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O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem “Billie Jean”, nem “Beat it”, e sim a ecológica “Earth Song”, de 1996. A letra fala de desmatamento, sobre pesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O detalhe: “Earth Song” nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
http://sorisomail.com/email/12091/clip-censurado-nos-eua–mickael-jackson-.html
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.
Fonte: http://sorisomail.com
Por Telmo Padilha Cesar*
O continente brasileiro definido como “um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas que beleza!”, não é só um refrão de “País Tropical”, letra da canção criada por Jorge Duílio Lima Meneses, mais conhecido por Jorge Ben Jor, e interpretada em todos os cantos por inúmeros artistas, em diferentes ritmos. É, acima de tudo, um hino de louvação à Pátria, ao povo e a simplicidade das coisas que são suficientes para lhe dar felicidade. O “carnaval, um fusca, um violão, uma nêga chamada Tereza” e “um time de futebol”, exprimem, no contexto da letra, aquilo que um carioca, no seu modo de vida, entende como bastante para ser feliz. Abrir um artigo sobre turismo, expondo uma só letra e música é pouco, mas é exemplo. É pouco, mas é da nossa cultura. É mínimo, mas é patrimônio imaterial querido, reconhecido e apropriado por todos os brasileiros. Ninguém, em lugar nenhum, pode falar de turismo sem falar de gente, de povo, de seus atributos positivos e, principalmente, de seu patrimônio imaterial, natural ou material.
Isto porque, é só neste lugar chamado Brasil que se encontra esta incrível e única diversidade de etnias, de modos de viver e de fazer, de costumes, de culinária, de folclore, de comemorações, de artesanato, de ritmos, de lendas, de miscigenação, de artes, de formas de expressão, de festas, de crenças e de histórias, vivida e oral, a conviver em absoluta paz. Cada um de seus 26 “estados-nação”, do Oiapoque ao Chuí, estão repletos de riquíssimos fatos e relatos de lutas, de grandes personagens que defenderam, cada um a seu tempo, forma e jeito, as fronteiras da Pátria Brasil desde o seu descobrimento. Esta diversidade quase nos permite dizer que vivemos em 26 países sem fronteiras, mas com dois corações, duas bandeiras, abrigados por um só manto formado por um retângulo verde, um losango amarelo, um círculo azul cortado por um lema e salpicado de estrelas brancas.
O “tropical” fica por conta do nosso patrimônio natural como as praias paradisíacas onde se relaxa e se assume a indolência; de cenários formados por majestosas montanhas, cataratas, cascatas e abismos, onde entendemos a envergadura e a força da natureza, obrigando a reflexão sobre o nosso lugar neste Planeta; dos contrastes entre cerrado e caatinga, contrapondo com a exuberância de matas virgens e selvagens, mescladas com rios caudalosos que são valorizados e invejados pelo mundo inteiro. Além, de todas estas atrações que interessam aos humanos, ainda estamos descobrindo, de forma corajosa e lenta, em nosso subsolo e solo, riquezas arqueológicas e paleontológicas. Duas importantes fontes de acervo para a criação de museus, que têm, sem dúvida, grande força de atração e interesse para o turista interno e externo.

Igreja de São Francisco de Assis - Ouro Preto/MG
Resta, por fim, abordar as raízes e as marcas da nossa evolução, o registro do nosso desenvolvimento através de diferentes ciclos econômicos, identificados por monumentos que compõem o nosso patrimônio material histórico, arquitetônico e artístico. São registros que formam um gigantesco acervo erguido e produzido pela mão e talento de mestres e artesãos espalhados por estes 26 “estados-nação”. No extremo norte, o monumental Teatro Amazonas; em Ouro Preto, Minas Gerais, a Igreja de São Francisco; já no extremo sul, a Enfermaria Militar, em Jaguarão. Três exemplos, entre milhares de obras que não têm receita, não têm cópias e são irreproduzíveis, sem contar as artes plásticas. Jamais vamos ter obras de Aleijadinho, que consagrou o barroco brasileiro, um Mestre Ataíde para nos ensinar a pintura ou um Grand Jean de Montigny para traçar o estilo neoclássico na arquitetura. Cravados e reverenciados com orgulho em quase todos os 5.565 Municípios deste Continente Brasil, os nossos monumentos históricos edificados são testemunhos vivos e, junto com nossas obras de arte, de extremo valor para a autoestima dos habitantes que se apropriam deste patrimônio. Quando esta apropriação e consequente valoração pela sociedade acontece, por tradição, por educação, por inteligência ou por empreendedorismo, se transformam em robustos alicerces para o desenvolvimento e exploração de um turismo cultural sustentável – o verdadeiro.
