Bagé comemora 198 anos

Palacete em estilo neoclássico, construído no início do século XX, abriga a Secretaria Municipal de Cultura.
Os 198 anos de emancipação política e administrativa de Bagé, a Rainha da Fronteira, serão celebrados com intensa programação, que começa hoje e se estende até o próximo dia 18. O seminário sobre o Plano de Desenvolvimento Econômico do município abre o calendário de atividades. O evento terá início às 20h, no Complexo Cultural Museu Dom Diogo de Souza, e prosseguirá neste sábado e domingo. Além do prefeito Eduardo Colombo, participarão do encontro os ex-prefeitos Luiz Fernando Mainardi, Carlos Sá Azambuja, Luiz Alberto Vargas, Luis Simão Kalis, Camilo Moreira e Antônio Pires. Está confirmada também a presença de representantes do governo estadual, da Assembleia Legislativa, universidades e órgãos públicos ligados à pesquisa, como Embrapa e Emater. Conforme a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Magda Flores, o debate é fundamental, pois envolve toda a sociedade, de forma democrática e participativa. Amanhã, a partir das 8h30min, será realizada mesa temática que abordará a importância e o alcance das políticas públicas para o desenvolvimento municipal.
Fundada no dia 17 de julho de 1811, por dom Diogo de Souza, a cidade está localizada na Fronteira-Sudoeste, a 393 quilômetros de Porto Alegre e a 60 quilômetros de Aceguá, no Uruguai. Caminho mais curto entre Porto Alegre e Montevidéu, Bagé desempenhou importante papel na história do Estado, desde o tempo do Império, graças à sua posição geográfica. Seus campos foram palco de combates nas revoluções Farroupilha e Federalista.
Em relação à origem do nome do município, várias hipóteses ainda são discutidas. Há quem diga que, no local onde hoje está situada a cidade, viveu um cacique minuano chamado Ibajé. O índio estaria enterrado no Cerro de Bagé e seu nome teria originado a denominação do município. A existência desse indígena nunca chegou a ser comprovada. A hipótese mais aceita entre historiadores é a que relaciona a origem do nome Bagé com a linguagem indígena que define as elevações geográficas como cerros. Os índios tapes chamavam os cerros de ‘mbaiê’, porém, a expressão mais aceita para a origem do nome da cidade é ‘bag’, outra palavra indígena que também significa cerro.






