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Um cemitério indígena com 50 urnas funerárias que datam de 1.200 anos foi encontrado durante a construção do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá, em Laranjal do Jari.
Segundo a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, a descoberta foi feita durante a terraplanagem do local, que seria o maior sítio arqueológico do Amapá, conforme o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
As obras foram suspensas por 30 dias. O Iphan recolheu parte do material encontrado e delimitou uma área de reserva arqueológica na região.
Além de ter cedido parte de sua área inicial, o instituto federal agora estuda oferecer curso de arqueologia também cursos de secretariado, meio ambiente e informática. O reitor, Emanuel Alves de Moura, sugeriu a construção de um museu em Laranjal do Jari, mas ainda depende vários estudos.
Segundo a Setec, o campus de Laranjal do Jari deve estar pronto e em funcionamento até o final de 2010. Ao todo, serão investidos R$ 5 milhões de recursos federais para a construção da unidade, que promete atender a 1,2 mil alunos quando estiver em pleno funcionamento.
A construção desse campus faz parte do plano de expansão da rede federal. No momento, outros 132 campus de institutos federais estão em construção em todo país. A iniciativa elevará as vagas em cursos técnicos e tecnológicos das atuais 215 mil para 500 mil até o final de 2010.

Fonte: G1

Poucos o conhecem como Palácio da Inconfidência, mas a importância histórica do prédio da Assembleia Legislativa de Minas, na Rua Rodrigues Caldas, 30, no Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul de BH, foi reconhecida pelo município devido seu relevante valor cultural e referência para a memória da capital mineira. Projetado pelos arquitetos Richard Kohn e Paul Martiyn Liberman, que em 1963 venceram um concurso nacional, o imponente prédio, que faz jus à importância do Poder Legislativo, foi inaugurado em 1º maio de 1972. Agora, a edificação faz parte do Livro do Tombo Histórico e será protegida, devendo passar por uma série de modificações para preservar e garantir suas características originais.
De acordo com a resolução do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, publicada quinta-feira no Diário Oficial do Município (DOM), em hipótese alguma o imóvel poderá ser destruído ou mutilado, raspado, pintado ou restaurado sem autorização prévia. A construção de outros prédios no entorno que impeçam ou reduzam a visibilidade da Assembléia também fica proibida, assim como a colocação de anúncios ou cartazes.
“O prédio deverá manter os elementos característicos da linguagem modernista, em especial o espelho d’água, os espaços vazios que correspondem a pés-direitos com vãos livres, os revestimentos típicos e o mobiliário inventariado como bem móvel”, diz a resolução, assinada pela presidente do Conselho do Patrimônio Cultural, Thaís Velloso Cougo Pimentel.
Os arquitetos Álvaro Hardy e Mariza Coelho têm autorização para fazer alterações para manter a simetria constante na planta do palácio, principalmente no Espaço Político-cultural Gustavo Capanema, alterado com a construção do Teatro da Assembleia e Mezanino. “A manutenção do espelho d’água deverá contemplar projeto de restauração compatível com os ambientes já existentes, em especial, a biblioteca. O atual espelho d’água passará por modificações no seu desenho para sua reativação, tais como altura da lâmina d’água”, diz a resolução.
Além da restauração do espelho d’água, o projeto paisagístico assinado por Burle Marx será retomado. Os jardins voltarão ao nível dos passeios das ruas Dias Adorno e Martim de Carvalho. Um exemplar de pau-brasil, plantado no Largo da Bandeira e também inventariado, passa a ter a proteção da lei. A árvore, que simboliza o nacionalismo e que teve alguns galhos podados recentemente, deverá ser substituída imediatamente por outra da mesma espécie, caso seja cortada.
O projeto de Burle Marx, segundo a decisão, deverá ser executado, preferencialmente, em conjunto com a restauração da Praça Carlos Chagas, por agregar valor ao bem cultural protegido. Na fachada do prédio, paredes com revestimento em pedra (itacolomito, mármore bege bahia e preto veiado) e em lambri de madeira devem ficar sempre à mostra, sendo proibida a fixação de placas ou quadros.
A capela da Assembleia passa despercebida para muitos que circulam pelo pavimento semienterrado do prédio. Agora, os seus vitrais, também inventariados como bem integrado protegido, poderão ser instalados em outro local com mais movimento. O revestimento e mobiliário da Sala Presidente Manoel Costa (Salão Vermelho) devem voltar a ser como antes, com retirada das intervenções que descaracterizaram o ambiente, como divisórias fixadas na parede revestida de mármore. Os móveis colocados no local e que não constam no inventário de objetos protegidos devem ser retirados. O Salão Amarelo ficará livre para a circulação de pessoas.
