<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Defender - Defesa Civil do Patrimônio Histórico &#187; serro</title>
	<atom:link href="http://www.defender.org.br/marcador/serro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.defender.org.br</link>
	<description>Defender, cultura, patrimonio historico, cidadania, civilidade, meio ambiente, meio-ambiente, restauração de patrimonio historico, defesa civil, cachoeira do sul, rio grande do sul, oscip, ong, oscip rio grande do sul</description>
	<lastBuildDate>Sat, 31 Jul 2010 18:52:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
	<atom:link rel='hub' href='http://www.defender.org.br/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Vila do Príncipe mantém a majestade</title>
		<link>http://www.defender.org.br/vila-do-principe-mantem-a-majestade/</link>
		<comments>http://www.defender.org.br/vila-do-principe-mantem-a-majestade/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 19:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Silvana Losekann</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[antigo arrail das lavras novas do hiviturui]]></category>
		<category><![CDATA[comarca do serro frio]]></category>
		<category><![CDATA[coroa portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[córrego quatro vinténs]]></category>
		<category><![CDATA[iphan]]></category>
		<category><![CDATA[jacinta siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[maria do ouro fino]]></category>
		<category><![CDATA[mineração de ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[museu casa dos ottoni]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio histórico]]></category>
		<category><![CDATA[programa monumenta]]></category>
		<category><![CDATA[serro]]></category>
		<category><![CDATA[vila principe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.defender.org.br/?p=4467</guid>
		<description><![CDATA[Fazem parte do legado dos tempos da mineração e das tropas o queijo, que deu fama à cidade, a rapadura e a cachaça, além de um belo conjunto arquitetônico. Serro – As minerações de ouro e as tropas de burro não fazem mais parte da paisagem do antigo Arraial das Lavras Novas do Hivituruí, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft" src="http://www.uai.com.br/UAI/noticias/fotos/20090614092207260.jpg" alt="" width="430" height="220" /></strong></p>
<p><strong>Fazem parte do legado dos tempos da mineração e das tropas o queijo, que deu fama à cidade, a rapadura e a cachaça, além de um belo conjunto arquitetônico.</strong></p>
<p>Serro – As minerações de ouro e as tropas de burro não fazem mais parte da paisagem do antigo Arraial das Lavras Novas do Hivituruí, mas o legado do passado está por toda parte, inclusive nas lembranças mais antigas dos moradores. “Dá saudade do cheirinho de comida dos tropeiros. Faziam o feijão afogado na panela grande, de ferro. Punham no prato a farinha, o feijão, o ovo e o torresmo que eles fritavam na hora”, recorda-se a dona de restaurante Maria das Dores Freire Pires, a Dodoia, de 75 anos.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.uai.com.br/UAI/imgs/bancofoto/12449830247974689007.jpg" alt="" width="423" height="280" /></p>
<p>Muito tempo se passou desde que o arraial foi transformado em Vila do Príncipe, em 29 de janeiro de 1714, a quinta das sete primeiras vilas criadas pela coroa portuguesa. Era sede da Comarca do Serro Frio, implantada em 1720, dividindo um enorme território com a Comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará. Na época, Diamantina, o Arraial do Tejuco, que fez fama e fortuna com a descoberta do diamante, em 1730, pertencia ao Serro.</p>