Este é, no seu conjunto, o Patrimônio Cultural Brasileiro. Sem gente, sem patrimônio imaterial, natural e material, não existem insumos, nem atividade turística completa. Menos ainda o desenvolvimento social, cultural, educacional e econômico que a gigantesca e milionária cadeia produtiva deste setor pode produzir em qualquer parte do mundo. Basta somente que o Estado, em todas as suas instâncias, tenha a compreensão necessária e a devida vontade política de fazer acontecer a sua preservação, manutenção, promoção e divulgação. Estas “obriga-ações”, já poderiam estar em níveis mais elevados.
O que os meios de comunicação registram todos os dias, de forma deprimente, são os protestos da parcela mais lúcida da sociedade civil, denunciando depredações, destruição, incêndios, roubos e invasões que dilapidam o nosso patrimônio, principalmente o edificado e o natural. Cercados por inimigos conscientes e inconsequentes, que se tornam predadores selvagens, tais como a especulação imobiliária e o vandalismo, contam ainda com a indolência e, por vezes, a cumplicidade de proprietários e de órgãos fiscalizadores. O lamentável e inaceitável é o uso compulsivo e insano da expressão “em nome do progresso” como justificativa à destruição da História. Uma expressão cínica, fabricada pela conjuntura de uma sociedade capitalista contaminada pelo consumismo e pela descartabilidade.
É preciso registrar que o Patrimônio Cultural Brasileiro é, teoricamente, o patrimônio mais bem tutelado do mundo, desde o Decreto-Lei nº 25, de 1937; do Decreto-Lei nº 2.848, de 1940 (Capítulo IV, art. 163, parágrafo único, inciso III, arts. 165 e 166); da Carta de Veneza de 1964, da qual o Brasil é signatário; da Constituição Federal de 1988 (Capítulo III, Seção II, arts. 215 e 216); do Decreto nº 6.514, de 2008, além de leis estaduais e municipais de proteção ao patrimônio cultural, nas suas respectivas jurisdições, quando existem. Qualquer avaliação sobre aplicação, regulamentação e fiscalização destas leis – atividades inerentes ao Estado –, anseio da sociedade, fica por conta do leitor.
Felizmente, é bom registrar que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, guardião do Patrimônio Cultural Nacional, criado pelo Decreto nº 25, de 30 de novembro de 1937, somente teve a sua estrutura regimental e quadro de cargos e funções conquistados, com luta histórica, através do Decreto nº 6.844, de 07 de maio de 2009, setenta e dois anos depois da sua criação. Em resposta à sociedade e demonstração da eficiência de seu pessoal, o IPHAN já publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 187, de 09 de junho de 2010, definindo todos os procedimentos legais para a fiscalização, apuração e imposição de sanções às atividades e condutas lesivas ao Patrimônio Cultural Edificado Nacional. Um gigantesco avanço que, infelizmente, não acontecerá tão célere em boa parte dos Estados e na maioria dos 5.565 Municípios que ainda não têm leis de proteção relativamente ao patrimônio cultural.
A Política Nacional de Turismo, instituída pela Lei nº 11.771/2008, define as atribuições do Governo Federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico. Portanto, temos uma política pública para o turismo que felizmente prevê, de forma clara e objetiva, um conjunto de ações diretas para “criar e implantar empreendimentos destinados às atividades de expressão cultural, de animação turística, entretenimento e lazer e de outros atrativos com capacidade de retenção e prolongamento do tempo de permanência dos turistas nas localidades” e “preservação da identidade cultural das comunidades e populações tradicionais eventualmente afetadas pela atividade turística” (art. 5º, incisos VII e IX).
