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Polícia recupera quadro de Van Gogh roubado hoje

InternacionalNotícias • 21 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

O ministro da Cultura do Egito, Faruq Hosni, informou que o quadro “Flores de Papoula”, também conhecido como “Vaso com Flores”, do pintor holandês Van Gogh, foi recuperado pela polícia egípcia no aeroporto do Cairo esta tarde, horas depois de ter sido roubado do museu Mahmoud Khalil.

O ministro da Cultura informou que a segurança do aeroporto do Cairo encontrou o quadro com dois italianos, que tentavam deixar o país com a pintura. O quadro de Van Gogh, avaliado em US$ 50 milhões, havia sido cortado de sua moldura depois da abertura do museu.

Segundo o site da internet do governo egípcio, esta pintura já foi roubada anteriormente e recuperada. Em 1978, ladrões levaram o quadro, que foi recuperado dois anos depois no Kuwait. Na ocasião, a polícia não informou detalhes sobre a investigação, o local onde a obra estava escondida ou se os três suspeitos que informaram o paradeiro do quadro foram julgados e condenados.

O Museu Mahmoud Khalil já foi um palácio de um parlamentar dos anos 30 de mesmo nome, que possuía uma coleção de obras de arte. Segundo o governo, o conteúdo do museu está avaliado em cerca de US$ 7 bilhões. Com informações da Dow Jones.

Fonte original da notícia

Fonte: Estadão

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Quadro de Van Gogh é roubado de um museu do Cairo

InternacionalNotícias • 21 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

Uma obra do pintor holandês Vincent Van Gogh, “Flores de Papoula”, foi roubada neste sábado, 21, por desconhecidos em um museu do Cairo, informou o ministro da Cultura egípcio, Faruk Hosni.

A pintura foi subtraída durante a manhã do Museu Mohamed Mahmud Jalil, localizado na costa oeste do Nilo, disse o titular da Cultura em comunicado da Oficina de Informação de seu ministério.

Hosni disse que será aberta uma investigação administrativa com todos os responsáveis do museu e com os diretores do Departamento de Artes Plásticas do ministério. Também disse que entrou em contato com os órgãos de segurança para que adotem as medidas necessárias em aeroportos, fronteiras e portos para impedir a saída do quadro do país.

O assessor de informação do Ministério da Cultura, Ayman el Qady, disse que investigadores da Polícia já começaram a recolher impressões digitais no local do roubo.

O museu Mohamed Mahmud Jalil de Arte Moderna possui obras de grandes mestres da pintura, como Gauguin, Van Gogh, Renoir, Degas, Cézanne, Monet e Rodin.

O prédio é um palácio de grande valor arquitetônico, construído em 1920, onde residiu Mohamed Mahmud Jalil, figura política de destaque cultural no Egito dos anos 60 e 70 do século passado. Ele foi presidente do Senado e da Associação de Aficionados pelas Belas Artes do Egito.

Fonte original da notícia

Fonte: Estadão

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Inglaterra – Restaurados filmes mudos de Hitchcock

InternacionalNotícias • 20 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

O Instituto do Filme Britânico, em Londres, está a restaurar nove filmes mudos do realizador Alfred Hitchcock, com o objectivo de fazer o legado perdurar por gerações, aponta a instituição. Com custo aproximado de 2 milhões de euros, a restauração dos filmes vai permitir a divulgação de novas versões dos velhos filmes, que regressarão aos cinemas e sairão em DVD, afirma o instituto à agência AFP. Todas as manchas, risco e poeiras entranhadas nas bobinas de nitrato são removidas numa sala com temperatura controlada, por profissionais envergando luvas brancas. A missão é a de retirar todos os defeitos na medida do possível para obter uma versão o mais próxima do original que conseguirmos, sublinha um porta-voz do Instituto. Referindo que os meios e os profissionais utilizados nesta restauração são o Rolls-Royce em termos de restauração de filmes, o porta-voz explica que, quando o trabalho estiver terminado, ficaremos com a impressão que foram filmados na véspera.

