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Edgard Cine-Teatro, em Cataguases, busca recursos para recuperação do espaço. Município procura solução em conjunto com o Iphan, para que cinema não perca sua característica.

Alvo de uma onda de boatos que dão conta que o imóvel estaria pronto para ser transformado em igreja ou até mesmo supermercado – a exemplo de tantos de seus iguais Brasil afora –, o Edgard Cine-Teatro, de Cataguases, na Zona da Mata, carece de uma ação planejada para obtenção de recursos para o equipamento e restauração do equipamento cultural, da década de 1950, tombado pela municipalidade e pelo governo federal.
A afirmação é do arquiteto Ulisses Lins, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-MG), que participou do encontro do secretário municipal de Cultura de Cataguases, José Vitor Lima, com o superintendente do órgão no estado, Leonardo Barreto de Oliveira. Joia da arquitetura modernista mineira, tombada conjuntamente em 1994, pela importância do movimento que também legou à cidade outros imóveis de arquitetura moderna, o Edgard, de 960 lugares, é atualmente o maior espaço do gênero na região, onde os cinemas mais próximos estão a 70 quilômetros (Muriaé) e até a 120 quilômetro (Juiz de Fora). “Em cartaz no local, Eclipse vem batendo recordes de público”, garante o secretário José Vitor, sem ocultar a necessidade de obras no Edgard Cine-Teatro.
Construído na última década do século 19, em estilo eclético, o prédio que abriga o cinema foi feito no local do Cine Teatro Recreio, no qual o cineasta Humberto Mauro exibiu as primeiras produções para a população de Cataguases. De autoria dos arquitetos Aldary Henriques Toledo e Carlos Leão, o imóvel teria se transformado em alvo de boataria, segundo o secretário municipal de Cultura, depois que a cidade da Zona da Mata abrigou um encontro de cineastas. No Portalcataguases.com, no entanto, Mário Chrispim escreveu que há inclusive um curta-manifesto a respeito da notícia, feito especialmente para ser exibido em forma de protestos em canais abertos de TV e festivais.
Na reunião de ontem, em Belo Horizonte, do secretário de Cultura da cidade, José Vitor Lima, com o superintendente do Iphan-MG, Leonardo Barreto de Oliveira, não houve nenhum resultado objetivo. “Desconhecemos qualquer oferta aos proprietários do cinema para a venda do imóvel”, garantiu o arquiteto Ulisses Lins, admitindo que o Edgard Cine-Teatro carece de uma administração mais efetiva. “O cinema merece ser adquirido pela Prefeitura de Cataguases, porque ele serve à comunidade”, acrescentou o funcionário do Iphan, ao salientar a função social do espaço. “De obra emergencial ele não precisa, mas sim de uma modernização de seus equipamentos de projeção e poltronas”, concluiu o arquiteto.
Como a Prefeitura de Cataguases não teria recursos para adquirir o imóvel e o Iphan-MG não pode adquiri-lo e nem desapropriar, fica adiada, mais uma vez, a garantia de que a comunidade não irá perdê-lo para a especulação crescente e preocupante. Resta esperança no fato de, por ter sido tombado, o Edgard Cine-Teatro venha a ser alvo de recursos públicos ou privados para sua completa restauração, além de novos e necessários equipamentos técnico-mobiliários.
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Fonte: Portal UAI

O fogo destruiu um prédio que era apontado em Bom Retiro do Sul como referência da época de maior destaque da navegação no rio Taquari. Construído em 1925, o imóvel localizado na rua Borges de Medeiros, endereço de uma antiga empresa de navegação, estava desocupado. O incêndio, de causas ainda desconhecidas, ocorreu na madrugada de terça-feira, deixando inteiras apenas as paredes. O Corpo de Bombeiros de Estrela atendeu a ocorrência e usou 10 mil litros de água para combater as chamas.
A edificação é uma das últimas remanescentes entre os locais da cidade onde eram depositadas as mercadorias transportadas por navios. Primeiro prefeito de Bom Retiro do Sul (de 1959 a 1963), Edgar Silvestre Drehmer, que também era proprietário de empresa desse setor, recorda o tempo em que as embarcações subiam e desciam o rio Taquari transportando produtos.
Ele destaca que o comércio incentivado pela navegação movimentava a economia do município. Conforme Drehmer, depois que o ritmo dessa atividade começou a diminuir, até acabar, o prédio foi relegado ao abandono. O ex-prefeito observa que o porto da cidade começou a perder força à medida em que a BR 386 foi sendo construída.
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Fonte: Correio do Povo

O Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, o qual preserva o maior acervo de imprensa no Estado, foi devolvido à comunidade gaúcha em cerimônia ontem à noite. O prédio histórico, erguido em 1922, passou por um ano de reformas e qualificação das estruturas, com custo de R$ 242 mil, divididos entre o Projeto Monumenta, da União, o Estado e a Associação dos Amigos do Museu de Comunicação.
Uma das principais novidades é a recuperação do subsolo, que será um espaço multiuso para solenidades e atividades. Para a diretora administrativa Maria Ester Saldanha, a obra oferecerá mais qualidade na conservação do grande acervo, composto de jornais históricos do século XIX a equipamentos.
Estiveram presentes os secretários municipal Sergius Gonzaga, e estadual Cezar Prestes, além de autoridades ligadas à cultura. No ato foi inaugurada a exposição “Faces do Olhar”.
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Fonte: Correio do Povo

Um dos graves problemas da antiga Vila Rica é a ocupação irregular de escostas, que provoca um choque com o complexo histórico.
No ano em que comemora três séculos de elevação à categoria de vila, Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte, tem outra data marcante para celebrar. Neste domingo, moradores, visitantes e admiradores da arquitetura barroca e dos monumentos históricos lembram os 30 anos de reconhecimento da cidade como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). No entanto, devido ao feriado, a festa terá início no dia 16, com programação até 28 de outubro, fruto da parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), prefeitura e Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), vinculada à Secretaria de Estado da Cultura.
Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a receber o título da Unesco e a terceira das Américas – as primeiras foram Quito, no Equador, e Guadalajara, no México. Mesmo com motivos para comemorações, há também muitos desafios, acredita o chefe do escritório do Iphan em Ouro Preto, arquiteto Rafael Arrelaro. Um dos principais está na ocupação irregular das encostas, que acaba por desfigurar a paisagem colonial e causar um choque com o Centro Histórico, tombado pelo Iphan desde 1938.
Outro ponto importante é o turismo e a participação da comunidade, cita Arrelaro. “Queremos que o turista seja cada vez mais qualificado e que contribua de fato para o crescimento cultural e econômico da cidade, sem depredação do conjunto arquitetônico e dos monumentos. Da mesma forma, desejamos que toda a população, incluindo os moradores, os que trabalham e estudam no município, estejam totalmente envolvidos com o patrimônio de grande importância para Minas e o Brasil e estejam preocupados com a sua manutenção”, afirma o arquiteto. No dia 16, o Iphan vai lançar uma nova Portaria Normativa para o uso do espaço urbano, resultado de discussões e consultas populares. “A norma busca manter a ambiência e harmonia da cidade, em acordo com o seu crescimento urbano”, explica.
No início da década, Ouro Preto esteve prestes a perder o título de patrimônio da humanidade, em função da degradação e da falta de zelo com igrejas, casario e outros bens arquitetônicos. “Hoje, a cidade pode comemorar os 30 anos desse reconhecimento”, diz a coordenadora cultural da Unesco, Jurema Machado. “A comunidade entendeu o sentido que o patrimônio tem em suas vidas e assumiu esse papel de protegê-lo. Nos últimos anos, Ouro Preto adotou mecanismos modernos de controle urbano, a prefeitura se estruturou melhor para a gestão do setor e houve melhoria no estado de conservação dos monumentos, em especial caminho-tronco original”, conta.
“Há um dinamismo cultural e econômico, com museus, centro de convenções, presença da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e outros equipamentos. Ouro Preto não é um cenário, mas uma cidade ativa. Mas também há problemas pela frente, como a expansão urbana, a ocupação das encostas, a circulação”, diz. A inscrição de Ouro Preto como patrimônio da humanidade, em 5 de setembro de 1980, baseou-se na importância do ciclo do ouro no século 18 para o florescimento da civilização brasileira, cujo legado histórico e cultural a cidade revela de forma excepcional, dizem os especialistas do Iphan.
Para o secretário municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Gabriel Gobbi, os bons resultados de Ouro Preto se devem à fiscalização e busca de recursos para conservação dos prédios históricos, além de organização do trânsito e do espaço urbano. “Manter não é difícil, o que não se pode é deixar deteriorar”, afirma. Sobre a ocupação dos morros, diz que o problema está “estagnado”, impedindo-se a construção irregular. Ele explica que estão em andamento novos instrumentos de controle, como a lei de uso e ocupação do solo e o plano diretor.
Comemoração
No dia 16, serão lançados o selo comemorativo de 30 anos do Patrimônio Mundial e a Copa Cultural 2014, junto com a abertura da 9ª edição do Festival Tudo é Jazz. Estarão presentes o ministro da Cultura, Juca Ferreira, Jurema Machado, o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o Superintendente do Iphan/MG, Leonardo Barreto e outras autoridades.
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Fonte: Portal UAI
Já está na conta da prefeitura municipal a verba de R$ 6,5 milhões para escoramento e manutenção de 111 casarões do Centro Histórico da cidade que são tombados pelo patrimônio público. O dinheiro foi liberado pelo Ministério da Integração Nacional. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal dos Transportes e Infraestrutura (Setin), o dinheiro foi depositado anteontem.
Apesar de já ter identificado quais prédios serão escorados, a Defesa Civil Municipal, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), não informou quando e por onde o trabalho começa. De acordo com a Setin, serão priorizados entre os prédios mais precários os de valor arquitetônico.
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Fonte: Correio - Bahia

