Equipe da Furg faz trabalho arqueológico no Taim
Uma equipe de 28 pessoas, entre profissionais e estudantes, está realizando estudos arqueológicos junto à Capela do Taim, que servirão de base para o projeto arquitetônico de restauração do templo católico que fica às margens da Lagoa Mirim. A coordenadora do projeto é a professora e arqueóloga da Furg Beatriz Thiesen, que integrou ao trabalho vários estudantes do curso de Arqueologia, lançado no vestibular de inverno 2008 na Instituição rio-grandina e do curso de História.
Participam ainda do trabalho uma aluna de História da cidade de Osório e vários profissionais da Furg e de outras instituições, incluindo o professor Jaime Mujica, biólogo uruguaio, cujos estudos unem a Biologia e a Arqueologia. Conforme a professora Beatriz, a história oral conta que a Capela do Taim data do século 19, mas foi encontrado um documento no Laboratório de Estudos e Pesquisa em Arqueologia (Lepan), que comprova ter havido uma capela no local desde os anos 1700, além de um destacamento da Guarda dos Dragões (oriunda de Portugal).
Como a área é muito próxima da fronteira, que não estava definitivamente demarcada naquela época, os arqueólogos acreditam que algumas surpresas possam ser encontradas a partir do trabalho de escavação. Beatriz Thiesen explica que o projeto foi apresentado e aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O trabalho surgiu através do Reitor João Carlos Cousin, que apresentou o comprometimento da Universidade com a Diocese do Rio Grande para colaborar na recuperação do templo.
Além dos trabalhos de escavação arqueológica, a Furg vai elaborar o projeto arquitetônico para a restauração.