<p>Além da receita original do feijão tropeiro, recordada por Dodoia, vem daquele tempo a produção do queijo – que hoje é referência do município –, da rapadura e da cachaça, que, segundo a historiadora Zara Simões, era fabricada inicialmente “para esquentar os negros que ficavam na mineração”. A exploração de ouro começou bem no início do século 18, em 1702, no Córrego Quatro Vinténs, onde a negra alforriada Jacinta Siqueira encontrou o correspondente a quatro vinténs de ouro. No início existia apenas o Arraial de Baixo, bem perto dos cursos d’água. Só mais tarde, surgiu o Arraial de Cima, correspondente ao atual Centro da cidade. Os dois juntos é que deram origem à Vila do Príncipe, que apresentava especificidades em relação às suas contemporâneas.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.uai.com.br/UAI/imgs/bancofoto/12449825599283149242.jpg" alt="" width="423" height="280" /></p>
<p>O naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire foi o primeiro a registrar, em 1817, que a disposição do casario, seguindo a curva de nível do terreno, assemelhava-se a um anfiteatro. “O Serro é a mais rural de todas as vilas. Tem predominância de quintais e de sobrados isolados, em vez de casas geminadas, como é comum nas outras cidades”, explica o diretor da Associação Serrana de Turismo, Rogério Mota Pereira. Outra peculiaridade está nas igrejas do século 18. “Elas são simples por fora. A beleza está concentrada no seu interior. E são bonitas pelos lugares em que estão”, observa Zara Simões.</p>
<p>A historiadora explica que as características dos ciclos econômicos do Serro permitiram que não ocorressem grandes rupturas de estilos, como é o caso dos casarões construídos ao longo do século 19, quando já se encerrara o período áureo da mineração e o município passou a viver como centro distribuidor de mercadorias produzidas em toda a região. Foi o tempo dos tropeiros, que transportavam o que vinha do meio rural e os produtos procedentes da corte.</p>
<p><strong>Conflito</strong></p>
<p>Depois do ouro e das tropas, a cidade conheceu a decadência econômica, agravada pela chegada da ferrovia a Diamantina, no fim do século 19. “A estrada de ferro esvaziou o Serro”, observa a historiadora Zara. Segundo ela, as duas cidades tinham vivido um “conflito”, quando uma produzia ouro e a outra, diamante. O Serro era a sede administrativa, mas havia a administração do diamante no Tejuco. “Eram duas administrações dentro da mesma comarca.” Para o prefeito Guilherme Simões (PTB), o período de decadência, paradoxalmente, acabou sendo útil. “Se estivéssemos economicamente ativos 40 anos atrás, não sobraria nada do que está aí”, afirma, explicando que o patrimônio histórico “é a base do futuro” do local.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.uai.com.br/UAI/imgs/bancofoto/12449824575181159973.jpg" alt="" width="423" height="280" /></p>
<p>Quando Zara Simões fala do passado para o presente, avalia que a tropa deixou mais para a cidade que a era do ouro. “Ela fez desenvolver toda uma cultura rural. Em vez de as fazendas imitarem a cidade, a cidade é que imita as fazendas”, diz, referindo-se, por exemplo, às varandas dos casarões do século 19. Segundo ela, as propriedades que exploravam ouro passaram à produção agrícola, que sustenta atualmente a economia da região.</p>
<p>O Serro orgulha-se de ter sido a primeira cidade a ser integralmente tombada pelo patrimônio histórico no país. “É uma cidade ainda por ser descoberta turisticamente, seu potencial é enorme. O Serro tem um desenho muito bonito, seguindo os córregos e a montanha”, afirma o museólogo carioca Daniel Barreto da Silva, diretor do Museu Casa dos Ottoni.</p>
<p>O Projeto Monumenta, do Ministério da Cultura, tem possibilitado que muitas famílias invistam na reforma e restauração de casas particulares, como é o caso de Aparecida Vasconcelos Clementino, que mora na antiga Rua de Cima. “Faço questão de preservar. O Serro é feito de história e a história está nas casas antigas”, observa. O fato é contado nas ruas e, por vezes, vira lenda. Consta que a rica fazendeira Maria do Ouro Fino costumava frequentar a igreja com a cabeleira cheia de ouro em pó. Ela lavava os cabelos na pia batismal, deixando o ouro como contribuição para as obras sociais. Consta também que Luiz Paletó, que hoje vive no asilo da cidade, fez os anéis de formatura de duas filhas com ouro recolhido nas enxurradas.</p>