Segurança, preservação e vida nova para o templo católico mais antigo de Conselheiro Lafaiete, na Região Central, a 100 quilômetros de Belo Horizonte. Fechada há quatro anos por questão de segurança, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1733, está em obras, com previsão de término no fim do ano que vem. “Tenho certeza de que vamos celebrar a festa da padroeira, em 8 de dezembro de 2011, com a igreja recuperada”, acredita piamente o titular da paróquia, padre José Maria Coelho da Silva. Ele explica que se trata da segunda etapa, já que, em 2006 e 2007, houve intervenção na alvenaria, telhado baixo, portas e janelas.
A nova e ampla etapa, iniciada há dois meses, tem patrocínio da siderúrgica Gerdau/Açominas, em parceria com a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Ministério Público Estadual, prefeitura e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com informações da empresa, o investimento é de R$ 3,5 milhões, financiado pelo banco. O projeto de restauro do templo, tombado pelo município, inclui a reforma da estrutura, revestimentos, piso, forro, pintura, esquadrias, instalações elétricas, telhado e área externa. Para garantir o perfeito andamento dos serviços (qualidade, custos, cumprimento de prazos e outros aspectos técnicos), o gerenciamento e a fiscalização estão sob responsabilidade da Gerdau.
Entusiasmado, padre José Maria diz que todo o piso de ladrilho hidráulico, colocado na década de 1960, será trocado por tábuas corridas, conferindo o aspecto original à igreja de estilo barroco. Para isso, será feito um rebaixamento, criando-se condições, também, para a ventilação dessa área. Para a parte externa, está previsto um projeto paisagístico, com iluminação adequada e pedras distribuídas pelo chão. O padre lembra que, quando a igreja foi fechada, o grande problema era a falta de segurança, temendo-se que uma parte da cobertura caísse sobre os fiéis. Assim, a alternativa foi transferir missas e outras celebrações religiosas para o vizinho salão paroquial, com capacidade para 1,2 mil pessoas sentadas. Todos os trabalhos são acompanhados pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural.
Por enquanto, os elementos artísticos não fazem parte do cronograma de obras. “Mas já estamos correndo atrás dos recursos para que, assim que terminarmos os serviços estruturais, possamos restaurar os altares, teto e outras partes”, antecipa o padre. O secretário municipal de Cultura, João Batista da Silva Neto, destaca que a matriz está localizada entre as praças Barão de Queluz e Tiradentes, onde a cidade começou, “representando um marco da Estrada Real”.
Na internet
Mesmo com a igreja de portas fechadas, os paroquianos não ficam longe do seu patrimônio histórico e espiritual maior. O andamento da restauração pode ser acompanhado, em tempo real, pelo site da paróquia, o www.igrejamatrizcl.com.br. “Neste endereço eletrônico, os interessados têm acesso a informações sobre a reforma e podem conferir fotos de cada etapa. Atualizo o site todos os dias”, diz o padre.
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Fonte: Portal UAI
Ministério Público fixa limite de dois anos e meio para conclusão das obras de recuperação.

