Protesto no Mercado Público de Pelotas

As portas do prédio do Mercado Público de Pelotas amanheceram lacradas ontem, como forma de protesto dos 42 comerciantes que atuam no local.
Eles não concordam com a transferência de 28 lojistas para bancas que serão instaladas na travessa Conde de Piratini, localizada ao lado da Biblioteca Pública. A mudança deve ser mantida enquanto durar a reforma do espaço, que tem início previsto para o próximo dia 14. Os manifestantes foram à Câmara de Vereadores pedir apoio para que a restauração do imóvel seja feita por quadrantes, o que evita a transferência dos lojistas. Os empreendedores argumentam que esperavam há anos pela reestruturação do espaço histórico e, agora, descobrem que serão ‘despejados’. Os comerciantes resumem que ‘o que era para ser um sonho, se transformou em pesadelo’.
Hoje, às 19h, o prefeito Adolfo Fetter Júnior receberá os 42 empresários para tratar do assunto. ‘Foi a solução mais viável que encontramos, pois o local fica a pouco mais de 60 metros do mercado, terá boa infraestrutura e evitará que os comerciantes deixem de trabalhar’, disse. Fetter explica que os 42 permissionários das bancas internas do mercado, que compõem o espaço denominado ‘cruz’, precisarão ser deslocados. Um grupo de 14 lojistas, cuja atividade envolve produtos perecíveis e frágeis – como, por exemplo, carne e louças – deve ocupar a estrutura externa do Mercado Público. Os outros 28, a maioria lancherias, ficarão na área da travessa Conde de Piratini. Eles terão à disposição espaço coberto, de 8 metros por dez, com 800 metros de cobertura. ‘Serão seis pirâmides, com toda infraestrutura, fechamento lateral, iluminação e piso em madeira’, esclarece o prefeito.
O espaço na travessa Conde Piratini deverá ser implantado a partir de segunda-feira e estará pronto no próximo dia 8, segundo o cronograma do projeto de recuperação do mercado. Os 14 permissionários que irão se abrigar na parte externa do estabelecimento podem começar a se mudar após o próximo dia 1º. A prefeitura pretende assinar o contrato com a empresa vencedora da licitação, a Marsul Engenharia, de Goiânia, no dia 4 de setembro, e dar início às obras no dia 14. A obra de recuperação e requalificação do Mercado Público absorverá investimento de R$ 2,269 milhões, obtidos por meio do Programa Monumenta, e de mais R$ 340 mil, em contrapartida da prefeitura. Requalificação da estrutura do prédio, troca do telhado, instalação de nova rede elétrica, hidráulica/sanitária e lógica são algumas das ações programadas, além da instalação de rede de gás, sistema de prevenção de incêndio e restauração do jardim interno. A primeira fase, de reforma das esquadrias externas do prédio, já foi concluída.







