• Equipe da Furg faz descoberta arqueológica no Taim

    NotíciasRio Grande do Sul • 13 de fevereiro de 2009 por

    A equipe da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) que realiza estudos e trabalhos arqueológicos no Taim encontrou vestígios de uma capela que pode ter sido construída no início do século XVIII. O projeto na região está focado em pesquisa arqueológica junto à existente Capela do Taim. A análise é fundamental para o processo de restauração previsto para a próxima etapa.

    O grupo realiza levantamento histórico paralelo às buscas pelos vestígios e artefatos do local, que conta a história de um dos mais importantes pontos de fronteira do Brasil, disputado durante décadas por portugueses e espanhóis. Na área de pesquisa, já foram encontrados vestígios de enterramentos, pois era costume sepultar mortos ao redor ou dentro das igrejas.

    Nesta etapa, hipóteses são propostas, porém, é certo que a capela existente, supostamente construída pelo Comendador Faustino Correa, não foi o primeiro prédio religioso construído no local. Pelo menos duas outras já haviam sido erguidas ali, uma delas de madeira, a qual teve uma das paredes queimada. Conforme os estudos, é cogitado que a primeira capela tenha sido erguida para acompanhar um corpo de guarda de fronteira. A estrutura pode ter sido abandonada durante os 13 anos de ocupação espanhola.

    De acordo com o professor Artur Barcelos, um dos arqueólogos que trabalham no local, serão feitas outras pesquisas em bibliotecas públicas e no Arquivo do Estado, à procura de documentos sobre as obras no local e outros indícios que serão utilizados para compor o projeto final. A obra foi reivindicada pela comunidade, que participa ativamente do trabalho, auxiliando os profissionais e dando informações relevantes.

    O reitor da Furg, João Carlos Cousin, visitou a Capela do Taim na quarta-feira última, acompanhado pelo vice-reitor da universidade, Ernesto Casares Pinto. No encontro com a equipe acadêmica, o reitor elogiou a atividade. Conforme João Cousin, o projeto reúne Ensino (com a atuação de estudantes recém ingressos na Furg, pois o curso de Antropologia foi aberto em 2008); pesquisa (a partir dos vestígios encontrados, servindo de base para trabalhos acadêmicos e artigos científicos); e extensão (com a integração na comunidade do Taim por uma necessidade apontada pelos moradores e pela Diocese de Rio Grande).

    Fonte: Correio do Povo
  • Doações

    Ajude a manter os projetos da Defender, qualquer valor é importante.
  • Notícias

  • Categorias

  • Comentários

  • Google Reader

    Receba as notícias da defender em seu Google Reader

    Add to Google Reader or Homepage

  • Global Voices

    Global Voices em Português