Programa de Valorização do Patrimônio Cultural.
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Nacional, Notícias 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Com 142 anos, o Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), será um dos agraciados com a medalha do mérito “Francisco Caldeira Castelo Branco”, condecoração concedida pela Prefeitura Municipal de Belém a personalidades e instituições que, ao longo do ano, se destacaram em suas áreas de atuação e contribuíram, de alguma forma, para o desenvolvimento da cidade.
O prêmio, que carrega o nome do fundador de Belém, será entregue pelo Prefeito Duciomar Costa na segunda-feira, dia 12, quando a cidade completa 393 anos. A diretora do Museu Goeldi, Ima Vieira, representará a instituição durante a cerimônia de entrega da honraria que será realizada às 19 horas, no Cine Olympia.
Fundado em 1866, o Museu Goeldi é o terceiro maior do país, com 4,5 milhões de itens tombados em coleções zoológicas, botânicas, geológicas, etnográficas, arqueológicas, audiovisuais, bibliográficas, arquivísticas e didáticas. Parte do acervo é tombada como Patrimônio Histórico Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Esse acervo possibilita a realização de pesquisas em diversos campos: auxilia instituições governamentais, empresariais e movimentos sociais na execução de projetos de desenvolvimento; preserva a cultura de comunidades indígenas e de populações tradicionais; e subsidia a elaboração de políticas públicas, como a que deu origem à Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção do Estado do Pará.
O Museu Goeldi também oferece à sociedade serviços e projetos educativos, dois programas de iniciação científica, um programa de capacitação e cursos que agregam estudantes de nível fundamental e médio, graduação e pós-graduação, nas áreas de zoologia, botânica, ciências ambientais e ciências sociais. A formação de recursos humanos para atuação na Amazônia é objetivo histórico da instituição e tem se acentuado nos últimos anos.
As principais atividades educativas são realizadas no Parque Zoobotânico, que reúne uma importante coleção viva de animais e plantas, muitos ameaçados de extinção. Com mais de 200 mil visitantes por ano, o Parque é uma das principais áreas de lazer e pontos turísticos de Belém. O Museu Goeldi também realiza atividades de pesquisa, educação e assistência social na Floresta Nacional de Caxiuanã, onde mantém a Estação Científica Ferreira Penna, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Todo esse patrimônio e essas atividades são mantidos por cerca de 500 pessoas, dentre servidores, funcionários terceirizados, bolsistas e estagiários, divididos nas áreas de pesquisa, conservação, comunicação e gestão. Juntas, movimentam e fazem funcionar um dos principais museus brasileiros. (Agência Museu Goeldi)
Fonte: Diário do ParáNacional, Notícias 6 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann

Patrimônio histórico é alvo de destruição em Caxias-MA.
Cuidar do patrimônio histórico do município não parece ser mesmo compromisso dos órgãos públicos de Caxias. Em mais de dez anos nenhuma lei foi criada e qualquer ação, principalmente a conscientização dos proprietários de prédios históricos tombados pelo decreto lei de n°11.681, foi posta em prática para garantir a preservação desses lugares.
Em ritmo acelerado prédios históricos são levados ao chão sem qualquer ação para conter esse tipo de depredação. As instituições ligadas à cultura pouco podem fazer sem amparo legal, principalmente na forma de uma lei, para conter o avanço dessa depredação. A justificativa dos proprietários desses prédios, cada vez mais raros, é de que podem mexer na estrutura física desses espaços, sem se preocupar com a sua preservação.
“Sem conscientização nenhum trabalho será eficiente. Esses proprietários têm que ter o entendimento de que podem fazer uso desses locais, mas desde que a sua estrutura, pelo menos a externa seja aproveitada. Exemplos desse uso consciente não faltam, mas para que isso aconteça só depende deles mesmo, ou de ações extremas da Justiça”, revela o historiador Renato Meneses.
As articulações do Conselho Municipal de Cultura, órgão que dentre outras coisas foi criado para tentar barrar a destruição do patrimônio público, devem começar definitivamente de fato este ano. As primeiras articulações começaram no final do ano passado. A idéia inicial, segundo a historiadora Betânia Costa, é fazer um levantamento de todos os prédios tombados pelo decreto lei e listar todos os seus proprietários, em seguida convocá-los para uma conversa. Nesse diálogo além da lei será apresentadas a eles principalmente as infinitas possibilidades de uso desses prédios sem que seja necessária a sua destruição física.