<p>A cidade aprendeu a lidar com a história de um modo peculiar. Dois anjos tocheiros, em tamanho natural, com roupas de guerreiros, que ficam na entrada principal da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, são carinhosamente chamados pela população de “marmanjos”. Os dois estão, atualmente, no Museu Casa dos Ottoni, aguardando a conclusão da restauração da igreja para retornar ao posto original.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.uai.com.br/UAI/imgs/bancofoto/12449829536680269241.jpg" alt="" width="423" height="280" /></p>
<p>A professora Maria de Lourdes Moreira Pires, de 88 anos, avalia que a cidade não devia se satisfazer rememorando glórias do passado, porque é necessário buscar melhorias, mas considera que é preciso valorizar o que existe. E tem uma definição carinhosa para o conjunto arquitetônico: “O Serro é muito fotogênico. Qualquer foto que for tirada fica muito bonita”.</p>
<p><strong>Marcos de um tempo</strong></p>
<p>A cidade de 20,8 mil habitantes, a 330 quilômetros de Belo Horizonte, tem a exibir, além do conjunto arquitetônico – marcado pela imponência dos casarões que, vistos da outra margem do Córrego Quatro Vinténs, dão a ideia de um anfiteatro –, várias outras edificações que remetem ao tempo do ouro. O Museu Regional Casa dos Ottoni, que guarda acervo de todo o período, está instalado num casarão que lembra os velhos solares rurais mineiros, em área de 30 mil metros quadrados. A Casa do General Carneiro, ao lado da matriz, abriga hoje documentos da época e a sede local do Instituto do<br />
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.uai.com.br/UAI/imgs/bancofoto/12449825992337579727.jpg" alt="" width="423" height="280" /></p>
<p>A igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, de 1813, tem elementos barrocos, com altares laterais de talha rococó e imagens sacras como os dois anjos tocheiros e Santa Isabel grávida. Suas torres são tidas como das mais altas do Brasil em madeira e pau a pique. A Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de 1781, é considerada um expressivo exemplar do rococó serrano. A Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, do fim do século 18, passa por trabalho de restauração de suas pinturas originais. As escadarias que dão acesso à Igreja de Santa Rita são marca registrada do Serro. Do templo, que pode ser avistado de vários pontos da cidade, o visitante tem vista panorâmica de todo o conjunto arquitetônico.</p>
<h3  class="related_post_title">Itens Relacionados</h3><ul class="related_post"><li>8 de agosto de 2009 -- <a href="http://www.defender.org.br/educacao-patrimonial-e-levada-a-escola-publica/" title="Educação patrimonial é levada à escola pública">Educação patrimonial é levada à escola pública</a></li><li>28 de julho de 2010 -- <a href="http://www.defender.org.br/rs-historia-de-pelotas-agora-em-livro-didatico/" title="RS &#8211; História de Pelotas agora em livro didático">RS &#8211; História de Pelotas agora em livro didático</a></li><li>11 de julho de 2010 -- <a href="http://www.defender.org.br/mg-cine-teatro-sera-aberto-na-terca-feira-em-diamantina/" title="MG &#8211; Cine-teatro será aberto na terça-feira em Diamantina">MG &#8211; Cine-teatro será aberto na terça-feira em Diamantina</a></li><li>6 de junho de 2010 -- <a href="http://www.defender.org.br/minas-gerais-teatro-mais-antigo-das-americas-ganha-homenagem-em-ouro-preto/" title="Minas Gerais &#8211; Teatro mais antigo das Américas ganha homenagem em Ouro Preto">Minas Gerais &#8211; Teatro mais antigo das Américas ganha homenagem em Ouro Preto</a></li><li>21 de maio de 2010 -- <a href="http://www.defender.org.br/recifepe-paco-alfandega-recebe-exposicao-fotografica-de-monumentos/" title="Recife/PE &#8211; Paço Alfândega recebe exposição fotográfica de monumentos">Recife/PE &#8211; Paço Alfândega recebe exposição fotográfica de monumentos</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.defender.org.br/vila-do-principe-mantem-a-majestade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
