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Praça da Alfândega vai voltar no tempo

NotíciasRio Grande do Sul • 8 de agosto de 2009 por Silvana Losekann

Obra, com remoção de palmeiras, devolverá ao local característica de 1924.

A partir do final do ano, a Praça da Alfândega, no centro da Capital, será cercada por tapumes. A ideia é recompor o aspecto que o local tinha na segunda década do século passado. O primeiro passo será o transplante de 10 palmeiras no próximo final de semana.

Localizadas entre o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul, as árvores brotaram indevidamente naquele trecho, pois não integravam o projeto original. O trabalho de transplante levará dois dias e será feito por uma empresa especializada. Segundo o supervisor de Praças, Parques e Arborização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Luiz Alberto Carvalho Júnior, as palmeiras têm alta capacidade de adaptação a novo terreno. Apenas três delas terão uma mudança brusca de endereço, indo para a a Praça Brigadeiro Sampaio e para o canteiro central da Avenida João Pessoa. As demais serão remanejadas de área dentro da própria praça.

– São tomados todos os cuidados para manter a integridade da palmeira, suas folhas e a raiz são embrulhadas – diz Carvalho.

Uma vala é cavada ao redor de cada uma das plantas, para manter o máximo de terra junto à raiz. Após ser colocada em novo buraco, escoras a sustentam até que volte a ficar firme. A prefeitura tem interesse econômico de que nada saia errado.

– A cada árvore que morra, a prefeitura terá de depositar R$ 20 mil no Fundo Municipal do Meio Ambiente – diz o supervisor.

O trabalho é a preliminar do que o Programa Monumenta (programa do Ministério da Cultura de recuperação e preservação do patrimônio histórico) fará na praça. Depois da Feira do Livro, a área será fechada. Quando os tapumes forem levantados, o resultado será uma viagem no tempo. Entre as mudanças, está a remoção dos banheiros para uma das vias paralelas. A vegetação será podada, abrindo caminho para a luz natural.

– Vamos recuperar o projeto original da Praça da Alfândega, datado de 1924. Hoje, ela é escura, úmida e as flores não conseguem viver. Ficará mais iluminada – promete Luiz Merino Xavier, arquiteto da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural.

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Fonte: Zero Hora

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