Se a vida imita a arte, a arte imita a moto

A motocicleta também serve de inspiração para quem faz do artesanato um passatempo ou fonte de renda. O resultado são peças simples e graciosas, duas características da maioria das motos de verdade.
Há oito anos, o publicitário José Pfau ganhou de um amigo um punhado de relógios de pulso. “Eram peças sem conserto. Comecei a desmontá-las e iniciei uma coleção de motos”, diz. Suas criações não estão à venda.
“Miniaturas industrializadas custam menos de R$ 20. Mas trabalhos europeus semelhantes ao meu alcançam 300 euros. Por isso decidi apenas expor em galerias, museus e vitrines.”
Pfau utiliza pulseiras de metal, couro, caixas de relógio, mostradores e baterias. “Junto as peças com solda ou cola.” Quem quiser saber mais pode acessar o site www.pfau.com.br/artepfau.
Arte à venda
O mecânico Ronaldo Manzini, de 49 anos, conserta carros e motocicletas desde a juventude. Há dez anos, passou a usar sua habilidade para criar obras “metalinguísticas”, esculturas de veículos feitas com peças de carros e motos. “Uma moto sai por cerca de R$ 70. Uso rolamentos, pinos de biela, buchas e porcas; 90% da criação é feita com componentes de motocicleta.”
Outro trabalho de Manzini são móveis feitos com coroas e correntes de transmissão de motos. “Um conjunto de mesa e quatro cadeiras custa cerca de R$ 1.800″, diz o artista. Manzini aceita encomendas pelo telefone 8770-6097 ou no endereço eletrônico rezronaldo@gmail.com.
Todo domingo, a cidade de Embu (grande São Paulo) realiza uma feira de artesanato. Em uma barraca da Rua Domingos de Pascoal, próxima à Secretaria de Cultura, há motos, triciclos e carrinhos feitos de madeira.
Fonte: estadao.com.br