Fiscalização - Os principais proprietários desses prédios públicos mantêm uma receita clara para destruir esses prédios, sem se envolver coma Justiça, que já acionou judicialmente alguns empreendimentos que cresciam cometendo a ilegalidade destruindo o patrimônio histórico.
Além de desocupar esses espaços, eles abandonam os prédios e começam a sua destruição pela parte interna. A fachada o próprio tempo e a ação dos vândalos se encarregam de fazê-lo. Somente na Rua Benedito Leite três prédios históricos foram destruídos em menos de dois anos. O último, apesar de ser uma propriedade particular, está servindo como esconderijo para vândalos durante a noite. Além da depredação, passar pelo local a noite também é perigoso.
“Tinha uma família que morava aí. Eles tiveram que sair pro prédio ser demolido. Agora está desse jeito, com as janelas e portas abertas e um terreno grande que só serve como deposito de entulho e de marginais. Eles não fazem nada. O dono quer é que se acabe logo mesmo, pra ele poder construir e ganhar dinheiro” denuncia a dona de casa Arlete Gonçalves.
Fonte: Portal 45 grausDestaques, Nacional, Notícias 5 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
de: LUIZ ANTONIO PARREIRA FIUZA <mr.lui@ig.com.br>
para: silvana@defender.org.br
data: 4 de janeiro de 2009 23:13
assunto: Capela N.Sra. da Imaculada Conceição
Cara Senhora,
Talves não seja consigo mas, peço a ajuda. Estou procurando informações pela internet mas não estou encontrando nada, por este motivo estou recorrendo V.Sa. Sou cidadão iguabense, católico, freqüentador da Capela N. Sra. da Imaculada Conceição em Iguaba Grande - RJ, a qual foi tombada pelo Decreto Estadual 26271/2000, com resolução SEINPE 09/2001. Esta encontra-se com o telhado e o forro interno em estado deplorável, ou seja chovendo muito dentro. Não só eu, mas a população que frequenta este templo, encontram-se apavorados pois corre risco de desabar. Eu, peço informação de como podemos reforma-la ou se o Patrimônio é que se encarrega deste enlace.
Desde ja agradeço a sua atenção,
No aguardo de alguma informação
Luiz Antonio Fiuza
(não demorem muito, por favor)
Resposta da Defender:
de: Telmo Padilha <padilha@defender.org.br>
para: mr.lui@ig.com.br
data: 5 de janeiro de 2009 18:55
assunto: Re: Capela N.Sra. da Imaculada Conceição
Prezado Senhor Luiz Antonio,
Muito obrigado por sua visita e consulta.
Pena o nosso patrimônio estar nesta situação!
Nossa área de atuação é somente no Estado do Rio Grande do Sul, porém, recebemos e respondemos consultas de todo os pontos deste imenso país. Mas, vamos lá, amigo:
1º - Emergencial, comunitário e midiático
Questão de emergência!
Uma cobertura mesmo precária com lona preta (grossa) sustentada por uma estrutura de madeira resistente aos ventos e água da chuva (com caimento) vão impedir o principal problema do prédio:
NÃO PODE CHOVER DENTRO DO PRÉDIO!
Se esta sugestão não for possível, achem outra.
Arquiteto, engenheiro, carpinteiro e, quem sabe um mutirão de fiéis?
Podem ainda conquistar a ajuda emergencial da Prefeitura, da Secretaria de Estado de Obras, Secretaria de Estado do Ambiente, etc.
Não esqueçam, no entanto, que a responsabilidade de conservação é do proprietário do imóvel.
Ainda, o interesse de preservação e salvamento do monumento tombado
DEVE SER DE TODA A SOCIEDADE DE IGUABA GRANDE.
2º - Recursos
Mobilização já: VAMOS SALVAR A NOSSA CAPELA.
Façam um almoço, churrasco, janta ou qualquer coisa que possa levantar
recursos para cobrir com urgência o telhado.
Esta ação explicita o interesse comunitário de salvar o prédio.
Chama a atenção de autoridades e da mídia para o problema.
Rádio, jornal e TV, tem que mostrar a situação de descaso e abandono de
um bem Tombado pelo Estado e Patrimônio Cultural do Brasil.