Fonte original da notícia

Fonte: Diário Digital

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Argentina – Encuentro Salvemos Buenos Aires se realizará los días 14 y 15 de septiembre 2010

InternacionalNotícias • 17 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

El Patrimonio Desprotegido.

Desde la nominación en octubre de 2009 del Centro Histórico de Buenos Aires como uno de los 100 Sitios patrimoniales en Riesgo del World Monuments Fund, la situación patrimonial no ha mejorado.

Ante esta  indefensión, y la progresiva desaparición del valioso patrimonio arquitectónico y urbano de la Ciudad de Buenos Aires, Basta de Demoler y Fundacion Ciudad consideran necesario destacar que:

- La ley 1227, promulgada en 2003 que establece el marco legal para la protección del Patrimonio, no ha sido totalmente reglamentada por lo que las penalidades previstas resultan inaplicables.

- La 3056, promulgada en 2008 para impedir la demolición inconsulta de inmuebles construidos antes de 1941, expira en diciembre de 2010.

- Las demoliciones clandestinas continuan destruyendo edificios de valor patrimonial y aún edificios catalogados por la Legislatura Porteña.

- El espacio público es intervenido eludiendo consultar a los organismos con incumbencia patrimonial e  identificar a los profesionales responsables de los proyectos.

Como un aporte para superar esta lamentable situación Basta de Demoler y Fundación Ciudad convocan a todos los actores involucrados, legisladores, funcionarios, instituciones académicas, ONG y propietarios y responsables de edificios de valor patrimonial, al 1er Encuentro de Gestión de Patrimoni Urbano y Arquitectónico  “Salvemos Buenos Aires” que se realizará los días 14 y 15 de septiembre del corriente año.

La apertura del Encuentro tendrá lugar en la Legislatura de la Ciudad de Buenos Aires, Perú 130, el lunes 13 de septiembre a las 19 hs.

Los paneles con entrada libre y gratuita, se llevaran a cabo en el Auditorio de la Alianza Francesa, Córdoba 946, los días 14 y 15 de septiembre de 15 21 hs. Con la participación de destacados especialistas de Francia, Brasil. Chile, Perú y de nuestro país, según el programa adjunto.

En las mañanas se han previsto talleres de trabajo de los panelistas invitados con legisladores y autoridades, con cupo limitado y asistencia con invitación.

El Encuentro cuenta con el auspicio de las embajadas de la República del Brasil y de la República Francesa.

Fonte: amphi-sirchal

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Berlim estuda acabar com famoso espaço de artistas

Internacional • 16 de agosto de 2010 por Tiago Jaime Machado

Alemanha pode despejar ocupantes de prédio histórico para dar lugar a um novo e mais luxuoso projeto

Há 20 anos, uma loja de departamentos em ruínas cobertas por grafites tem abrigado estúdios e oficinas de artistas que ocuparam e salvaram o prédio logo após a queda do Muro de Berlim.

O edifício, conhecido como Tacheles, agora está protegido como patrimônio histórico. Os artistas, entretanto, sem contrato de arrendamento há quase dois anos, enfrentam a possibilidade de um despejo iminente para abrir espaço para um novo projeto mais luxuoso.

Foto: The New York Times

O edifício Tacheles, em Berlim, na Alemanha

Para Berlim, há mais em jogo do que o antigo dilema da valorização da região antes empobrecida. A ameaça de fechamento da Tacheles, cujo nome deriva do iídiche para “negociação direta”, acentuou o debate sobre a identidade da cidade.

Não mais dividida pelo muro, Berlim agora é dividida entre o seu passado único e uma mistura volátil de história negra e criatividade brilhante e seu status como a capital de um país estável e reunificado.

Enquanto a cidade de baixo orçamento tem procurado capitalizar de sua reputação como um ninho livre e caótico de pintores, músicos e anarquistas, ela também é o lar de um governo sério e crescente burocracia.

Construído há um século com aço e concreto, o edifício foi utilizado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial para manter os prisioneiros de guerra franceses.