Em publicação com 160 páginas, o Ministério do Turismo lançou, em 21 de junho deste ano, o Documento Referencial do Turismo no Brasil 2011/2014¹, durante reunião do Conselho Nacional de Turismo, contendo dados recentes e projeções visando a realização da Copa do Mundo. São números positivos e otimistas que devem ser analisados em profundidade pela cadeia produtiva do setor, principalmente por empreendedores, que vão encontrar excelentes oportunidades de novos negócios. Em que pese a situação econômica mundial, sua lenta recuperação e solavancos promovidos pelos números de países europeus, a expectativa para o fluxo de visitantes do exterior é positiva. Resta a esperança de realização dos investimentos estatais programados para a infraestrutura, segurança pública, mobilidade urbana, aprimoramento e qualificação da mão de obra que atua nas diferentes atividades da cadeia produtiva do turismo, além de investimentos privados fundamentais ao conforto e aprovação dos visitantes. Esperamos, no entanto, que não se apresentem projetos que resultem na destruição do que é patrimônio cultural, neste caso, em nome da economicidade, ou pior, em nome da “Copa do Mundo”.
Enfim, temos uma bússola representada por leis, planos e políticas que visam o planejamento de fortes investimentos em benefício do turismo e do País, com a realização de Copa do Mundo de Futebol servindo de locomotiva e motivação.
Entretanto, é preciso ressaltar que aquilo que é plano ou política pública nacional, muitas vezes não chega em grande parte dos 26 Estados e muito menos nos 5.565 Municípios, todos células brasileiras ricas em atrações, incluindo-se nesta situação a relação incompleta das chamadas “Cidades Históricas”, sempre dependentes de um núcleo de comando e de sociedades que sequer têm conhecimento, compreensão, capacitação ou vontade política de aproveitar este baú de vantagens para incrementar uma indústria tão poderosa como o turismo. Uma das sementes que poderia vingar, visando o incremento do turismo interno, é o intercâmbio interestadual ou intermunicipal de turismo cultural, oferecendo aos brasileiros do Chuí a oportunidade de conviver e conhecer os hábitos e costumes dos brasileiros do Oiapoque e vice-versa. Outra, é o incentivo à disseminação das pousadas, principalmente nas pequenas cidades que estão distantes dos grandes centros e alijadas de qualificadas redes hoteleiras e de outras atrações de lazer e entretenimento. No entanto, são as pousadas, primeiro degrau da atividade hoteleira, a maneira adequada para integrar o visitante no modo de vida dos habitants, incorporando, por vivência e osmose, o espiríto e o amor do e pelo lugar, além de estimular o empreendorismo e a geração de renda.
O reconhecimento da importância de nosso patrimônio cultural, sua conservação, manutenção, incentivo, promoção, divulgação e sua condição como insumo fundamental para o turismo tem pela frente um contexto único e favorável.
O Patrimônio Cultural do Continente Brasil agradece e torce para que o tempo, a inteligência, a eficiência das autoridades públicas e a fundamental participação da sociedade façam amadurecer um maior número de reflexões nesta área, fórmula única para enriquecer, contribuir e desenvolver o turismo cultural em nosso país, melhorando a qualidade de vida dos filhos desta terra e dos filhos de outras terras que aqui aportem.
Nota
¹ A fonte mais completa de números sobre o turismo no Brasil estão no Documento Referencial do Turismo no Brasil 2011/2014, publicado recentemente pelo Ministério do Turismo.
*Telmo Padilha Cesar é Coordenador de Projetos da DEFENDER – Defesa Civil do Patrimônio Histórico/Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Certificação Federal e Estadual/RS).