No Largo da Bandeira, a escultura em ferro fundido de Amilcar de Castro tem espaço garantido. O artista cortou e dobrou uma chapa de ferro e fez surgir um triângulo, que marca o início dos trabalhos da Constituinte mineira em 1988.
Fonte: Portal Uai

Patrimônio nacional, a cidade goiana enfeita o Cerrado com história preservada, arte, folclore e culinária.
A vida só pode ser compreendida voltando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente. Pirenópolis vivenciou o apogeu e a decadência do ciclo do ouro no século XVIII. Hoje, desponta como um dos destinos mais visitados por brasileiros do Sul e Sudeste do País e estrangeiros de várias procedências. A idéia dos moradores é fazer todo o Brasil conhecer Pirenópolis, que desenvolve o turismo seguindo os passos da sustentabilidade e profissionalização.
Fundada em 1727, Pirenópolis ou simplesmente Piri pode ser comparada a uma pepita de ouro esquecida por bandeirantes que desbravaram a região. Preservada, a cidade se debruça aos pés da Serra dos Pireneus, de onde advém seu nome, e segue os contornos do Rio das Almas, que atravessa e emoldura cada recanto.
A cidade tem nas ruas e becos de pedras e no casario colorido e cheio de história o seu atrativo maior. Eis a primeira rota para conhecer Piri. O Centro Histórico é pequeno, mas repleto de atrativos, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, considerada a mais antiga de Goiás.

O altar-mor da matriz tem detalhes em ouro. O templo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1941. Um incêndio, em 2002, chegou a destruir a maior parte da igreja, depois recuperada. Um museu ao lado do templo mostra a história da reconstrução.
A partir da edificação religiosa se descortinam a Rua Direita e seu casario colorido e o Museu das Cavalhadas, as ruas do Rosário e da Aurora e a Igreja Nosso Senhor do Bonfim. Bem perto fica a ponte de madeira sobre o Rio das Almas. Sob a construção, o rio presenteia a cidade com minúscula faixa de terra branca, a praia central dos pirenopolinos. Mais adiante estão a Casa de Câmara e Cadeia e o Theatro de Piri.
No caminho dos atrativos culturais sobram lojas de artesanato e ateliês de artistas locais. Já nas cercanias da cidade, a grande atração é a Fazenda Babilônia, que pertence à alegre Telma Lopes.
Englobando casarão, engenho, museu e capela construída pelos escravos, a Fazenda Babilônia é um ícone da história do Brasil Central. O visitante aprecia o cenário, ouve histórias e saboreia um autêntico café sertanejo.
À noite, a temperatura cai e a moda apropriada para o clima frio ganha as ruas. Lampiões iluminam Piri, tornando o passeio ainda mais charmoso. A Rua do Rosário se transforma em Rua do Lazer. Com mesas e cadeiras nas calçadas, bares e restaurantes convidam para romântico jantar ou a diversão em família ou com os amigos.
Exuberância
Os amantes do turismo de aventura e natureza encontram em Pirenópolis um território exuberante. No entorno da cidade, o Cerrado montanhoso abriga cerca de 100 cachoeiras de águas cristalinas, perfeitas para o banho, contemplação e esportes com altas doses de adrenalina.
Piri tem o Parque Estadual Serra dos Pireneus, com rica biodiversidade do bioma, e comporta inúmeras reservas particulares do patrimônio natural, as RPPNs, dotadas de estrutura para visitação.
Numa dessas RPPNs se descortina a Cachoeira do Abade, com 22 metros, a mais alta da Serra dos Pireneus. Uma trilha de pedras leva à queda d´água, que surge imponente do alto de um paredão de pedras multiformes tomadas pelo verde.
No período de seca, a cachoeira forma um lago e pequena praia de areia branca em pleno Cerrado. Mais que o banho, a contemplação é ritual quase obrigatório. Próximo fica a cachoeira do Caniôn.
Dentre os atrativos naturais de Pirenópolis, o Santuário de Vida Silvestre Fazenda Vagafogo é um capítulo à parte. Ali, o visitante se diverte em atividades de educação ambiental, ecoturismo e produção sustentável de alimentos.
