Mogi das Cruzes/SP – Técnicos avaliam prédio histórico

Técnicos da Divisão do Patrimônio Histórico da Prefeitura de Mogi das Cruzes deram início ontem ao processo de avaliação do imóvel de número 971 da rua Coronel Souza Franco, no centro da cidade. A medida visa a atender a uma solicitação da Diretoria do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), feita na reunião mensal do grupo, no início desta semana.
O órgão, que conta com arquitetos, engenheiros e outros profissionais, vai definir se o imóvel deve ser tombado como patrimônio da cidade (está incluído no raio de 300 metros do centro histórico – a referência é a Igreja do Carmo) ou se deve ser demolido, como pretende o proprietário, o advogado Dauro Paiva.
“Trata-se de uma avaliação técnica, tanto da estrutura física quanto histórica. A ideia é saber as reais condições daquele prédio”, explicou o presidente do Comphap, Nelson Bettoi Batalha Neto. Ele evitou dar detalhes da avaliação técnica, mas adiantou que o relatório deverá conter fotografia do imóvel, além de volumetria (extensão da área construída e externa ao prédio).
A estimativa, segundo Batalha Neto, é de receber o relatório completo da Divisão do Patrimônio Histórico num prazo de 30 dias ou até a próxima reunião do Comphap, prevista para o dia 16 de março.
O presidente do Comphap contou ainda que vai solicitar também uma avaliação da Defesa Civil local. “É preciso conhecer as condições de segurança”, alegou.
A proposta é de que a visita da Defesa Civil aconteça na próxima semana. Construído no século XIX, com a mesma estrutura dos casarões dos barões do café, mas com riqueza de detalhes de obras neoclássicas, o imóvel é considerado de grande importância histórica. O proprietário da casa, o advogado Dauro Paiva, de 90 anos, afirmou que pretendia demolir o prédio, por não ter condições de arcar com as despesas da restauração.







