a rádio CBN. De acordo com o diretor da OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, das 4h46 às 6h26, #chega de queimadas ficou entre as Trend Topics (expressões mais citadas) do Twitter. A meta é que a campanha volte a estar nos Tts brasileiros.
Denúncias sobre os focos de incêndio que vem ocorrendo no país, protesto em relação ao descaso e à ausência do Estado são algumas dos posts daqueles que participam da campanha #chega de queimadas. “O governo brasileiro é inoperante com relação às queimadas. É fogo para todo lado no Pará e Mato Grosso e Tocantins e nada é feito”, disse o ambientalista George Dantas, em um dos seus posts.
Para participar da campanha use a tag #chegadequeimadas em seu twitter.
Brasil em chamas
Durante o período de seca na Amazônia, os produtores rurais ateiam fogo em seus terrenos para renovar o cultivo, seja de agricultura, pasto ou para a pecuária. Esses incêndios avançam sobre as florestas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), usar fogo para manejar ou implantar pastagens é ilegal. Uma queimada só pode ser feita de forma controlada, após ser emitida autorização do órgão ambiental competente. O valor da multa por queimada irregular é de R$ 1 mil por hectare mais o embargo da área onde houve o crime ambiental.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, esse ano, o estrago provocado pelas queimadas pode ser maior que em 2007, quando houve o maior número de incêndios dos últimos cinco anos.
A situação mais crítica ocorre no Tocantins, onde as queimadas já destruíram 216 mil hectares do Parque Nacional do Araguaia. O instituto também considera crítica a situação no sul do Pará e em Rondônia. Além da destruição das florestas, as queimadas trazem prejuízos sociais e econômicos. Os aeroportos de Rondônia e Acre ficaram fechados por vários dias, por falta de visibilidade ocasionada pela fumaça. O tráfego nas estradas também foi afetado, principalmente no período noturno.
Em função dos incêndios que se alastram por causa da seca, 100 casas foram destruídas pelo fogo em Marcelândia (MT). No mesmo Estado dois trabalhadores da Usina Pantanal, na zona rural de Jaciara, morreram em um acidente durante uma queima de cana-de-açúcar. Uma das vítimas morreu no local. O outro trabalhador no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.
Em Rondônia os ribeirinhos estão com dificuldades para navegarem no Rio Madeira, já que além da baixa do rio, ocasionada pelo período de seca, a visibilidade é praticamente zero. Na região urbana a cidade está tomada por neblina, e a fumaça, em certos momentos chega a tomar conta das residências. Os atendimentos nos postos de saúde e nas policlínicas aumentaram substancialmente: apenas no Hospital Infantil Cosme e Damião, o atendimento a crianças que apresentam problemas respiratórios subiu 70%.
Só no oeste do Pará, nos municípios de Novo Progresso e Altamira , o Ibama já multou em R$ 726 mil os proprietários rurais por queimada ilegal. Juntos, eles colocaram fogo sem autorização do órgão ambiental em 724,91 hectares de pastos e florestas em regeneração. Além da multa, o instituto embargou suas terras.
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Da antiga instalação da Companhia União dos Refinadores, na Mooca, só sobrou a chaminé. E, agora, ela terá de permanecer intacta. Ontem seu tombamento foi publicado no Diário Oficial da Cidade.
Os antigos galpões da fábrica, que tomavam conta do terreno, foram demolidos e depredados antes do início da avaliação do processo de tombamento, em 2007. Assim, diz a Secretaria Municipal de Cultura, foi impossível avaliar todos os imóveis.
No terreno, a Cyrela vai construir um empreendimento imobiliário. Intitulada de Luzes da Mooca, a obra, segundo a empresa, vai preservar a chaminé. Por meio de nota, a construtora disse que a preservação do bem é de extrema importância e prometeu “restaurá-la e integrá-la ao projeto de forma harmônica”.
O tipo de empreendimento que será construído no local vai ser conhecido apenas no próximo mês. A decisão pelo tombamento determina que qualquer construção, em um raio de 15 metros, deve ser aprovada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).
O processo de tombamento teve início em 2008, mas só no início deste mês se decidiu tornar a chaminé um bem cultural.
A medida foi recebida com alívio pelos moradores do entorno da antiga companhia. “É um marco da época. A empresa era um símbolo da industrialização da Mooca”, diz o engenheiro aposentado Antônio Ferraz Neto, de 69 anos. Ele classifica como “assustadora” a mudança pela qual a Mooca atravessa. “Na minha rua, ao lado da antiga fábrica, ficará difícil estacionar.”
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Fonte: Estadão
Cada ação escolhida vai receber R$ 20 mil, além de um troféu e um certificado em reconhecimento ao seu trabalho pelo patrimônio cultural brasileiro.
Estão definidos os vencedores das categorias da edição 2010 do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. O resultado final foi decidido nesta quinta-feira (19), em Brasília, durante reunião da Comissão Nacional de Avaliação, presidida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan e composta por 13 representantes do Governo Federal e de instituições ligadas ao tema do patrimônio cultural, bem como por personalidades da cultura.
As iniciativas ganhadoras foram eleitas entre os 64 concorrentes que chegaram à segunda etapa de seleção, após passar pela pré-seleção realizada em julho pelas comissões estaduais presididas pelos superintendentes do Iphan em cada unidade federativa do país. Antes desta pré-seleção, o conjunto de inscrições apresentadas inicialmente ao prêmio nos estados chegou a 174 trabalhos este ano.