A trilha Mãe da Floresta, com 1500 metros, leva a árvores centenárias que margeiam o Rio Vagafogo, com piscina natural e cachoeira. Na entrada, um aviso poético: ´ouça os sons e deixe-os vibrar em você. Sinta a passagem do vento, a textura da terra onde pisa, o frescor da água.´
No retorno ao ponto de apoio, o visitante saboreia o brunch da Vagafogo, farta refeição com mais de 45 itens produzidos na própria fazenda a partir de frutos e ervas do Cerrado. Destaques para o apetitoso e estimulante baru, a erva vinagreira e os sucos de jabuticaba, amora e cagaita, dentre outras guloseimas.
Cavalhadas, mesa farta e artesanato

Quando o assunto é gastronomia, Pirenópolis é uma verdadeira festa e os pirenopolinos se dizem farturentos. Afinal, a mesa é uma fartura só. As doceiras da cidade, como dona Enói, Dora e a simpática Cerize, são ´deusas do sabor´, produzindo doces variados, a exemplo das ´verônicas´; e empadões de todos os tamanhos, onde a guabiroba é o ingrediente especial.
Na cidade, as cozinhas se tornam mais um diferencial, atraindo público para fazendas como a Babilônia e aos restaurantes, em especial os do Centro Histórico. Nesses espaços, a estrutura, preparação dos pratos e o atendimento, dentre outros itens, foram qualificados pelo projeto ´Caminhos do Sabor´, desenvolvido pela Abrasel Nacional, com recursos do Ministério do Turismo (MTur).
A ação de aprimoramento foi executada no ano passado, com a participação de 28 estabelecimentos. Os empresários tiveram noções de gestão financeira do negócio, atendimento e higiene, dentre outros temas. O resultado se vê de pronto ao sentar-se às mesas e se completa com o sabor dos pratos e sobremesas. Frutos da região, como o baru e o pequi, ganharam refinamento, tornando-se acompanhamento ideal para carnes nobres.
Pirenópolis também é pioneira em iniciativas que aliam viagens e gastronomia, um apêndice do turismo de experiência. Exemplo disso é o roteiro em que o visitante participa de almoço em charmosa pousada, com o passeio começando na colheita dos alimentos a serem consumidos e passando pela preparação dos pratos pela chef francesa Mimi.

Outra atração de Piri é o rico artesanato, que conta e preserva a história do lugar. São muitos produtos forjados a partir do isolamento da cidade no passado. Festas folclóricas e populares foram criadas para envolver o povo do lugar e, com elas, objetos identificados com os eventos, belos e notáveis.
Hoje, o artesanato de Pirenópolis apresenta-se ainda melhor e alcançou seu valor real. Isso se tornou possível com a qualificação dos artesãos através do projeto ´Artesanato de Goyases´, oficina realizada, em 2008, pelo Instituto Casa Brasil de Cultura, com recursos provenientes do MTur.
Em Piri, a oficina contou com a participação de 17 artistas locais, como a ceramista Cristina Galeão, Sandra Carvalho, que produz bonecos em cabaças; e as tecelãs irmãs Machadinho. Os trabalhos dos ´alunos´ artesãos ganharam qualidade, exclusividade e, assim, um novo preço.
A qualificação fez os artistas aprimorarem seu ofício, ganharem reconhecimento e agregarem renda. Melhor ainda para os visitantes, que agora adquirem máscaras de papel, estandartes do Divino e dos cavaleiros, jóias, tecidos em tear, cerâmica vitrificada, peças em ferro, quadros de recorte em papel, peças em madeira rústica e outros produtos artesanais com qualidade singular.
Cavalhadas
Não bastassem tantos atrativos, Pirenópolis é a terra das Cavalhadas, ponto alto da Festa do Divino Espírito Santo e principal manifestação religiosa e cultural da cidade. A cada ano, a festa se inicia 50 dias após a Páscoa e tem como figura central o Imperador do Divino.
A programação inclui novenas, pousos, levantamento de mastro, queima de fogos, procissões e reisados e finaliza com as tradicionais Cavalhadas, representação medieval da luta entre mouros e cristãos. A luz das fogueiras e dos fogos de artifício ilumina o céu e se une à chama da fé do povo do lugar e ao brilho das estrelas, tornando Pirenópolis um destino ainda mais especial.
Saiba mais
A cidade de Pirenópolis fica no Cerrado goiano, a 137 quilômetros de Brasília
Como chegar:
De avião – Empresas áreas que operam no Aeroporto Internacional Pinto Martins têm vôos de Fortaleza para Brasília. De lá, o viajante pode ir de ônibus ou aluga um carro e segue pela rodovia GO 225.
