Cavalhada de Brumal é registrada como primeiro bem imaterial de Santa Bárbara

A Cavalhada de Brumal foi registrada como o primeiro bem imaterial de Santa Bárbara. A ação foi feita a partir do decreto nº. 1518/2009, que instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial no âmbito do município.
Com esse registro, a Cavalhada de Brumal recebe o título de “Patrimônio Cultural do Município de Santa Bárbara”, tem sua legitimidade reconhecida pela Administração Pública e, com isso, passa a contar com inúmeros benefícios – tais como preservação, identificação, registro etnográfico, acompanhamento de seu desenvolvimento histórico, divulgação, apoio, dentre outros – a fim de garantir suas condições de existência e manutenção.
De acordo com o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Santa Bárbara, são considerados bens culturais de natureza imaterial os processos de criação, manutenção e transmissão de conhecimentos, as práticas e as manifestações dos diversos grupos socioculturais que compõem a identidade e a memória do município, bem como as condições materiais necessárias ao desenvolvimento de tais procedimentos e os produtos de natureza material derivados.
Além da Cavalhada de Brumal, outros bens imateriais do município deverão ser registrados: cavalhada feminina de André do Mato Dentro (única do gênero em Minas Gerais), Congado e Corporação Musical Santo Antônio.
Cavalhada de Brumal – A Cavalhada de Brumal é uma entidade cultural, neste ano em sua 72ª edição, que tem como finalidade manter viva a tradição, a história, a cultura e o folclore de Brumal.
A Cavalhada é realizada em honra a Santo Amaro, santo romano nascido no século VI e fundada por Jorge da Silva Calunga em 1937 como pagamento de uma promessa. Sendo a graça alcançada, realizaria durante todos os anos uma festa. Como ele foi atendido, ensaiou e realizou a primeira cavalhada de Brumal.
A festa conta com 32 cavaleiros que estão divididos entre mouros e cristãos. Os mouros são profanos e sem religião. Os cristãos lutam pela paz e sua religião. No final de tudo todos se tornam amigos, despedindo com lenços brancos, simbolizando o amor e a paz.
Durante a cavalhada, fitas coloridas são trançadas em um mastro, com ritmo, destreza e sincronia, representando a alegria dos cristãos sobre a vitória sobre os mouros e simbolizando a grande festa do cristianismo.
Significado das cores das fitas: Vermelha – período de guerras em busca da unificação do cristianismo; Amarela – o ouro, símbolo da realeza; Verde – esperança do perfeito cristianismo unificado; Azul – o céu, esperança dos fiéis na salvação da terra.