Ele foi danificado durante a guerra e estava vazio quando os invasores o ocuparam em 1990, na Oranienburger Strasse, rua antes obscura e descolada, agora cheia de turistas. O edifício abriga hoje 30 estúdios e em qualquer momento entre 70 e 100 artistas. Mas a mudança é evidente por todos os lados.

A primeira geração de posseiros pós-queda do Muro, cujo grupo de casas e espaços de performance está comemorando 20 anos de aniversário, teme que seu fim esteja próximo.

Foto: The New York Times

Músicos se apresentam no Café Zapata, no prédio Tacheles

A geração pós-Muro enfrenta não apenas a invasão dos investidores e construtores, mas críticas dentro da própria comunidade cultural local por acampar numa localização privilegiada, coletando os dólares dos turistas e se recusando a mudar com os tempos.

Em 1998, os organizadores do Tacheles assinaram um contrato de 10 anos, que teve fim em 2008, exigindo apenas um pagamento simbólico de menos de um dólar por mês.

Uma vez que o contrato expirou, eles se viram em um limbo jurídico, com a possibilidade de leilão do prédio. O edifício ocupa um terreno de 13 mil metros quadrados, mas a área total que será revitalizada é de 272 mil metros quadrados a um valor que deve chegar a US$ 90 milhões.

“Prevemos que a venda de desapropriação acontecerá até o final do ano”, disse Gesine Daehn, porta-voz do HSH Nordbank, que lidera o consórcio de bancos que tentam vender o imóvel. “Nós entendemos que os possíveis investidores estão interessados em adquirir o local inteiro e não dividir o terreno em pedaços menores”.

Por Nicholas Kulish

Fonte: IG Último Segundo

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Esquecida, a Ilha de Moçambique esconde riquezas e encantos

InternacionalNotícias • 8 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

Haroldo Castro

O litoral de Moçambique é um dos mais bonitos de toda a África e suas praias são dignas de estar na lista das mais belas do planeta. Mas a costa moçambicana não oferece apenas coqueiros, águas translúcidas e areia branca. Um pouco de cultura e história sempre estimula nossa mente, não é? Assim, não foi difícil fazer um desvio de 60 km da estrada principal (que une o norte ao sul do país) para conhecer o lugar.

A ilha está ligada ao continente por uma ponte em estado precário, que tem uns 50 anos de idade. Percorremos a distância de 3 km bem devagarzinho, pois, além de ser estreita, a ponte está em obras. Com um suspiro de alívio, aterrissamos na ponta sul da ilha, na “Cidade de Macuti”. Macuti é a folha seca da palmeira, matéria prima abundante que serve para fazer os tetos das habitações locais. Como os telhados da grande maioria das casas desse bairro popular usam macuti, não foi difícil descobrir a origem do nome.

A parte norte da ilha leva outro título. É a “Cidade de Pedra”. Esta, sim, possui construções bem mais sólidas. O nome (“Stone Town”, em inglês) nos faz lembrar o centro histórico de Zanzibar, na costa da Tanzânia. As duas ilhas, mesmo se separadas por 1.000 km,  possuem algo em comum: as “pedras” são, na verdade, pedaços de corais.

As ruas no centro da Ilha de Moçambique ainda estão abandonadas e a maioria das construções cai aos pedaços. A ilha foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1991.

Ao contrário de Zanzibar, que está bem mais ajeitadinha e renovada, a “Cidade de Pedra” de Moçambique mostra as marcas do tempo e do descuido. As fachadas estão repletas de buracos, as portas decrépitas e os telhados se desmancham a cada chuva. Enfim, existem mais ruínas do que casas de pé.

Mas os primeiros investidores internacionais reconheceram o potencial turístico e cultural da ilha. Seguindo o barulho das obras, encontramos alguns casarões antigos que estão sendo restaurados. Todos servirão como hotéis ou pousadas para a temporada 2011. Com tanto charme sobrando, vale a pena investir na ilha.

No centro, estudantes caminham pelas arcadas de um prédio do tempo dos portugueses. Uma palavra familiar – farmácia – lembra que estamos em terras lusófonas.