Estes são os vencedores do 23º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, divididos por categoria:
Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial
Ação: Sítio Arqueológico.
Proponente: Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – Rio de Janeiro.
Divulgação
Ação: Jornada Mineira do Patrimônio Cultural.
Proponente: Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.
Apoio Institucional e/ou Financeiro
Ação: Dossiê do Parque Histórico Colônia Militar dos Dourados.
Proponente: 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado – Mato Grosso do Sul.
Preservação de Bens Móveis e Imóveis
Ação: Saveiros de Vela de Içar da Baía de Todos os Santos.
Proponente: Associação Viva Saveiro – Bahia.
Pesquisa e Inventário de Acervos
Ação: Acervo Artístico Museológico.
Proponente: Associação dos Amigos da Escola Guignard – Minas Gerais.
Educação Patrimonial
Ação: Educação Patrimonial da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina.
Proponente: Prefeitura de Londrina – Paraná.
Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico
Não houve vencedor nesta categoria.
A reunião da Comissão Nacional de Avaliação do prêmio foi coordenada pela diretora do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan, Marcia Rollemberg. Na sua avaliação, a lista de vencedores de 2010 revela o compromisso crescente de instituições públicas e da sociedade civil com a preservação do patrimônio cultural brasileiro. “A qualidade e a diversidade dos trabalhos apresentados comprova por si só a importância do prêmio para a história e a cultura do nosso país”, ela comemora.
O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, criado em 1987 e realizado a cada ano pelo Iphan, tem por objetivo a valorização do patrimônio histórico e cultural do Brasil. A premiação de abrangência nacional proporciona reconhecimento a ações de preservação e de educação patrimonial que, em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, façam-se dignas de registro, divulgação e reconhecimento público.
Este ano, a cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 20 de outubro, às 20 horas, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília. Os vencedores recolherão seus respectivos troféus e certificados das mãos do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. Além disso, cada ação receberá um aporte de R$ 20 mil.
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Fonte: IPHAN

Neste mês, o WikiAves conquistou a primeira posição no ranking que avalia os sites sobre aves mais visitados do mundo. O professor Luís Silveira destaca que os principais colaboradores do WikiAves passam horas em campo, munidos de guia de espécies, na tentativa de encontrar pássaros e fotografá-los. Segundo ele, o país abriga hoje uma legião de observadores por conta da existência do site. Silveira afirma que o WikiAves realizou façanha inédita ao conseguir a primeira fotografia de uma espécie até então não registrada no país: o anambé-de-whitely. A ave foi fotografada por um colaborador em Uiramutã (RR).
O WikiAves, que pode ser acessado por meio do endereço www.wikiaves.com.br, possui uma plataforma interativa e é direcionado à comunidade brasileira de observadores de aves. O objetivo o site é apoiar, divulgar e promover a atividade de observação de pássaros, fornecendo gratuitamente ferramentas avançadas para controle de fotos, sons, textos, identificação de espécies e comunicação entre observadores.
O WikiAves conta com 478 espécies catalogadas no RS. Os últimos registros sonoros foram postados por Roges Souza, de Caxias do Sul, e Fábio Jacomassa, de Barracão. O link destinado ao Estado armazena 8.245 fotos e 773 áudios de cantos, armazenados por 348 colaboradores.
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Fonte: Correio do Povo
A Justiça voltou ao normal em São Luís do Paraitinga. Engolido pela água e pelo barro na enchente de janeiro, o Fórum da cidade termina na próxima semana a digitalização das 220 mil folhas dos 2,1 mil processos. O trabalho de recuperação dos documentos conseguiu salvar 80% dos volumes – os demais devem se refeitos até setembro.
Símbolo da volta ao normal é o fato de no dia 16 os prazos processuais terem sido restabelecidos. Assim, as partes dos processos voltaram a poder receber intimação por meio do Diário Oficial. Com o trabalho de tornar digital os processos, o Fórum de Paraitinga se tornou o primeiro do Estado a ter tanto os casos novos quanto os antigos disponíveis para consulta na internet.
Durante a enchente, as águas chegaram até quase o teto do segundo andar do prédio. Os processos mais finos se desmancharam na água e no lodo. Os mais volumosos se salvaram graças à intervenção rápida comandada pela diretora, a juíza Renata Martins de Carvalho Alves.
Seguindo instruções de um funcionário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a magistrada começou o trabalho de salvar os autos antes de os papéis secarem e se tornarem uma pasta com o barro. “Lavamos tudo folha por folha, retiramos o barro e depois secamos tudo em varais estendidos no plenário do Júri. Por fim, usamos secadores de cabelo e tiramos cópia de tudo”, contou a juíza.
Os 38 funcionários do Fórum e a magistrada participaram do mutirão. O prédio local, que tem uma única vara que atende a todo tipo de caso, ficou fechado até julho. Enquanto os processos eram reconstruídos e o prédio reformado, a Justiça funcionou em dois trailers. “Conseguimos salvar todos os processos importantes. Essa foi uma experiência única no Brasil”, afirmou a magistrada.
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Fonte: Estadão
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