Onde ficar:
Pousada Casa Grande – 3331.1758
Pousada Casarão – 3331.2662
Pousada Mandala – 3331.3715
Pousada Arvoredo – 3331.3479
Pousada Taman Baru – 3331.3880
Onde comer:
Chiquinha Bar e Restaurante – 3331.3052
Empório do Cerrado Restaurante e Risoteria – 3331.3874
Restaurante Pedreiras – 3331.1025
Venda do Bento 3331.1162
Café Pireneus – 3331.3047
Atrativos:
Fazenda Babilônia – www.fazendababilonia.tur.br
Santuário Vagafogo – www.vagafogo.com.br
Receptivo:
Brasil Central Turismo Responsável – 3331.3677
Informações turísticas:
Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – 3331.2633
www.pirenopolis.go.gov.br
Código DDD: 62
Fonte: Diário do Nordeste

Detalhe do afresco com o autorretrato aparecendo, de turbante azul
Novo autorretrato do pintor italiano Michelangelo, um dos mestres do Renascimento, foi descoberto na recém-restaurada Capela Paulina, que fica dentro do Vaticano.
A descoberta despertou o interesse de críticos e estudiosos do artista renascentista, informa hoje o jornal La Repubblica.
Segundo o chefe dos restauradores dos Museus Vaticanos, Maurizio de Luca, um “autoritário” Michelangelo aparece num dos dois afrescos da Capela Paulina – o da Crucificação de São Pedro. De turbante azul, o pintor encontra-se ao lado esquerdo da cena, como um dos três cavaleiros romanos que acompanham a crucificação.
O parecer dado por De Luca foi corroborada pelo diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci. “A restauração foi feita de forma excelente. O resto são opiniões. Digo com toda sinceridade: o cavaleiro com turbante parece Michelangelo, embora mais jovem, porque naquela época ele tinha 70 anos”, declarou.
O restaurador e biógrafo do mestre renascentista, Antonio Forcellino, viu o autorretrato e concordou com a identificação que foi feita pelo Vaticano.
“(O autorretrato) faz parte da tradição de Michelangelo” e, “neste caso, aparece de modo evidente o tormento que caracterizava o temperamento do artista, como em cada personagem e em sua obra”, disse.
Sobre o turbante, Forcellino afirmou: “Ele costumava se proteger do pó com um turbante branco quando trabalhava”. E o fato de ele aparecer montado num cavalo não surpreende porque “Michelangelo adorava cavalgar”, acrescentou.
Para a especialista Cristina Acidini, que trabalha nos museus romanos, o Michelangelo da Capela Paulina se parece muito com o famoso retrato do gênio feito por Daniele da Volterra em 1541.
“Sua expressão é de sofrimento, tristeza, tensão, como se compreendesse a injustiça que estava sendo feita” com a crucificação de São Pedro, disse a museóloga.
Fonte: estadao.com.br
Acontece no dia 7 de julho, às 19h, na Casa 12, Largo do Pelourinho, a exposição da mostra Olha Aí o Pelô, que apresenta o resultado do trabalho da primeira turma do Projeto Pelourinho Digital, através do lançamento de um site, uma revista e uma mostra fotográfica que trazem o Pelourinho como temática central.
O Projeto que teve início em maio de 2008, é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia através do Programa Pelourinho Cultural (IPAC), em uma ação conjunta com a Oi Kabum! – Escola de Arte e Tecnologia de Salvador – programa do Oi Futuro em parceria com a Ong CIPÓ – Comunicação Interativa. Não Perca!
Data: 07/07/2009
Abertura: 19h
Local: Pelourinho Cultural – Largo do Pelourinho, nº 12 – Em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Fonte: amphi-sirchal
A Justiça de Diamantina julgou procedente o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e deferiu liminar contra o município de Diamantina e um bancário da mesma cidade que iniciou uma construção irregular no ano de 2006 na região da Serra dos Cristais.
Após representações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Diamantina, fiscais compareceram ao local e constataram diversas irregularidades, como queimadas; supressão vegetal e quebra manual de rochas.
O réu protocolou um projeto de construção junto à Prefeitura Municipal de Diamantina, impetrou um Mandado de Segurança, alegando que possuía autorização do IEPHA. O pedido foi julgado improcedente sob a alegação de que a área se encontrava inserida na Serra dos Cristais, havendo expressa vedação às construções no local, com base na Lei Municipal n.º 2762/2002.
