15 maravilhas para visitar o quanto antes
Quem quiser visitar as paradisíacas Ilhas Maldivas, no sul da Ásia, terá de correr – o país inteiro está fadado a desaparecer debaixo das águas do Oceano Índico, segundo previsões. O novo presidente, inclusive, quer guardar dinheiro para comprar terras em outro lugar se for preciso.
As Maldivas, no entanto, não são o único destino turístico que está ameaçado – muitos outros locais podem sumir do mapa por motivos diversos – do descaso às mudanças climáticas. E um guia turístico lançado recentemente no Exterior mostra que eles não são poucos. 500 Places to See Before They Disappear (500 Lugares para Conhecer Antes que Desapareçam), de Arthur Frommer e Holly Hughes, lista 500 em todos os continentes. Mesmo que contraditório às vezes – porque o excesso de visitantes é o problema de muitos desses destinos –, o guia serve como incentivo para um turismo mais responsável. Confira a seguir 15 deles:

1. Amazônia (Brasil e outros países)
Maior floresta tropical do mundo e abrigo de inúmeras espécies animais e vegetais, a Amazônia está ameaçada pelo desmatamento, que atinge milhares de quilômetros quadrados por ano. Somente entre agosto de 2007 e julho de 2008, foram destruídos quase 12 mil quilômetros quadrados de floresta no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), devido principalmente à ação das madeireiras e ao avanço da pecuária e do cultivo de soja na região.
Além disso, o aquecimento global e a escassez de água poderão transformar a Amazônia em savana (vegetação composta por gramíneas, árvores esparsas e arbustos, semelhante ao cerrado) até a metade do século, conforme o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas.

2. Estação Ecológica Anavilhanas (Brasil)
Situada no Rio Negro, perto do Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, é um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, com cerca de 400 ilhas. Apesar de a estação ecológica ser protegida pelo governo brasileiro, a caça e a poluição dos barcos que atravessam o rio continuam sendo riscos para o ecossistema local.

3. Reserva Natural Mamirauá (Brasil)
Localizada no médio Solimões, no Amazonas, transborda natureza em seus 1,124 mil hectares – a maior área de várzea protegida no Brasil. A reserva tem grande biodiversidade e muitas espécies raras. Mas suas maravilhas naturais estão em risco devido ao desmatamento e à caça.

4. Pantanal (Brasil)
A pesca recreativa e a caça crescentes transformaram a fauna local. Resíduos tóxicos da agricultura e a exploração de reservas de ouro também prejudicaram o magnífico ecossistema desse complexo natural situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, que também engloba o norte do Paraguai e o leste da Bolívia.

5. Coliseu (Itália)
Um dos símbolos do Império Romano, o Coliseu foi danificado por terremotos e por ladrões que retiravam pedras do local. Atualmente, sofre com os efeitos da poluição e balança com o tráfego pesado do centro da capital italiana, Roma, com milhares de carros passando ao seu redor e as linhas de metrô cortando seu subsolo.

6. A árvore de Anne Frank (Holanda)
Citada no famoso diário de Anne Frank, a árvore de 150 anos e 31 toneladas – localizada em frente à casa da judia vítima do Holocausto –, está morrendo devido a uma grave doença causada por fungos. Mais de 40% de seu tronco já apodreceu. Botânicos acreditam que a árvore ainda possa ficar de pé por 15 anos.

7. Machu Picchu (Peru)
O desenvolvimento no departamento de Cuzco e o turismo na região de Machu Picchu colocam em perigo a lendária cidade do Império Inca. Os cerca de 500 mil turistas que visitam o local todos os anos também ajudam a ameaçar esse Patrimônio Cultural da Humanidade – cujo solo está se enfraquecendo, elevando o risco de desmoronamentos de terra.

8. Mar Morto (Oriente Médio)
Maravilha geológica, com a maior concentração de sal do mundo, o Mar Morto está secando. Situado 412 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, ele pode morrer de fato até 2050. O problema é causado pelo consumo de água: o Rio Jordão, que alimenta o Mar Morto, está sendo desviado pelo homem por motivos agrícolas, hidrelétricos ou para abastecer cidades.

9. Cidade Proibida (China)
Localizado no centro da capital chinesa, Pequim, esse complexo de palácios com 600 anos está correndo o risco de desmanchar em decorrência da poluição e dos efeitos da grande quantidade de visitantes que passam pelo local todos os dias. Os pavimentos antigos e as construções da Cidade Proibida estão cedendo a uma velocidade preocupante.

10. Galápagos (Equador)
A multidão de turistas que visitam Galápagos todos os anos ajudou a ferir o ecossistema das ilhas, que contam com uma incrível biodiversidade. O turismo descontrolado, o crescimento populacional, a caça e a pesca indiscriminadas ameaçam a fauna local. Desde a visita de Charles Darwin, o arquipélago se tornou o principal laboratório vivo de biologia do mundo.

11. Taj Mahal (Índia)
Erguido pelo imperador Shah Jahan em homenagem à mulher morta, o secular Taj Mahal está ameaçado pela poluição. As emissões de poluentes pelas fábricas nos arredores se misturam à umidade e produzem ácido sulfúrico, que corrói as paredes do mausoléu construído há mais de 350 anos.
Outro problema é a multidão de turistas que toma o local – entre 3 e 4 milhões de pessoas todos os anos. Mesmo o aumento nos preços dos ingressos não ajudou a diminuir o número. Por isso, autoridades estão considerando fechá-lo para visitas do público. Considerado uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo, o Taj Mahal é incrustado com pedras semipreciosas.

12. Veneza (Itália)
Construída em uma laguna junto ao Mar Adriático, Veneza é única. A belíssima cidade italiana, porém, está afundando mais de seis centímetros por década. Ela sempre conviveu com inundações, mas a poluição da laguna e o aumento do nível do mar acentuaram o perigo de tirar todo o incalculável patrimônio histórico de Veneza do mapa.

13. Ruínas da Babilônia (Iraque)
Localizadas a cerca de 80 quilômetros de Bagdá, as ruínas da cidade histórica da Babilônia estão ameaçadas pela guerra e pelo desenvolvimento. Em 2003, as tropas americanas chegaram a construir um heliponto no local onde um dia resplandeceram os famosos Jardins Suspensos. Os planos pós-guerra dos próprios iraquianos colocam em risco essa maravilha.

14. Acrópole (Grécia)
Há centenas de anos, os templos da Acrópole, símbolos da Grécia Antiga, sofreram com incêndios, bombardeios e terremotos. Hoje em dia, o maior problema é a poluição. No topo de um morro no centro da capital grega, Atenas, os templos estão com uma crosta negra composta da fumaça expelida pelos carros e por poluentes liberados pelas indústrias.

15. Pirâmides de Gizé (Egito)
O desenvolvimento sem restrições e a expansão da zona urbana da capital egípcia, Cairo, colocam em perigo as antigas pirâmides, que datam de 3 mil anos antes de Cristo. A poluição atmosférica corrói a superfície das impressionantes estruturas. O esgoto saído dos bairros pobres da cidade também enfraquece o terreno sobre o qual elas estão erguidas.