Artigo publicado na Revista Jurídica Consulex, Ano XIV – nº. 324, 15 de julho de 2010
Fonte original da foto: http://www.starnews2001.com.br/aleijadinho/sao-francisco.htm
Fonte: Revista Jurídica Consulex
O trabalho de restauração de patrimônios históricos e culturais, restrito a poucos especialistas, está sendo disseminado nacionalmente através do projeto Oficina-Escola de Artes e Ofícios (Poeao), realizado em diversas cidades brasileiras. Aqui na região, em Iperó, jovens a partir de 16 anos de idade são responsáveis pelo restauro de prédios históricos como a Igreja de São Jorge, no bairro George Oeterer; o antigo prédio do Pernoite, onde os maquinistas descansavam para pegar outra composição; a fachada das casas da Vila Ferroviária; e, agora, e o armazém de triagem de cargas da ferrovia, que está prestes a ser concluído. O local deve abrigar o Centro de Convivência da Terceira Idade (Ceconti), que atende 180 associados. A restauração, que contou com apoio da Prefeitura, envolveu tanto a parte estética quanto a parte estrutural do prédio.
Edmir Domingues, coordenador do projeto em Iperó, afirma que a Oficina-Escola funciona na cidade há três anos. Atualmente, 22 jovens aprendem a arte do restauro. São ensinados trabalhos em diversas áreas, como a de pintor restaurador, a de restauração de madeira e ferragem, enfim, todas ligadas à recuperação de imóveis, tanto na parte interna quanto externa, afirma. Ao todo são 29 cursos voltados ao restauro.
Conforme Edmir, o projeto ganhará outro nome: Núcleo de Preservação do Patrimônio Histórico, já que passará a ser ligado ao Senai. A coordenação nacional continua sendo do professor Júlio Barros, fundador do Oficina-Escola. Com o apoio do Senai, o projeto se fortalece ainda mais.
Júlio Barros, que se especializou em Restauração de Bens Culturais Móveis na Alemanha, explica que os jovens se interessam muito pelo ofício, que oferece oportunidade principalmente aos de baixa renda. A gente tem uma estatística de 85,6% de empregabilidade, inclusive somos premiados pelo programa de empregabilidade juvenil da Unesco, afirma.
Os participantes do projeto recebem uma bolsa de incentivo, cujo valor varia de acordo com a região e que fica em torno de R$ 210,00. Existe um plano de carreira para esse jovem. Depois de seis meses ele passa de aluno a monitor, depois vai para oficial de instrução e assim por diante, até chegar a mestre e assumir uma cidade, conta.
Ainda de acordo com Júlio, a formação desses alunos é baseada nas Câmaras de Artes e Ofícios da Alemanha. É uma experiência interessante porque o resultado do aprendizado deles vira obra pronta. É raro ter profissionais especializados nessa área, então estamos construindo a estrutura necessária para deselitizar essa cultura do patrimônio histórico, que tem pouco acesso. Em Iperó, por exemplo, a cada final de curso inaugura-se um prédio útil para a comunidade. Essa é uma proposta muito sustentável e inteligente porque possui metodologia usada na reconstrução da Alemanha.
Sorocaba
Júlio Barros agora espera poder trabalhar com esse projeto em Sorocaba, já que toda a história do Senai começou aqui. Gostaria de recuperar a fachada do Palacete Scarpa. Seria um prêmio pra mim. Estamos elaborando um projeto para apresentar à comunidade de Sorocaba, com patrocínio e tudo. Temos parceiros querendo investir na região. Somente pelo Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas) vão ser investidos mais de R$ 200 milhões. Queremos apresentar o programa para Sorocaba. Nós somos autossustentáveis, já entramos com patrocínio, com recursos do Senai, do Governo do Estado e ainda da União, afirma.
De menino de rua a restaurador
O fundador e coordenador nacional do projeto Oficina-Escola de Artes e Ofícios (Poeao), o professor Júlio César Victória Barros, foi menino de rua. Ele conta que vivia em Minas Gerais e graças a um restaurador aprendeu o ofício. Se interessou pelo trabalho e se formou em Restauração e Conservação de Bens Móveis pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). Em seguida, foi para a Bahia, onde tornou-se restaurador do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado. Entre os mais diversos trabalhos, ajudou a recuperar o Pelourinho. Foi nesse momento de sua vida que Júlio conheceu Hans Dohle, responsável pelo Centro Europeu de Restauro de Essen. Hans gostou do trabalho de Júlio e o convidou para ir até a Alemanha, onde pôde especializar-se ainda mais. Ele é um dos mais importantes nomes da educação profissional da Alemanha. Foi Hans quem implantou a reforma na Alemanha após com a queda do muro de Berlim. Lá ganhei um prêmio e fui conhecer as escolas de ofício. Comecei a estudar o método deles e depois escrevi o meu próprio método, relata.
