EUA danificaram ruínas da Babilônia
Além de milhares de civis e militares, a guerra no Iraque fez outra vítima: as ruínas da Babilônia, uma das mais famosas cidades da Antiguidade.
A Unesco, o braço cultural e educacional das Nações Unidas, denunciou ontem que, em 2003 e 2004, as tropas dos EUA e forças de segurança privadas americanas causaram graves danos ao sítio arqueológico, que já abrigou uma das sete maravilhas do mundo, os Jardins Suspensos da Babilônia. Conforme relatório do Comitê Internacional de Coordenação da Unesco para a Proteção do Patrimônio Cultural do Iraque, os soldados americanos e seguranças da empresa KBR (na época subsidiária da Halliburton) cavaram trincheiras de várias centenas de metros de extensão nas ruínas e passaram com veículos militares pesados pelo frágil pavimento da chamada Via das Procissões, um antigo caminho cerimonial.
– Houve uma quantidade considerável de danos – disse o arqueólogo John Curtis, do Museu Britânico.
Situada 90 quilômetros ao sul de Bagdá, a cidade de 4 mil anos foi ocupada pelas tropas americanas logo depois da invasão do Iraque, em 2003, e virou a “Base Alfa”. No ano seguinte, foi devolvida às autoridades iraquianas.