Foi o navegador Vasco da Gama o primeiro a hastear a bandeira portuguesa na ilha, em 1498.  Por sua localização estratégica no oceano Índico, o local já era povoado por árabes e africanos e fazia parte do Sultanato de Zanzibar. Ao passar às mãos do império de Dom Manuel I, a ilha tornou-se a primeira capital da nova colônia. Foi capital da África Oriental Portuguesa durante três séculos! Nada mais justo que tenha batizado também o país. Aliás, o nome viria de um personagem árabe, Mussa bin Bique.

A mais antiga edificação colonial portuguesa de todo litoral Índico é a Capela de Nossa Senhora do Baluarte, construída na ponta norte da ilha em 1522. O templo encontra-se dentro do perímetro da Fortaleza de São Sebastião, uma das maiores no continente.

A Capela de Nossa Senhora do Baluarte teria sido erguida pelos homens de Dom Pedro de Castro – um tio meu há 15 gerações?

Poder conversar com qualquer pessoa em Moçambique é uma das vantagens de falar português – afinal, nosso idioma é o mais falado no Hemisfério Sul. Somos imediatamente reconhecidos como brasileiros (graças às novelas, os moçambicanos apreciam nosso sotaque) e a prosa flui com mais naturalidade. Uma das boas conversas aconteceu com Zaina, uma simpática quarentona, mãe de cinco filhos. Em seu rosto, ela havia passado, pela manhã, uma pasta branca em sua face. No norte de Moçambique – e principalmente na ilha – toda mulher um pouco mais dengosa usa diariamente essa “máscara de beleza” natural.

Zaina afirma que sua pele fica muito mais suave quando ela usa a pasta branca.

Ela nos convida a entrar no pátio de sua casa para mostrar como ela prepara a pasta. Encontra uma pedra plana que serve de base e pede à filha que traga um pedacinho de madeira clara.  Ela fricciona o pauzinho na rocha com força até aparecer um pó bem fino; depois, ela pinga algumas gotas de água na mistura. “Faço isso todos os dias. Essa pasta é maravilhosa”, diz Zaina. “Mas quem precisa mesmo de um bom trato é nossa Ilha de Moçambique, você não acha?”

Fonte original da notícia

Fonte: Blog Viajologia - Época

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Hiroshima perdoa, mas não esquece tragédia da bomba atômica

InternacionalNotícias • 7 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

A cúpula Genbaku, uma das poucas construções que restou em pé em Hiroshima após a explosão.

Há uma sobriedade atípica em Hiroshima, um silêncio que incomoda, especialmente quando estamos falando de um país cujos telões eletrônicos, propagandistas com seus megafones e sinais de semáforo se misturam a uma população inquieta, que vai e volta freneticamente, num ritmo que parece não ter fim. Se a sensação faz parte da culpa histórica dessa ter sido a primeira cidade a ser atingida pelo impacto da guerra nuclear, é difícil dizer, mas quem já esteve na terra do sol-nascente há de concordar com tal afirmação. Em 65 anos, Hiroshima parece ter perdoado – com a cultura americana descaracterizando casas e estabelecimentos – mas não esquecido a tragédia que ocorreu em 6 de agosto de 1945.

Segundo dados do governo, a cidade recebe anualmente cerca de 3 milhões de turistas, 99% deles com um único interesse: conhecer a Praça Memorial da Paz, hipocentro da bomba, que explodiu a 500 m do centro. Apesar da importância histórica do local, sua entrada tem ares de espetáculo gore. Não dá pra deixar de notar a fixação que as pessoas têm pela guerra e o grand finale da bomba atômica. O problema é que a ficção científica acaba quando começa a nossa culpa cristã. Se teve uma coisa que o Japão aprendeu nesses anos de paz “velada” no mundo, foi destruir com qualquer sensação de prazer que o peso histórico da ameaça nuclear possa causar.

O Museu Memorial da Paz é um dos poucos museus financiados integralmente pelo governo japonês. A entrada, simbólica, custa apenas R$ 1,20 (em valor convertido), uma taxa para que ele continue em pé todos os dias do ano. Uma vez lá dentro, é possível acessar informações em nove línguas, entre elas o português.