Inconformado com a decisão, o réu interpôs recurso de Apelação, alegando que seu direito de construir não poderia ser suprimido, já que as exigências do Plano Diretor Municipal foram atendidas, além de não existir lei proibindo a construção.
A Justiça julgou improcedente o recurso ressaltando a vigência da Lei Municipal n.º 2762/02 e, enfatizando que a construção iniciada abriria precedentes, culminando com a completa descaracterização da Serra.
Posteriormente, o réu requereu a dispensa da prova pericial, alegando que o município reviu sua decisão de indeferimento do alvará e, conforme documento incluso, expediu o alvará de licenciamento para construção em abril de 2009.
De acordo com o promotor de Justiça Enéias Xavier Gomes, o recente alvará de licenciamento para construção, concedido pela Prefeitura Municipal, mostra-se totalmente descabido tanto formalmente, diante de preclusão de seu indeferimento anterior e dos impedimentos legais que decorrem das legislações municipais, quanto materialmente, considerando os impactos negativos previsíveis, que colocam a Serra dos Cristais em risco de destruição irreversível na paisagem do local.
A liminar concedida determina a cessação imediata das obras de construção e de qualquer atividade que implique em modificação da paisagem natural, sob pena de multa diária de R$1.000,00, determinar ao município de Diamantina a abstenção da concessão de alvarás de construção nos imóveis situados do sopé ao cume da Serra dos Cristais ou de conceder qualquer licença ou autorização que afete a área tombada da Serra dos Cristais, até que seja aprovado no novo Plano Diretor, o qual conterá as diretrizes de proteção e intervenção no referido patrimônio paisagístico, sob pena de multa diária de R$1.000,00 e caso de descumprimento.
Histórico – A Serra dos Cristais em Diamantina vem sendo ocupada irregularmente há anos. Assim, o Ministério Público, por meio de um grupo de estudos, vem realizando reuniões com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Iepha e prefeitura, visando à preservação do local, por meio do uso disciplinado e adequado da área.A grande dificuldade consiste na ausência de legislação delimitando o perímetro da área.
Em reunião realizada na Promotoria do Patrimônio Cultural, em Belo Horizonte, em novembro de 2007, o Iepha se comprometeu a elaborar um dossiê de tombamento da Serra dos Cristais, com a finalidade de subsidiar os estudos pelos órgãos envolvidos.
Em 19 de maio de 2008, a Diretoria de Proteção e Memória do Iepha concluiu os estudos e encaminhou nota técnica ao Ministério Público delimitando os perímetros da área tombada da Serra dos Cristais.
Fonte: Ministério Público do Estado de Minas Gerais
A Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico e Turístico de Minas Gerais ganhou em primeiro lugar o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, edição 2009, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com o projeto de Recuperação de Peças Sacras que concorreu com outros projetos de todo o país na categoria Preservação de Bens Móveis e Imóveis.
O responsável pelo projeto e pela ação do Ministério Público em Minas é o coordenador da Promotoria Estadual, promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda. A formatação do projeto foi feita pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público Estadual (MPE).
“Trata-se do reconhecimento dos resultados de um trabalho desenvolvido com grande dedicação por vários membros e servidores do Ministério Público durante mais de quatro anos. Por isso, a premiação do Programa de Recuperação de Peças Sacras é motivo de grande orgulho e felicidade para todos nós”, afirma o promotor de Justiça Marcos Paulo. “A iniciativa mostra como podemos, usando de nosso próprio pessoal, produzir instrumentos criativos e inovadores para facilitar a atuação do MP. O programa é uma ferramenta de defesa do patrimônio cultural colocada a serviço dos direitos da sociedade”, conclui.
Para o procurador-geral de Justiça, Alceu Torres, “a importante premiação recebida pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico e Turístico vem recompensar o trabalho realizado pelo promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, à frente desta área de atuação tão sensível para a Instituição e que evidencia a cada dia o respeito e o prestígio do Ministério Público de Minas Gerais”.
A cerimônia de entrega das premiações será realizada no dia 14 de outubro de 2009, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília.
A Comissão Nacional de Avaliação apontou os vencedores das sete categorias do prêmio durante reunião realizada em Brasília, na quinta-feira, 25 de junho de 2009.
O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade foi criado pelo Iphan (órgão vinculado ao Ministério da Cultura) em 1987, em reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. Seu nome é uma homenagem ao primeiro dirigente da instituição. Podem concorrer ao prêmio empresas, instituições e pessoas de todo o país.