De volta ao Brasil, Júlio foi para São Paulo e conheceu Paulo Skaf, que o colocou no Ciesp para fazer esse trabalho pelo Senai, parceria que veio para fortalecer o projeto, que desde o ano passado conta com certificação e oportunidade de ingresso ao mercado de trabalho. Empresas patrocinadoras também apoiam com recursos financeiros.
Gratidão
Emerson da Silva Santos tem hoje 25 anos de idade e coordena o projeto de restauração em Iguape. Ele iniciou na Oficina-Escola de Artes e Ofícios um pouco antes de completar 16 anos de idade, como aprendiz, em Santana do Parnaíba. Depois, foi uma sequência de mudanças: Pirapora do Bom Jesus, São Luiz do Paraitinga, São Paulo (onde restaurou o Conservatório Dramático de Música), Iperó e, em 2007, para a França, onde recebeu prêmio pelo projeto. A cada passo, as funções foram aprimorando, de aprendiz tornou-se monitor, instrutor, contramestre…
Finalmente Emerson foi parar em Iguape, onde hoje coordena o curso. O projeto tem estrutura. Oferece aos jovens moradia, alimentação, transporte para ver a família, enfim, tem todo esse auxílio. As oportunidades que me foram oferecidas eu soube aproveitar e até hoje estou me beneficiando delas para conquistar objetivos na vida. Hoje eu me considero um restaurador, afirma.
Atualmente Emerson orienta 64 alunos. A gente sempre espera ter uma chance, mas a forma com que ela aparece na sua vida e como você vai se sobressair é impressionante, fascinante, você descobre o seu valor e o que pode fazer em prol da sociedade. Meu maior presente é um aluno agradecer e dizer que aprendeu alguma coisa comigo. Outra coisa é que eles exigem que tenha curso superior, então eu estou fazendo Pedagogia. Muitas vezes eles mesmos nos encaminham para uma faculdade. O objetivo é você se desenvolver cada vez mais. Se não fosse a perseverança do professor Júlio, de acreditar nesse projeto, e de tudo o que ele faz para que realmente as coisas aconteçam, na verdade eu hoje não trabalharia na área de restauro, então minha trajetória é uma forma de agradecimento por tudo que ele fez pela gente.
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Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


Fonte: Luiza FN Carvalho
Arqueólogos descobriram 79 ossadas humanas dentro de uma muralha da fortaleza de Kuélap, no departamento (estado) peruano do Amazonas. O local havia sido danificado por chuvas e passava por restauração. O pesquisador que comanda o trabalho arqueológico no local, Alfredo Narváez, disse à imprensa local que a maior parte das pessoas enterradas ali são adultos. Ele acredita que os restos mortais sejam dos séculos VII e VIII.
A região da fortaleza Kuélap foi habitada pelos índios chachapoyas desde o século VII até a chegada dos espanhóis, quando a abandonaram. Ela teria sido construída até o ano 1.000. É uma das mais imponentes construções do Peru pré-colombiano, depois de Machu Picchu, e conta com 1.600 metros de muralhas de 20 metros de altura.
De acordo com Narváez, os corpos estavam sepultados em outro lugar, e depois foram transferidos para a muralha, o que explicaria o fato de serem mais antigos que a construção. Os chachapoyas foram um povo guerreiro que durante séculos resistiu ao domínio inca, mas acabou subjugado pouco antes da chegada dos colonizadores espanhóis.
Eles habitavam uma área montanhosa no limite entre os Andes e a floresta amazônica. A fortaleza Kuélap está a 3 mil metros de altitude e o rio mais próximo é o Utcubamba, que deságua no Marañon, importante curso d´água que, centenas de quilômetros à frente, acaba por desaguar no Rio Solimões, no Brasil.
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Fonte: Midia News
A demora na assinatura do contrato entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura para uso do patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) levou a procuradora-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) na cidade, Caroline Busetti, a solicitar a revogação da portaria 219 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O documento autorizava a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) a ceder provisoriamente a área para o instituto.