Entre imagens da destruição e maquetes feitas para ilustrar as perdas do povo japonês, podemos ver réplicas de corpos se despedaçando, objetos e roupas que pertenceram às vítimas, todas com um pequeno texto contendo a história de cada uma delas. Há uma sala somente para Sadako Sasaki, garota que sobreviveu à bomba atômica mas morreu dez anos depois, com um quadro complicado de leucemia. Ela, como milhares de habitantes da cidade e seus arredores, tornou-se uma “gembakusha”, como os japoneses chamam os sobreviventes da bomba que posteriormente desenvolveram câncer e problemas de saúde devido à radiação.

Sadako morreu em outubro de 1955, após fazer 644 “tsurus”, origamis no formato de pássaros que representam a paz. Para os japoneses, Sadako é símbolo da ameaça atômica e dos horrores da guerra. Na praça memorial da paz, a menina tem até um monumento, onde diariamente grupos de crianças japonesas em idade escolar vão fazer orações.

O Museu de Hiroshima ainda abriga alguns valiosos – e raros – itens, a maior parte deles doados pelo próprio governo americano. Uma carta redigida por Albert Einstein sobre o primeiro experimento da energia atômica choca com seu passado histórico. “Pode ser que ela seja necessária no futuro”, afirma ele.

No último corredor, desenhos feitos por crianças na época do bombardeio, quando a cidade ainda se reerguia. São rabiscos de pessoas andando em meio ao fogo e vários corpos flutuando pelo rio que corta a cidade. Na saída, quem quiser ainda pode passar pela conhecida chama (“aquela que só será apagada quando todas as bombas atômicas deixarem de existir”) e tocar o sino mundial da paz – praticamente a única coisa que pode ser realmente ouvida na praça além do piado dos pássaros e do ziguezague dos passos.

A Cúpula Genbaku, que à noite fica iluminada em holofotes de várias cores, do lado de fora, foi a única construção que ficou de pé com a explosão. As ruínas permanecem intactas, isoladas por alarmes, segurança e alguns fortes alicerces. A construção, que pertenceu à prefeitura de Hiroshima, era para ter sido demolida, mas hoje é patrimônio mundial e a maior memória real dos japoneses – e do resto do mundo – sobre o ocorrido.

Mas a bomba não está apenas nos arredores do Parque Memorial. Há um esforço conjunto da cidade em exibir cartazes, outdoors e guias que falam sobre a ameaça radioativa. Não é raro encontrar também nas inúmeras revistarias da cidade manuais e aulas em vídeo sobre como proceder em caso de bombardeio. Tais materiais se misturam a manuais de sobrevivência em caso de desastres naturais, por exemplo. E a pomba da paz está presente em qualquer canto que se vá: nas ruas centrais, ônibus, estações de trem e praças comerciais.

Por volta dos anos 1960, uma fonte de água foi construída no centro da cidade para lembrar as vítimas do ataque. Com a pele derretendo e os órgãos sucumbidos pela radiação, as pessoas expostas ao clarão engatinhavam e andavam pelo solo quente em busca de água. A população de Hiroshima foi aconselhada a não oferecer água para ninguém, evitando contaminações. Como conseqüência, muita gente morreu de sede. A fonte, construída em mármore, tem a forma de um relógio que marca às 8h15, horário que a bomba explodiu. A água é um pedido de desculpa do Japão para saciar a “sede eterna daqueles que morreram”.

O Ministério da Saúde japonês afirma que ainda existem cerca de 200 mil sobreviventes da bomba atômica vivendo em Hiroshima, a maior parte deles com mais de 70 anos. Mais da maioria sofre sequelas da radiação emitida pela bomba A. Depois de uma forte pressão da população local, o governo passou a beneficiar todos os afetados, oferecendo assistência médica gratuita e uma indenização que gira em torno de 19 mil ienes para casos mais leves e 140 mil ienes para casos graves em que se precisa de acompanhamento médico frequente.