Sobre a Promotoria Estadual
Em 2003, foi criado em Minas Gerais o Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural das Cidades Históricas com o objetivo de integrar e uniformizar a atuação do MPE nas cidades do Circuito do Ouro e adjacências.
Diante dos bons resultados alcançados, em 16 de setembro de 2005, o MPE instituiu por meio da Resolução 78/2005, com o apoio do Ministério do Turismo, a Promotoria de Justiça Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais.
Primeira do gênero do Brasil, a Promotoria Estadual foi inaugurada em janeiro de 2008 e funciona em sua sede própria na rua dos Timbiras, nº 2941, bairro Barro Preto, em Belo Horizonte..
Resumo da Ação
Consoante é de domínio público, Minas Gerais detém o maior número de bens culturais protegidos do país. Não por outra razão, nosso Estado tem sido vítima constante de ações cometidas contra o seu patrimônio cultural, mormente no que tange às peças sacras existentes em suas igrejas e museus.
Para se ter uma ideia do desfalque sofrido, segundo dados do Iphan, 60% dos bens culturais sacros mineiros já foram retirados de seus locais de origem, encontrando-se atualmente nas mãos de colecionadores e antiquários de outras Unidades da Federação, ou mesmo do exterior.
As quadrilhas que atuam no comércio clandestino de bens culturais são altamente especializadas. Atuam de forma rápida e às ocultas. Selecionam bem as peças que desejam e as destinam, na maioria das vezes, para grandes antiquários.
Objetivando combater esse tipo de crime e cumprir a determinação expressa na Constituição da República que, em seu artigo 23, IV, dispõe que é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, vem desenvolvendo uma série de ações.
A Promotoria Estadual reuniu todos os dados sobre subtrações de peças sacras ocorridas em Minas Gerais mediante consulta em registros policiais, ações penais e dados existentes junto aos órgãos de proteção. A partir da unificação dos dados, foi possível fazer um diagnóstico da real situação em Minas Gerais (mais de 600 peças subtraídas já foram cadastradas), identificar os principais alvos e rotas das quadrilhas e identificar o modus operandi das mesmas.
Reunidos todos os dados sobre as subtrações de peças sacras, fazia-se necessária a criação de uma ferramenta de inteligência para facilitar as ações de combate ao comércio ilícito de bens culturais. Muitas vezes, quando o Promotor de Justiça, a Polícia e/ou os órgãos de proteção (Iphan, Iepha, etc.) suspeitavam da origem de determinada peça durante uma fiscalização, a pesquisa sobre a existência de registro de subtração daquele bem era feita manualmente, baseada em catálogos com centenas de páginas, o que transformava as buscas em uma atividade penosa e, quase sempre, improfícua.
Para superar essa dificuldade, a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, em conjunto com o setor de Informática da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, desenvolveu um software reunindo todas essas informações, tais como medidas da peça (altura, largura e profundidade), características gerais (tipo de material e acabamento), ato de proteção, local de origem da peça, fotos do bem, dados do furto, número do Inquérito Policial etc.
Trata-se de uma ferramenta de inteligência prática, célere e inédita no Brasil, que permite acesso imediato ao banco de dados e pode ser instalada em notebooks, permitindo que, em uma operação fiscalizatória, o programa possa ser utilizado, em tempo real, sem necessidade de conexão com a internet.
Dispondo desta ferramenta, a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico em conjunto com o Centro de Apoio das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária articularam duas grandes operações que foram denominadas “Operação Pau Oco I” e “Operação Pau Oco II”, com o objetivo de verificar junto aos maiores antiquários de Minas Gerais a regularidade da comercialização de bens culturais.
As operações trouxeram resultados positivos. Além do caráter pedagógico destas ações, 38 peças sacras de origem duvidosa foram apreendidas, muitas das quais só foram identificadas devido às informações constantes do Programa de Recuperação de Peças Sacras desenvolvidos pela Promotoria.
Aliando tecnologia, estratégia e articulação com os demais órgãos de proteção, o Projeto de Recuperação de Peças Sacras, desenvolvido pelo Ministério Público mineiro, vem dando importante contribuição ao resgate do patrimônio cultural brasileiro.