3º - A Tutela Constitucional
O prédio da Capela N. Sra. da Imaculada Conceição está tombada pelo Estado, desde 2000, portanto, sob Tutela da Constituição Federal de 5 de outubro de 1988, Artigo 216, Parágrado 1º; e pelo Decreto Federal nº. 6.514 de 22 de julho de 2008, Subseção IV, Artigos 72, 73, 74 e 75. O descaso e a omissão dos Poderes Públicos são geradores da degradação e do eminente risco de perda de um bem patrimonial e paisagístico. Esta omissão do poder público deve ser questionada pela sociedade.
4º - Ação Legal e Constitucional
Neste caso, pela situação emergencial, sugerimos, como primeira ação legal, uma denúncia ao Ministério Público Estadual e Federal, acompanhada de um Abaixo-assinado com no mínimo 300 assinaturas com nome, endereço, números da Carteira de Identidade e do Título Eleitoral, demonstrando a situação e, pedindo um Termo de Ajustamento de Conduta com o Estado e/ou Município, para solucionar os problemas mais graves do prédio, de preferência no menor prazo possível. Um bom advogado da comunidade pode ajudar.
Imprima este e-mail e mostre ao advogado e aos promotores de justiça.
5º - Ação executiva
Ao mesmo tempo, é preciso desenvolver um projeto de restauração e apresentar ao Ministério da Cultura, através do Pronac (Mecenato) e Lei Estadual de Incentivo à Cultura, se existir no Rio de Janeiro. Importante: de preferência desenvolvido por uma entidade civil, sem fins lucrativos, que tenha experiência neste tipo de projeto, e, é claro, com idoneidade comprovada.
6º - Nosso apoio
Se houver interesse, pode nos enviar um breve histórico da Capela e fotos da atual situação que iremos divulgar em nosso site. Somos vistos no mundo inteiro e pode acontecer o milagre de alguma empresa se interessar pelo patrocínio deste projeto.
7º - Para estimular
Em nosso site http://www.defender.org.br/programa-valorizacao/ pode-se baixar um vídeo de 30 minutos (demorado, mas vale a pena) com um belo exemplo de ação da sociedade para salvar um prédio e transformar uma cidade e até uma região.
Estamos publicando sua carta e esta resposta em nosso site.
Pode servir para outros.
Desculpem pelo que podemos fazer, que é muito pouco, mas esperamos, na situação atual, ter ajudado.
Sem mais,
Atenciosamente,
Telmo Padilha Cesar
Coordenação Geral de Projetos
Defender - Defesa Civil do Patrimônio Histórico
padilha@defender.org.br
www.defender.org.br
Multimídia, Nacional 5 de janeiro de 2009 por Tiago Jaime Machado
#multimídia - Santos - É uma boa pedida para quem está no litoral. Arquitetura antiga e cheia de história pode ser vista em todo o lugar. Turistas podem passear de bonde. O porto também pode ser visitado.
Fonte: SPTVNacional, Notícias 5 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Um prédio histórico, localizado no Centro de Sousa, foi impedido de ser destruído neste sábado, dia 03. A destruição foi evitada pela prefeitura do município, através da Procuradoria jurídica e da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do município, que acionou a Policia Militar da cidade.
Lamartine Bernardo, procurador geral da prefeitura, disse que a Secretaria de planejamento já tinha contido a destruição, porém sem uma determinação definitiva. Já o secretário de planejamento, Rodrigo Rangel, decidiu pela interdição da obra, mas as pessoas persistiram na destruição, e por isso foi divulgado o caso registrando o BO. Ficou certo que a ocorrência será enviada ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Arquitetônico do Estado da Paraíba (IPHAEP). Nela estão contidas todas as informações e fotos da violação cometida.
De acordo com o secretário de administração da prefeitura, Marcone Queiroga, o prédio estava sendo destruído para dar início a uma nova construção.
Fonte: Paraiba.com.brNacional, Notícias 4 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann

Apesar de alguns anúncios feitos pelo próprio Governo Estadual darem como certa a conclusão dos trabalhos no Cine Teatro Cuiabá até dezembro de 2008, a população ainda terá que esperar mais um tempo para utilizar o prédio. A história da reforma e restauração desse importante patrimônio histórico mato-grossense vem se arrastando há mais de dez anos. As primeiras promessas de entrega da obra depois da retomada dos trabalhos datam de 2005. À época, o poder público - no caso o Governo do Estado - estimou que ele estaria pronto no início de 2006.