Há quem diga que Hiroshima e suas 140 mil vítimas não chegaram perto do que o exército japonês foi capaz de fazer com seus inimigos durante a 2ª Guerra Mundial. A bomba atômica seria uma forma de fazer o mundo – e a América – se culpar por uma guerra que teria acabado bem depois, se não fosse a intervenção do Enola Gay com seu little boy cortando o céu da cidade. Mas 65 anos depois, ainda há marcas da bomba atômica em Hiroshima. Marcas essas que frearam e ainda vão frear alguns sérios conflitos políticos, pelo medo cada vez maior de uma população que não quer ser dissipada. Hiroshima ainda está de luto para ensinar que na guerra nuclear, ninguém sobrevive. Ganha quem morre por último.

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Fonte: Terra

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Tesouro de quase 3.000 anos renasce das ruínas da 2ª Guerra Mundial

InternacionalNotícias • 3 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

Um tesouro arqueológico de cerca de 3.000 anos e destruído por um bombardeio foi resgatados das ruínas graças aos nove anos de trabalho de uma equipe do Museu de Pérgamo, que reconstruiu cerca de 60 estátuas e baixos-relevos recuperados entre os escombros da Segunda Guerra Mundial e que permaneceram esquecidos durante décadas na ex-República Democrática Alemã (RDA).

“Reconstituímos mais de 90% das peças provenientes do Museu de Tell Halaf”, indicou à AFP Lutz Martin, arqueólogo responsável pelo projeto.

“Dos 27.000 fragmentos, nos restam apenas 2.000″, acrescentou.

O trabalho foi realizado por uma pequena equipe de arqueólogos, cientistas e restauradores financiados pela família de Max von Oppenheim, o filho de banqueiros e arqueólogos que descobriu o tesouro no norte da Síria, perto da fronteira turca, antes da Primeira Guerra Mundial.

Depois de duas campanhas de escavações em Tell Halaf (1911-1913 e 1927-1929), Oppenheim levou grande parte do tesouro para a Alemanha, onde o expôs em seu próprio museu.

O prédio foi destruído durante um bombardeio aliado em novembro de 1943, acabando assim com todas as peças em madeira e alabastro. Somente sobreviveram as peças em pedra, apesar de ficarem separadas em milhares de pedaços.

A reconstituição desse quebra-cabeça gigante em três dimensões acabou se revelando uma tarefa hercúlea.

“No início, pensávamos em reconstruir apenas uma ou duas das principais figuras, como os leões que guardavam a entrada do palácio aramaico”, assinalou Martin.

“Não sabíamos o que poderíamos conseguir porque ignorávamos a quantidade de material recuperado do museu destruído”, explicou Stefan Geismeier, encarregado do trabalho de restauração.

Depois de tentar reconstruir inicialmente a parte externa dos objetos, para depois preenchê-los com concreto, a equipe foi se convencendo da possibilidade real de reconstruí-los por completo.

“Ao contrário de um quebra-cabeça – no qual, à medida que se chega ao final, fica mais fácil -, as coisas se complicavam cada vez mais, já que os fragmentos tinham cada vez menos formas menos precisas”, explicou Martin, acrescentando que alguns pedaços eram tão pequenos quanto uma unha, enquanto que outros pesavam 1,5 tonelada.

Para determinar se os fragmentos eram interiores ou exteriores, a equipe analisou seu conteúdo mineralógico, suas propriedades e suas cores.

“Depois, cada objeto tinha de ser reconstruído numa única operação para assegurar que os fragmentos de juntavam corretamente”, acrescentou Geismeier.

Os objetos restaurados farão parte de uma exposição especial em Berlim a partir de janeiro. Eventualmente, algumas estátuas serão incorporadas a um pórtico que será construído na entrada do Departamento do Oriente Médio do Museu de Pérgamo.

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Fonte: Correio Braziliense

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Unesco amplia Patrimônio Mundial com 21 novos sítios

InternacionalNotícias • 3 de agosto de 2010 por Silvana Losekann

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco acrescentou 21 novos sítios à lista do Patrimônio Mundial, que vão desde a Ilha de Reunião a grutas pré-históricas no México, em seu 34ª encontro celebrado em Brasília, que também abordou temas como a maior representatividade dos países em desenvolvimento.