Fonte: Ministério Público do Estado de Minas Gerais
O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Rio Grande do Sul, com o apoio da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública, está com inscrições abertas para o curso de dinamização de acervos e bibliotecas destinado a qualificar pessoal de bibliotecas públicas municipais, comunitárias, escolares e público em geral. No mês de julho serão ministrados cursos nos dias 8 e 22, das 9h30 às 16h30, pela bibliotecária Morgana Marcon. As turmas são pequenas e as vagas limitadas. O Sistema mantém ainda mensalmente os cursos de preservação de acervos, encadernação de livros e de braille, com vaga limitadas e inscrições prévias.
O que: Curso de Dinamização de Bibliotecas Públicas
Onde: CCMQ (Andradas, 743, 3º andar).
Informações e Inscrições: fone 3224-5045 ou e-mail sebp@via-rs.net
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura do RS
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Quando volta ao tempo em que dava seus primeiros passos na arquitetura, lá se vão 75 anos, Oscar Niemeyer não consegue se lembrar de nenhum conselho mais valioso que o de Rodrigo Melo Franco de Andrade, no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: “É preciso ler, sobretudo os clássicos.” Niemeyer, que ainda desenvolve projetos ambiciosos com a equipe do seu escritório na Avenida Atlântica, no Rio, passa o conselho adiante em encontros com alunos de Arquitetura. Mas acrescenta outro: ser ousado. “O importante é que o arquiteto tenha a coragem de propor solução audaciosa, pronto a atender, compreensivo, qualquer alteração que o cálculo da estrutura possa sugerir.”
Niemeyer adora falar com estudantes. Pensando neles, criou com a mulher, Vera Lúcia, a revista Nosso Caminho, sobre arquitetura e arte. “Não nos limitamos a divulgar meus projetos, também divulgamos os que se caracterizam pela adoção de formas mais retas e regulares”, explica, em entrevista dada por e-mail. “Se os projetos de Le Corbusier me agradam, agradam-me também as formas mais simples e retas que Mies van Der Rohe preferia.”
O que o senhor diria a um jovem que quer cursar Arquitetura?
Diria a ele que não deveria se limitar a estudar assuntos da profissão. Ao contrário, deveria ocupar-se de tudo que caracteriza este mundo estranho que o espera, e do qual a arquitetura faz parte. Pela leitura ele vai compreender que a vida com seus problemas é mais importante do que a arquitetura, e que terá de enfrentá-los. De outra forma, como muitas vezes acontece, ele poderá se transformar num excelente especialista na área escolhida, mas sem condições de participar da luta por um mundo melhor, a meu ver fundamental. Com relação à arquitetura, deve ter presente que a arquitetura e a técnica caminham juntas nesta procura da forma diferente que vai marcar seu trabalho de arquiteto.
Sua formação foi na Escola Nacional de Belas Artes. O que mais marcou aquele período?
Estudante, frequentei o escritório de Lucio Costa e Carlos Leão, e logo depois trabalhei a convite de Rodrigo Melo Franco de Andrade no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Tudo isso foi muito importante para mim. Lembro Rodrigo a recomendar: “É preciso ler, sobretudo os clássicos, começando por Diogo do Couto, que com tanta clareza escrevia sobre as incursões portuguesas na África.” Recordo como, de minha parte, procurei atendê-lo. Em certa ocasião, agradava-me ler os romances do (Georges) Simenon, que os colegas do escritório desprezavam, vendo-os como narrativas policiais sem maior conteúdo. E lembro, a sorrir, o dia em que os fulminei, contando que acabara de ler Cartas ao Castor onde, satisfeito, (Jean-Paul) Sartre confessava: “Hoje li três livros de Simenon.” O importante é ler; tudo se entrelaça neste mundo perverso em que vivemos. Como a leitura pode nos levar a entendê-lo melhor, e fazer-nos mais simples e generosos! Há mais de cinco anos temos aula de filosofia e cosmologia no escritório, com meu amigo Luiz Alberto Oliveira. Não raro delas saímos pequeninos diante da grandeza do universo, mais conscientes da insignificância do ser humano, certos de que muita coisa não tem a importância que lhe damos, de que o essencial é criar um clima de solidariedade, olhar o nosso semelhante sem procurar defeitos – convencidos de que, como dizia Lênin, 10% de qualidade já basta para nos entendermos.
Foi no escritório de Lucio Costa que o sr. realmente aprendeu o que é ser um arquiteto?
Foi um período de aprendizado num clima de correção e idealismo, que muitos jovens arquitetos não têm a oportunidade de viver.
O sr. costuma receber estudantes para falar sobre o seu trabalho e sua carreira. Eles têm algum interesse específico?