Segundo Caroline, o Iphan não cumpriu o prazo, encerrado sexta-feira, para finalizar o acordo entre as partes. Vinculado ao Ministério da Cultura, o Iphan havia manifestado interesse em intermediar a cedência por ser uma autarquia do governo federal responsável pela preservação do acervo patrimonial. Isso significa que o projeto deve atrasar ainda mais.
– Por vários momentos, desde o mês de maio, quando houve a primeira reunião, os representantes do instituto ficaram titubeando em relação ao compromisso – critica a procuradora.
Na última segunda-feira, um pedido de adiamento do prazo por mais 15 dias desagradou Caroline. Ela acredita que o acordo possa ser celebrado diretamente entre a SPU e o município, sem a participação do Iphan, o que deve ocorrer caso o pedido de revogação for acatado.
– Seguidamente recebemos pedidos de leituras de processos com mais de 200 páginas para serem respondidos em 48 horas. Acredito que tenha sido tempo suficiente. O não cumprimento do prazo significa falta de interesse – acredita a procuradora.
A falta de definição a respeito da responsabilidade na gestão do patrimônio da antiga RFFSA é um dos motivos, segundo a prefeitura, que emperram investimentos públicos na gare central, nos arredores da Secretaria Municipal da Cultura, no bairro São Pelegrino e nos cerca de 12 quilômetros de linha férrea na faixa de domínio que se estende até o bairro Forqueta. Por meio da assessoria de imprensa, o Iphan afirma ter solicitado ampliação do prazo para resolver questões jurídicas que precisam ser esclarecidas.
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Fonte: Pioneiro
Comitiva da cidade está em Brasília acompanhando a votação; integrantes estão otimistas porque acreditam ter cumprido requisitos.

A secretária de Estado da Cultura Eloísa Galdino confirmou na tarde desta sexta-feira, 30, o favoritismo da Praça São Francisco para se tornar Patrimônio Histórico da Humanidade. Uma comitiva de quinze pessoas está em Brasília acompanhando a 34ª sessão aberta pelo comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que deve chancelar o título.
Os integrantes do grupo sergipano que acompanha a reunião fazem parte de órgãos como Iphan, Governo de Sergipe e da Prefeitura Municipal de São Cristóvão. A votação deveria ocorrer nesta tarde. Mas segundo a secretária, houve um atraso em outras pautas que antecedem o processo e por isso a decisão só deve sair na noite desta sexta, ou na manhã deste sábado, 31.
“Estamos com grande expectativa pelas ações que o Brasil tem colocado nas discussões quanto aos patrimônios históricos. O clima é favorável ao título porque o Governo cumpriu todas as etapas e exigências da Unesco”, afirma Galdino. Vinte e um países devem votar. Só isso, segundo a secretária, já garante grande visibilidade ao Estado de Sergipe. “A praça é o único candidato do Brasil a Patrimônio. Nós queremos voltar com esse título para Sergipe porque assim, ficaremos marcados no cenário do patrimônio histórico mundial”, completa.
O prefeito de São Cristóvão, Alex Rocha, acredita que a comitiva voltará com boas notícias para a cidade. “Queremos e vamos sair daqui com o resultado nas mãos”. A secretária de Cultura do Município, Aglaé Fontes, acompanha a sessão desde a última quinta-feira, 29. “Nós dependemos do parecer de 21 países, eles analisam muita coisa, como detalhes técnicos. Mas, apesar da demora no resultado a animação está de pé”, completa.
Confiante, Luiz Alberto Santos, subsecretário de Patrimônioe Cultural (Subpac), disse que está muito tranqüilo, pois todas as exigências da UNESCO foram rigorosamente cumpridas. “Fizemos tudo que estava ao nosso alcance. Nós, Prefeitura, Estado e Governo Federal nos unimos para fazer tudo, exatamente tudo que foi pedido por eles. Tenho total convicção que o título já é nosso” completa. Com informações da Ascom/PMSC.
Fonte original da notícia
Fonte: Infonet

Machu Picchu e Jerusalém.
