RS – Obra em castelo de Pedras Altas depende de recursos
Estragos provocados pela ação do tempo são visíveis no principal ponto turístico de Pedras Altas, município localizado a 33 quilômetros de Pinheiro Machado. O castelo de Assis Brasil, atualmente habitado e administrado pela sua neta Lydia Assis Brasil, ainda espera pelos recursos aprovados pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), há quase dois anos, para sua restauração e organização do acervo.
O projeto apresentado por Lydia, em 2008, prevê a recuperação completa do prédio e está orçado em R$ 5 milhões. Até agora, porém, nenhuma empresa se interessou em patrocinar o restauro. Na parte externa da imponente construção, a ferrugem se alastra pelas janelas. No interior, as paredes se desmancham. “Tive que remover todo o acervo de prata do seu lugar original, porque a parede estava caindo sobre ele”, explica Lydia. A rede elétrica, ainda com fiação antiga, é responsável pelos curto-circuitos em alguns cômodos e, consequente, pela falta de iluminação – custos que a família não teve condições de arcar. Nesses pontos do castelo, as visitas só podem ser realizadas durante o dia.
O encanamento está danificado e, dos cinco banheiros, apenas um é utilizável. O castelo foi construído em 1909 pelo político, diplomata, escritor e pecuarista Joaquim Francisco de Assis Brasil para sua segunda esposa. Erguido com pedras de granito, possui 44 cômodos.
Os móveis, em madeira maciça, vieram de Paris. Na parede, estão um relógio que pertenceu a Bento Gonçalves e fotos de personalidades como Assis Brasil e Santos Dumont. Vidros quebrados datam da Revolução Farroupilha. A biblioteca, com acervo de 15 mil livros, que incluem clássicos em inglês, francês e latim, está entre as peças mais valiosas. As visitas devem ser agendadas e têm o valor de R$ 18,00 por pessoa. Informações podem ser obtidas pelo telefone (53) 3613-0099.