A preocupação deles é compreender minha maneira de trabalhar, como a técnica influi nos projetos e a minha atenção em alcançar a forma diferente – a arquitetura se integrando com as obras de arte, nas quais a invenção e a surpresa são também fundamentais. É o que sempre procuro afirmar nos textos da Nosso Caminho.
Qual a característica fundamental de um bom arquiteto?
Talvez uma intuição criadora especial. Intuição que deve estar combinada à consciência que cada arquiteto deve ter de sua arquitetura.
O senhor, que criou universidades no Brasil e em outros países, gosta de ensinar?
Muitas vezes tenho me encontrado com os estudantes. Neste momento estou realizando encontros com alunos de faculdades de todo o País. Recebo-os numa cúpula em construção, lá no Caminho Niemeyer, em Niterói. Já recebi estudantes e professores da cidade de São Paulo e de Brasília. Meu propósito é continuar a atender estudantes de toda parte. Nos encontros não me limito a discutir os problemas da profissão; detenho-me, sobretudo, nas questões que dizem respeito à própria vida, a este mundo injusto que um dia iremos modificar. Com que empenho lhes falo dos segredos da técnica, que nos permite essa arquitetura diferente, capaz de criar surpresa, o espanto que toda obra de arte deve provocar! Dou um exemplo: estamos construindo um conjunto de prédios importante em Avilés, na Espanha. Uma cúpula de 40 metros de extensão foi prevista. Na construção dessas cúpulas, que normalmente exigiria um ou dois meses, utilizamos um sistema novo de estrutura, que espantou todo o povo de Avilés, vendo-a construída em apenas algumas horas. Ao arquiteto cabe provocar as mágicas que a técnica do concreto armado possibilita.
O sr. acaba de lançar um livro que reúne diversos projetos elaborados nos últimos dez anos. Tem predileção por alguma obra em particular?
Todos esses projetos me são muito caros. Foram realizados com o maior interesse e entusiasmo. Vou me deter num exemplo. Dois meses atrás projetei um estádio, que poderá ser usado, independentemente dos problemas que o mau tempo pode causar. Nesse projeto quatro ou cinco vigas cobrirão o estádio, permitindo que por cima delas se estenda a cobertura de vidro projetada (por baixo, o sistema de iluminação indispensável). Com o trabalho já elaborado foi que consultei o calculista para examiná-lo. O importante é que o arquiteto tenha a coragem de propor solução tão audaciosa, pronto a atender, compreensivo, qualquer alteração que o cálculo da estrutura possa sugerir. Nos artigos da revista que estamos editando fica clara a minha ideia de que arquitetura é invenção, e de que, se nela a curva aparece com mais frequência, ela se impõe como a solução natural em razão dos grandes espaços livres que procuro criar. Não critico os colegas que seguem outra arquitetura. Respeito a dedicação com que, como eu, realizam os seus trabalhos. E é nesse jogo de concepções tão diferentes que a arquitetura, um dia ligada às classes mais desfavorecidas, como desejamos, assumirá afinal o nível social e técnico que ainda lhe falta.
O que o sr. considera mais importante na formação de um arquiteto: cursar uma boa faculdade ou fazer estágio no escritório de um bom arquiteto?
Tenho dúvidas sobre isso. A meu ver, o importante é que o jovem arquiteto não só saia da universidade qualificado para desenvolver as suas atividades, mas também esteja preparado (e, para isso, a leitura é fundamental) para compreender o drama do ser humano, participar da vida política e contribuir para a construção de um mundo mais solidário e fraternal.
Fonte: estadao.com.br
O Vaticano afirmou que a restauração de uma capela que incluía dois afrescos de Michelangelo foi terminada. Representantes do Vaticano disseram nesta terça-feira, 30, que a restauração de cinco anos e US$4,5 milhões foi financiada por doadores privados.
A Capela Paolina, no Palácio Apostólico, é usada pelo papa e não fica aberta para o público geral. Ela tem afrescos de Michelangelo sobre a conversão de São Paulo e sobre a Crucificação de São Pedro.
O papa Bento XVI vai inaugurar a capela restaurada com uma missa no sábado, 4.

Visão do teto da Capela Paolina que apresenta afrescos de Michelangelo.

Afresco de Michelangelo sobre a conversão de de São Paulo.

Afresco de Michelangelo sobre a Crucificação de São Pedro.
Fonte: http://www.estadao.com.br
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