Um dos orgulhos da cidade nas décadas de 1940, 1950 e 1960, o Cine Teatro Cuiabá hoje é uma ferida aberta no Centro Histórico de Cuiabá. E ela está assim desde a segunda metade da década passada, quando a construção foi abandonada à própria sorte, depois de administrações que amargaram períodos de ostracismo. Sem grandes atrativos, um pouco antes de parar o Cine Teatro era um triste arremedo do que havia sido em seu auge. O historiador Aníbal Alencastro, por exemplo, aponta o cinema como um dos grandes atrativos da cidade, época que ele registrou com riqueza de detalhes.
Em março deste ano, em entrevista ao jornal a Gazeta, logo após ter assumido a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o historiador Paulo Pitaluga demonstrou preocupação com o assunto e afirmou ter feito reuniões para tomar pé da situação. Ele, então, arriscou um prazo para o final das obras físicas. Seria de dezoito dias, a partir do dia 07 de março. Logo após, viriam os trabalhos relacionados à climatização, iluminação e cenotécnica, o que levaria entre 90 e 100 dias. Ou seja, na segunda quinzena de junho. Mais uma vez, não se conseguiu cumprir os prazos.
De acordo com informações divulgadas pela assessoria da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra), responsável pela obra, o governo anterior havia recebido o Cine Teatro em estado de abandono. Entre os problemas estavam infiltrações, sistemas elétrico e hidro-sanitário comprometidos. Por meio da SEC, foi realizada uma reforma prévia, a fim de restabelecer as condições básicas de uso do prédio. Segundo a Sinfra, na mesma época iniciou-se a implantação do novo sistema de ar condicionado e a viabilização de recursos federais para os serviços de cenotécnica, acústica, sonorização, imagem e acessibilidade, além dos equipamentos e mobiliários necessários, os quais foram plenamente liberados no segundo semestre de 2007, com o início dos procedimentos licitatórios.
A grande demora na entrega das obras, explica o órgão, adveio do fato de não se ter percebido a dimensão do volume de trabalho que precisava ser feito, o que só teria sido possível verificar após o restabelecimento das condições básicas do prédio. O fato também gerou uma alocação de recursos gradativa, informa a Sinfra. Outro grande empecilho apontado pela secretaria foi gerado pelo desentendimento das empreiteiras na execução da obra propriamente dita, onde o atraso no cronograma de uma acabou atrapalhando a execução das obras da outra. O impasse foi resolvido em março deste ano, quando do encerramento dos contratos antigos e início dos contratos das novas contratadas para os serviços que eram necessário.
Ainda de acordo com a pasta, já foi instalado um completo sistema de cenotecnia; foi feito tratamento acústico dos ambientes teatrais - serviço necessário porque a construção antiga não era mais capaz de isolar os ruídos que vinham da rua -; houve a instalação de sistema de som; adequação do prédio à acessibilidade total, mantendo suas características históricas; instalação do sistema de iluminação cênica e de nova tela de projeção. Atualmente a obra encontra-se na fase final do revestimento de paredes com painéis acústicos, colocação dos lustres decorativos e sintecagem de pisos. Agora no início de janeiro devem ser instalados todos os equipamentos e mobiliários, já entregues pelos fornecedores.
A secretaria estima que o local deve ser apresentado à imprensa logo após o recesso de fim de ano. E a entrega à população aconteça neste início de 2009, em data a ser definida pelo governador Blairo Maggi. Ao todo, a obra custará R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2,4 milhões em recursos do Governo Federal e outros R$ 2,2 milhões do Governo do Estado.
Histórico - O Cine Teatro Cuiabá, que fica ao lado da Secretaria de Estado de Cultura (antiga sede da administração do Bemat, na Getúlio Vargas), foi inaugurado em maio de 1942 para suprir uma necessidade da Capital ainda carente de espaços para apresentação de espetáculos teatrais e filmes. Os moradores mais antigos da cidade contam que a expectativa em torno de sua inauguração foi grande. Houve inclusive mistério em relação ao filme que seria exibido na primeira sessão do novo espaço. A produção escolhida foi “A Noiva Caiu do Céu”, de 1941, que trazia no elenco a elogiada Bette Davis.