Os Estados Partes da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial decidiram na noite desta quinta-feira (29) não incluir Machu Picchu, no Peru, na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo. O Comitê recomendou, no entanto, a aplicação de um mecanismo de acompanhamento reforçado e que o Centro do Patrimônio Mundial e as entidades consultivas ajudem a manutenção do sítio. A decisão foi consoante com a vontade da delegação peruana.
Já a Cidade Velha de Jerusalém e seus muros, ameaçados por escavações em sua área envoltória, foram mantidos na Lista do Patrimônio em Perigo. O Comitê lamentou que as pesquisas arqueológicas tenham avançado recentemente e também recomendou acompanhamento reforçado.
Os brasileiros, favoráveis à resolução, lembram que o estado de deteriorização de Machu Picchu se deve aos fortes temporais que recentemente atingiram o local e não tem relação com o esforço das autoridades em conservar o sítio. O Brasil possui 17 bens na Lista do Patrimônio Mundial e nenhum deles está em perigo.
Machu Picchu
O Santuário Histórico de Machu Picchu, localizado a 2.430 metros de altitude, é considerado pelo Comitê do Patrimônio Mundial uma das criações urbanas mais fantásticas do Império Inca. Com paredões, terraços e rampas que parecem naturalmente esculpidos pela natureza, em meio à vegetação da floresta tropical da América do Sul. Machu Picchu está inscrito desde 1983 na Lista do Patrimônio Mundial.
Jerusalém
A cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos sempre teve grande importância simbólica e possui cerca de 220 monumentos históricos, decorados com formas geométricas e florais. A Cidade Velha e seus muros entraram na Lista do Patrimônio Mundial em 1981 e, no ano seguinte, foram inscritos na Lista do Patrimônio em Perigo.
Fonte original da notícia
Fonte: http://www.farolcomunitario.com.br
No próximo domingo, dia 1º de agosto a AMeHSP – Associação Amigos da Memória do Hospital Psiquiátrico São Pedro vai realizar o seu já tradicional Brechó e Bazar. Nesta edição, o local escolhido para a realização do evento é a antiga Residência da Família BONI, e atual sede do INT – Instituto NT de Cinema e Cultura (Rua Marques do Pombal, 1111, Bairro Moinhos de Ventos).
O Bazar & Brechó oferecerá um acervo de peças masculinas e femininas de diferentes estilos e épocas, acessórios, objetos de decoração atuais ou não, trabalhos artísticos, livros, itens de colecionadores. Conhecer o INT, contribuir para a preservação do Hospital São Pedro participando de uma atividade da AMeHSP, e ainda garimpar uma peça inesperada são alternativas para um bom domingo, todas no mesmo lugar. Lembrando que o acesso ao evento é livre, sem cobrança de ingresso.
A Associação de Amigos da Memória do Hospital São Pedro, organização não governamental, já com sete anos de existência plenamente regularizada, é formada por artistas plásticos, arquitetos, jornalistas, engenheiros, professores, e profissionais liberais. A Associação realiza ações diversificadas visando à restauração do magnífico complexo histórico daquele hospital centenário, que uma vez restaurado abrigará espaços destinados à Saúde Mental, Educação e Cultura.
A organização deste evento conta com a participação de muitas pessoas, ligadas ao INT e a AMeHSP, entre elas Gisele Yarochewsky, Fernanda Canani, Renata Galbinski, Cylene Dallegrave, Vera Callegaro, Neca Aranha, Ana Maria Pessoa de Brum, Andréa Bonow, Lene Mostardeiro, Adriana Marques, Milton Lopes, Isabel Paiva.
Bazar & Brechó
Data: Domingo 1º de agosto de 2010
Horário: das 11h às 17h
Local: Instituto NT de cinema e cultura- Rua Marques do Pombal, 1111, Bairro Moinhos de Ventos
Fonte: AMeHSP
O projeto para criar uma zona de proteção em torno da área tombada de Brasília será concluído em até um mês e, em seguida, vai se transformar em uma portaria federal, que terá força de lei. Como o Correio mostrou na edição de ontem, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quer fixar normas mais rígidas para a ocupação de cidades vizinhas à área definida como Patrimônio Mundial da Humanidade. O objetivo é reduzir a pressão sobre o Plano Piloto e, principalmente, preservar a visibilidade da linha do horizonte a partir do centro de Brasília. A portaria federal poderá inclusive fixar limites de altura para prédios, e o Iphan terá poder de embargar obras que desrespeitem as novas diretrizes.