A cidade episcopal de Albi na França; o Atol de Bikini das Ilhas Marshall (que sofreu 67 explosões nucleares entre 1946 e 1954); o conjunto de canais de Amsterdã do século XVII e o Bazar histórico de Tabriz, no Irã, são alguns dos novos locais, incluídos na lista do Patrimônio reconhecido pela Unesco ( agora são 911 em todo o mundo).

Um dos últimos sítios acrescentados à lista nesta segunda-feira foi uma área de 100.000 hectares, ou quase a metade da Ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, “cenário de máxima beleza e biodiversidade única”, destacou Tim Badman, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que recomendou a inscrição.

Foram também reconhecidos a cidade imperial Thang Long do século XI (Vietnã) e, no México, o ”Camino Real de Tierra Adentro” (utilizado desde o século XVI para transportar a prata entre México e Estados Unidos) e as grutas pré-históricas do Vale Central de Oaxaca.

Cinco outros locais foram introduzidos na lista do Patrimônio em perigo, entre estes as florestas tropicais de Atsinanana em Madagascar e o Parque Nacional Everglades nos Estados Unidos.

As Ilhas Galápagos, laboratório das teorias da evolução de Charles Darwin, foram os únicos lugares que deixaram a lista do Patrimonio em Risco, num reconhecimento ao esforço do Equador para enfrentar o turismo descontrolado, a pesca em excesso e a introdução de espécies não autóctones.

A cidadela Inca de Machu Picchu no Peru também não foi integrada a essa lista de risco.

Dos 21 novos sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial, 15 pertencem a países em desenvolvimento.

“Houve voz dos países do Sul nesta 34 Convenção do Patrimônio Mundial celebrada em Brasília”, resumiu, como um dos aspectos mais destacados do encontro, o vice-diretor de Cultura da Unesco, Francesco Bandarin.

Um tema presente na convenção foi o pedido do ministro de Cultura do Brasil, Juca Ferreira, de um debate maior na Unesco por mais representatividade dos países do Sul na lista do Patrimônio Mundial. “Existe um certo desequilíbrio, de modo que os bens culturais de Africa, América Latina e uma parte da Ásia não estão tão presentes” como a milenar cultura europeia, disse.

Outra questão levantada foi o reconhecimento de patrimônios fora de Estados, como os territórios Palestinos. “Promovemos conversações entre Israel e representantes palestinos”, disse o vice-diretor de cultura da Unesco, que citou como bens a serem reconhecidos a Igreja da Natividade, em Belém, e Jericó.

A recuperação do patrimônio perdido no Haiti depois do terremoto sofrido este ano ocupou, também, algumas reuniões paralelas.

Os trabalhos no Brasil do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco começaram no dia 25 de julho e se estendem até amanhã, terça-feira, numa última jornada de deliberações internas.

Fonte original da notícia

Fonte: Terra

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Fotos da Segunda Guerra Mundial são sobrepostas a imagens recentes

Internacional • 2 de agosto de 2010 por Tiago Jaime Machado

O fotógrafo russo Sergey Larenkov criou um novo olhar na refotografia computacional, uma técnica para fazer uma nova foto coincidir exatamente com o ponto de vista de uma foto antiga. As fotos foram reunidas e publicadas em seu blog pessoal, Larenkov afirma que o colocar as fotos da época da segunda guerra mundial em ambientes modernos, formam a difusão contemporânea. Assim, vemos as tropas que se deslocam através de uma rua de Viena moderna, lojas e carros do passado, tanques nas ruas de Praga, o exército vermelho entre os turistas.

Refotografia em ação

A selecionar fotos da Segunda Guerra Mundial e sobrepor fotos recentes das localizações exatas, Larenkov cria uma galeria de portais temporais que nos ajudam a contextualizar a guerra na nossa realidade atual. A técnica é bastante simples, mas bem engenhosa e eficaz, gerando resultados interessantes:

Visite o blog do autor: http://sergey-larenkov.livejournal.com

Texto inspirado em Laughing Squid, Design You Trust e Gizmodo Brasil

Fonte:

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