Moradores de rua tomam um viaduto e o vão do INSS
Um viaduto – o Otávio Rocha, na avenida Borges -, e o espaço abaixo da marquise do prédio do INSS, na rua Jerônimo Coelho, estão servindo de abrigo para moradores de rua. A presença dessas pessoas é maior durante a noite, mas mesmo com dia claro é necessário desviar de quem dorme ou praticamente reside nesses locais.
Somente no final da manhã de ontem, 15 pessoas estavam deitadas sobre colchões ou papelões, ou simplesmente sentadas. A prefeitura reconhece que a situação é considerada crônica, pois oferece riscos relacionados à segurança pública e também ao patrimônio histórico do município, como é o caso do antigo viaduto. Porém, há garantias de que medidas efetivas serão tomadas ainda no decorrer deste ano.
Segundo o diretor administrativo da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Carlos Fett, a situação se agrava devido ao suposto consumo de crack e à exclusão de pessoas antes inseridas e que hoje se encontram em situação de rua.
Atualmente, a prefeitura conta com equipes volantes que trabalham diretamente com moradores de rua e com pessoas em situação de rua (que tem residência, mas vivem nas vias públicas). A abordagem é feita com caráter humanitário, segundo Fett. “Apontamos opções como o Albergue Municipal ou o retorno às suas casas”, relata. O secretário municipal de Cultura, Sérgius Gonzaga, diz que a situação deixa uma imagem negativa do Viaduto Otávio Rocha, já que reflete desleixo e miséria. “Trata-se de um dos símbolos de Porto Alegre”, frisa.