O filme havia sido lançado primeiramente em Cuiabá, daí o motivo do mistério, que chegou a ser manchete de jornal. Quer dizer, os cuiabanos tiveram a oportunidade de ver a película primeiro que o resto do país. Era um espaço cheio de sofisticação, um projeto arrojado para a época, com uma arquitetura típica do Estado Novo e concreto armado trazido pelo engenheiro Cássio Veiga de Sá (que dá nome à rodoviária de Cuiabá). Nas décadas seguintes, principalmente 1950 e 1960, tornou-se um dos principais pontos de encontro da sociedade cuiabana, com seu salão de chá. Tombado em 1984 pela portaria 31/84, o espaço foi arrendado várias vezes, até ser fechado.
A idéia, de acordo com a SEC, é de que o prédio sirva novamente como um centro cultural de grande fluxo, com espaço especial para apresentações cênicas, musicais e, evidentemente, de audiovisual.
Nacional, Notícias 4 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Prédio do Quartel Central do Corpo de Bombeiros comemora 100 anos com livro que retrata a evolução da corporação.
Há um século, um prédio domina a paisagem da Praça da República. O ‘Casarão Vermelho’, como definiu o poeta Olavo Bilac em 1916, por ocasião dos 50 anos de criação do Corpo de Bombeiros, é o templo dos homens que vivem a interferir nas tragédias que vez por outra assustam a cidade. A história do centenário do edifício, de estilo eclético e tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), está registrada em livro comemorativo lançado pela corporação.
“Assim como a alma do próprio Rio de Janeiro, o Comando-Geral do Corpo de Bombeiros alia o tradicional e o moderno, o simples e o rebuscado”, diz o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, referindo-se ao prédio.
A luta dos bombeiros por uma sede própria durou mais de meio século. Somente após 52 anos de criação da corporação eles puderam se alojar no ‘Casarão Vermelho’ de torres pontudas. Criado por Dom Pedro II, em 1856, para combater os incêndios contínuos que dizimavam armazéns, o Corpo de Bombeiros Provisório da Corte reunia os postulantes a “heróis da população”. A construção do quartel só foi concluída em 1908.
Como explica o comandante geral do CBMERJ, coronel Pedro Marco Machado, “as tímidas instalações que abrigavam o Corpo de Bombeiros Provisório foram ganhando terreno e conquistando importância, na medida em que a própria instituição se agigantava e tornava-se imprescindível para a proteção da cidade”.
Para o tenente-coronel Alexandre Sales, diretor do Centro Histórico-Cultural dos Bombeiros, a proximidade física com os outros poderes (os prédios do governo, do Legislativo e da Justiça ficam no Centro da cidade) trouxe visibilidade à corporação. “Foi a centralização do comando da corporação que estava em franca expansão”, explica.
Hoje, o prédio reúne toda a administração, além de centro histórico-cultural com a memória da instituição e as operações da brigada de incêndio e salvamento para a região do centro. Uma área que cresceu junto com o ‘Casarão Vermelho’.
Fonte: O Dia OnlineNacional, Notícias 4 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que 40% dos 1.813 imóveis tombados ou em processo de tombamento de toda a capital estão abandonados, destruídos ou totalmente desconfigurados. No centro, por exemplo, 429 dos 1.272 imóveis históricos da região fazem parte dessa estatística. E isso está longe de ser o pior caso de São Paulo - na zona norte, 79% do patrimônio está abandonado ou destruído, enquanto na zona leste esse índice chega a 94%.
São casos flagrantes de degradação, de especulação imobiliária ou de puro e simples desconhecimento. “Tombado? Como assim? Aqui na minha casa está tudo em ordem, não tem isso de tombado não”, explica, sem ao menos saber o significado da palavra, a dona de casa Fátima de Assunção, moradora de uma das 17 residências tombadas no Jardim Matarazzo, na zona leste, que foram totalmente reformadas e remembradas nos últimos anos e pouco lembram a vila operária erguida no século 19.
“Na verdade, isso aqui está tombando, caindo mesmo”, diz o caseiro de um antigo hospital abandonado na Penha, zona norte. O imóvel tombado pela Prefeitura, com exatos 226 cômodos, tem infiltrações por todos os cantos e pedaços do teto correm o risco de desabar. “Qualquer barulhinho dá um medo tremendo.” Para colher esses dados, a reportagem analisou em dois meses todas as 280 resoluções dos últimos 20 anos pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp), órgão criado pela Secretaria de Cultura para deliberar sobre a proteção dos bens culturais do Município. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://www.abril.com.br/noticiasNacional, Notícias 3 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Os casarões localizados no Centro Histórico de São Luís, localizados no bairro Desterro, irão passar por processo de restauração. A iniciativa faz parte do projeto “Cores de São Luís” que é uma iniciativa da ONG Capital Brasileira da Cultura em parceria com o São Luís Convention & Visitors Bureau, Prefeitura de São Luís e a empresa Quixote Art & Eventos.
