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Começa derrubada dos galpões do Estaleiro Só

NotíciasRio Grande do Sul • 11 de janeiro de 2010 por Silvana Losekann

Quase cinco meses depois da consulta popular que definiu o uso comercial do antigo Estaleiro Só, no bairro Cristal, na zona sul da Capital, o terreno à beira do Guaíba ganha nova face.

Na manhã de sábado, antes mesmo do sol nascer, sete pessoas começavam a demolição dos galpões, com apoio de máquinas. Até ontem, já haviam sido derrubados três prédios. Faltavam os dois maiores.

– Temos de aguardar a retirada da estrutura metálica, o que deve ser concluído até quarta-feira. Só então poderemos terminar o serviço – explicou Paulo Sieben, proprietário da PFC Construtora, empresa contratada para retirar as estruturas.

Apesar dos investidores terem anunciado no início de abril de 2009 a intenção de erguer somente prédios comerciais no local, nenhuma proposta concreta foi apresentada à prefeitura. O secretário de Planejamento de Porto Alegre, Márcio Bins Ely, confirmou que o diretor da empresa BM Par Empreendimentos, proprietária do terreno, Saul Veras Boff, solicitou autorização para a demolição dos prédios, devido à ameaça de queda de algumas paredes.

– Pode ser o início da limpeza do terreno. Formalmente, não temos nenhum projeto da BM Par para a área – informou o secretário.

Zero Hora procurou a BM Par Empreendimentos para comentar o assunto, mas ninguém foi localizado.

O antigo Estaleiro Só foi alvo de polêmica, que resultou em uma consulta popular realizada em 23 de agosto de 2009. Mais de 18 mil pessoas, de um total de 22 mil, disseram “não” à proposta que permitiria a construção de prédios residenciais na orla do Guaíba. O Plano Diretor só permite a construção de imóveis comerciais.

Entenda o caso

- Em 1995, o Estaleiro Só encerrou suas atividades;
- Após diversos leilões, a área foi arrematada por empreendedores;
- Em 2002, foi aprovada lei autorizando a instalação apenas de empreendimentos comerciais no local;
- Em 2007, empreendedores manifestaram o interesse de construir um projeto misto no espaço;
- As análises do Executivo e do Legislativo municipais decidiram que um plebiscito definiria o uso da área;
- Em agosto de 2009, mais de 18 mil pessoas, de um total de 22 mil, disseram “não” à proposta de ocupação residencial;
- No sábado, começou a demolição dos galpões. Ainda não há projeto sobre empreendimento no local.

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Fonte: Zero Hora

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