A ideia do instituto é criar um cinturão de proteção em torno do Plano Piloto. Pela proposta em elaboração, a nova área vai abranger os lagos Sul e Norte, Guará, Riacho Fundo I e II, Núcleo Bandeirante, Águas Claras e parte de Taguatinga, além de todas as unidades de preservação ambiental vizinhas à área tombada, como a Floresta Nacional de Brasília. Os estudos para a criação da portaria do Iphan foram realizados pelo Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército, que é parceiro do instituto na delimitação da nova área de preservação.
São duas as principais preocupações do Iphan ao elaborar a portaria. A primeira é evitar o adensamento excessivo e desordenado das regiões vizinhas à área tombada, o que causaria um aumento desproporcional no número de carros, agravando os problemas de trânsito da região central. “Queremos preservar a paisagem da cidade e também o meio ambiente. Prédios altos em volta do Plano Piloto podem prejudicar a visibilidade da linha do horizonte, que é um dos conceitos básicos do projeto urbanístico da cidade”, explica o superintendente do Iphan no DF, Alfredo Gastal.
A definição dos limites da zona de proteção da área tombada está relacionada à poligonal da Bacia do Paranoá e sinaliza a segunda preocupação do órgão. A criação do cinturão é ligada também ao relevo do Distrito Federal, ou seja, regiões mais altas, e portanto com mais visibilidade, podem sofrer um controle maior. “Nosso grande objetivo é que não surja uma nova Águas Claras. Não temos um sistema de transporte público eficiente para suportar esse adensamento”, diz Alfredo Gastal.
O superintendente do Iphan diz que vai buscar apoio do GDF para concluir o projeto. Ainda falta a definição de todas as regras técnicas, que vão variar de acordo com cada região. A ideia do instituto é que a definição da zona de proteção da área tombada seja vinculada ao Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília, que atualmente está sendo elaborado por uma empresa contratada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente.
Resistência
Apesar de os estudos para definição da área estarem avançados, já cresce a resistência de alguns setores contra a iniciativa. Empresários, principalmente os ligados ao setor imobiliário, temem que o projeto seja na prática uma tentativa de o Iphan expandir a sua área de atuação. Para o presidente do Sindicato das Empresas da Construção Civil, Élson Póvoa, não há necessidade de criar esse cinturão de proteção. “A população brasiliense sabe bem o que pode ser feito na cidade e todos defendem a importância de preservar Brasília. Mas não podemos engessar ainda mais a cidade, nem fixar regras tão rígidas a ponto de impedir a cidade de crescer”, argumenta.
O superintendente do Iphan, Alfredo Gastal, garante que a intenção do órgão não é congelar totalmente a expansão urbana: “O objetivo do projeto não é o de mumificar o bem tombado, a cidade tem que ser viva”. Essa é a primeira iniciativa do Brasil de criar uma zona de proteção em torno de cidades classificadas como Patrimônio Mundial da Humanidade. Depois da implantação do cinturão brasiliense, a ideia poderá ser estendida a outras regiões.
Novas Indicações
Os representantes do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, reunidos em Brasília desde o último domingo, decidiram ontem incluir novos sítios na lista dos bens em risco. A Catedral Bagrati e o Monastério Gelati, na Geórgia, passam a integrar o rol de locais que podem perder o título concedido pela Unesco em 1994. No entendimento dos técnicos do órgão, o governo da Geórgia fez intervenções na catedral que comprometeram o conceito e a autenticidade do monumento. O comitê orientou ainda o governo a estabelecer diretrizes para ordenar o turismo e o uso dos monumentos históricos. A catedral e o monastério da Geórgia são considerados os principais legados da arquitetura medieval no país.
Fonte original da notícia
Fonte: Correio Braziliense
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