Durante todo o ano, a capital maranhense irá receber uma série de atividades culturais, já que foi escolhida a Capital Brasileira da Cultura 2009. Um dos principais objetivos dos projetos é promover e valorizar o Patrimônio Cultural material e imaterial da cidade. Alem do projeto Cores de São Luís, outros projetos voltados para a preservação do Patrimônio Histórico Imaterial da cidade serão realizados durante o ano.
Fonte: Jornal PequenoNacional, Notícias 3 de janeiro de 2009 por Silvana Losekann
Ambientalistas denunciam ação de vândalos no Sítio Fundão, mas Semace nega e diz que local está preservado.
“O patrimônio histórico e cultural pertencente ao Parque Estadual do Sítio Fundão começa a ser destruído por falta de vigilância permanente. Com o abandono das instalações edificadas no local, os vândalos estão tomando conta da reserva ecológica”. Com esta advertência, um grupo de ecologistas do Crato, entre os quais o professor Eldinho Pereira, o articulador do Sebrae, Fábio Pereira, e o radialista Ed Alencar, este último ex-proprietário do Fundão, divulgou nota denunciando o arrombamento de uma das portas da casa-sede do Sítio, o acúmulo de lixo na estrada que dá acesso, uma bacia sanitária quebrada, retirada de telhas e parte da instalação elétrica arrancada.
Na sede do escritório da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a conversa é outra. O gerente do escritório, João Josa, fez questão de levar a reportagem até a reserva estadual. Na verdade, o lixo acumulado é resultante de uma ação de limpeza promovida pela Semace, com o apoio de um grupo de alunos da Escola do Círculo Operário do Crato. O lixo foi retirado de dentro do rio, que corta a reserva, e acondicionado em sacos plásticos para recolhimento por parte da Prefeitura.
João Josa confirma que a porta da casa foi arrombada. No mesmo dia, foi feito um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia, denunciando a entrada de vândalos que também quebraram a bacia sanitária. Afora esta depredação, a Semace garante que o Sítio está preservado. “Não ouve nenhum desmatamento, a cerca está intacta”, afirmou Josa.
A entrada da reserva foi fechada de cadeado. Só entra quem tem a chave, conforme ele — no caso, a Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA), Polícia Militar e a Semace que estão fazendo fiscalização diariamente na área. Ao dar essas as informações, Josa diz que estão sendo realizados outros trabalhos.
Ele diz que, no momento, está sendo feita a planimetria, processo de medição horizontal, ou seja, medição de todas as características do terreno, exceto o relevo, com o objetivo de construir as edificações que fazem parte do projeto: sede da Semace, museu, CPMA, alojamentos, laboratórios e também centros de estudos.
O gerente informou que, além da visita semanal de uma equipe da Semace de Fortaleza, um grupo de técnicos está elaborando o projeto de restauração do engenho de madeira, puxado a boi, que funcionou no Fundão até a década de 50.
O Sítio Fundão faz parte do Geotope Batateiras, do Geopark Araripe, que é uma outra ação de preservação ambiental do contexto geológico e paleontológico da Bacia Sedimentar do Araripe. Neste âmbito, existem também compromissos públicos de transformação desta ação em um programa estadual de governo e consolidação efetiva do parque, já que o próprio Governo do Estado está à frente da realização da 1ª Conferencia Americana dos Geoparks Unesco, a ser realizada no Crato, neste ano.
Manifestações ambientais
O Decreto nº 29.179, de 8 de fevereiro de 2008, estabeleceu a criação do Parque Estadual do Sítio Fundão, que ficou definida como Unidade de Proteção Integral. Publicado no Diário Oficial do Estado, em 11 de fevereiro, o decreto resultou da exposição de motivo da assessoria técnica do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente, que destacou a importância de se preservar a área a qual apresenta rica biodiversidade e mata nativa, inclusive espécies remanescentes da Mata Atlântica.
O local já foi cenário para diversas manifestações ambientais e até celebrações religiosas. Estudantes da região cumpriram agenda no sítio, como estratégia para criação de uma consciência ecológica entre os discentes, a partir do conhecimento de todo o acervo ainda existente no local.
Fonte: Diário do Nordeste