Casas que são um verdadeiro tesouro

A maior contribuição material da cultura germânica são as casas em enxaimel, espalhadas pela cidade. Elas fazem parte do patrimônio histórico e cultural de Joinville. A arquitetura germânica também acabou influenciando prédios que hoje são referências turísticas da cidade, como a estação ferroviária e o pórtico.
Como não existe uma política de isenções para casas históricas, muitos proprietários têm uma relação de amor e ódio com suas enxaiméis. Orgulham-se da história da construção, mas sofrem com o alto custo de manutenção. Para resolver a situação, a Fundação Cultural de Joinville (FCJ) elaborou dois projetos de lei, que foram rejeitados pela Câmara no ano passado e aguardam nova votação.
O primeiro institui o Inventário do Patrimônio Cultural de Joinville (IPCJ). Com o novo inventário (a lista hoje é incompleta), que estará disponibilizado na internet, qualquer cidadão pode consultar quais são os imóveis tombados na cidade. O outro projeto dispõe sobre deduções e isenções tributárias para imóveis cadastrados no IPCJ.
Os projetos estão sendo analisados pela comissão de estudos do IPCJ, que espera reencaminhá-los para votação na Câmara dos Vereadores nos próximos meses. Se aprovados, os projetos preveem edital que contemplará os proprietários de imóveis tombados com recursos para a manutenção e reforma das casas.
Mesmo com os altos custos de manutenção, alguns joinvilenses consideram suas casas em enxaimel um verdadeiro tesouro. Aos 72 anos, Harry Opelt preserva a sua, localizada nos fundos da propriedade, na rua Colon. A construção tem mais de 150 anos. “Meu avô já comprou ela pronta. A madeira é toda serrada à mão. Não vendo por dinheiro nenhum.”