Os advogados do consórcio bancário Itaú/Unibanco assinaram na tarde de ontem com a promotora Giani Saad um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a restaurar o prédio que foi ocupado pela agência do Unibanco e que é tombado como patrimônio histórico. O TAC, que vinha sendo discutido desde maio do ano passado, prevê o restauro da fachada do imóvel, resgatando suas características originais e ainda obras de manutenção na estrutura interior do prédio, como recuperação do forro e assoalho do segundo piso. Pelo acordo, o consórcio bancário terá dois anos e meio para executar as medidas, que deverão passar por anuência do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico.
A promotora Giani destacou que após a aprovação do projeto de restauro pelo Compahc deverá ser encaminhado a cada seis meses um relatório sobre o andamento da obra. “O descumprimento das obrigações implicará multa de R$ 500,00 ao dia até realização da obra, a contar da notificação do MP”, explicou a promotora. A assinatura do TAC vem como mais uma garantia de recuperação dos danos sofridos pelo prédio, que foi pintado sem autorização e que não foi preservado pelos proprietários.
Ansioso – O restauro do prédio do Unibanco é um dos mais esperados pelo presidente do Compahc, Miguel Felippe de Moraes. O conselho está acompanhando as apresentações e está ansioso com o resultado. Segundo Felippe, deverão ser retiradas as estruturas metálicas das aberturas e substituídas por madeira, além de ser identificada a cor original do prédio. Há um sentimento de tristeza, embora o imóvel possa ser o primeiro tombado de Cachoeira a ser efetivamente restaurado. O motivo é o provável destino que o prédio passará a ter, já que o consórcio bancário pretende alugar ou simplesmente manter o prédio fechado.
A ideia lançada pelo Compahc ao Município é para que se busque a cedência ou doação do imóvel para o poder público. “Serviria como sede do Arquivo Histórico Municipal, pois é um espaço com capacidade para receber os papéis, que precisam ser guardados em local apropriado”, destacou Felippe.
Importante – O Município cobra judicialmente do consórcio bancário uma multa de R$ 200 mil devido ao crime ambiental cometido quando as paredes externas do prédio foram pintadas sem autorização – desobedecendo às leis do patrimônio histórico. Como o imóvel é tombado, o procedimento deveria antes ter sido consultado junto ao Compahc. Além disso, o abandono a que foi submetido o prédio forçou o Compahc a denunciar o caso também à Polícia.
Atenção – O prédio do Unibanco em estilo neoclássico foi construído para ser sede da loja Knorr & Eissner em 1918. No ano de 1924, passou a ser sede do Banco do Brasil e posteriormente do Banco Agrícola Mercantil, até ser ocupado pelo Unibanco até outubro de 2008. O prédio fica em área nobre da cidade, na esquina da Rua Ernesto Alves com a Rua 7 de Setembro, e está sem utilidade há dois anos.
Por que o prédio será restaurado?
A primeira infração cometida pelo Unibanco foi ter pintado a fachada do prédio sem autorização. A lei não permite nenhum tipo de alteração em imóveis tombados sem anuência de órgão patrimonial. A denúncia acabou sendo ampliada quando a agência bancária foi fechada na cidade e os letreiros do banco foram arrancados, deixando danos nas paredes, e também pela falta de conservação do prédio.
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Saiba mais.
Fonte: Jornal do Povo

Os andaimes que cercavam o Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, começaram a ser retirados ontem. É o indicativo de que as obras de restauração do espaço foram concluídas. Oficialmente, a revitalização será entregue nesta quinta-feira, às 19h, em uma cerimônia no museu. O evento será a abertura de uma série de atividades que também irá celebrar os 36 anos do acervo.
Alguns retoques ainda serão feitos nos próximos dias. Conforme a vice-diretora do Museu, Maria Ester Saldanha, as obras iniciaram em setembro de 2009. O valor total do convênio é de R$ 242.990,47, sendo R$ 132.037,53 referentes à Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A contrapartida do Estado é de R$ 110.952,94, mais aditivos de R$ 32 mil da Secretaria de Estado da Cultura e de R$ 20 mil da Associação de Amigos do Museu da Comunicação. As obras foram viabilizadas pelo Projeto Monumenta, executado pelo Ministério da Cultura e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“Estamos nos empenhando na revitalização, e não é de agora. O museu já é um ponto turístico de Porto Alegre e, recuperado, receberá ainda mais visitantes, além de maior visibilidade para nosso principal público, composto por pesquisadores e estudantes”, complementou Maria Ester. A partir de amanhã, uma série de atividades será realizada no Museu da Comunicação para comemorar os 36 anos. Nesse dia, será inaugurada a exposição “As Faces do Olhar”, com concepção e execução da arquiteta e designer Luciana Matiello. Os trabalhos abordam a evolução da comunicação ao longo do tempos. Ainda no dia 2, serão firmados convênios com a Associação de Amigos do Museu da Comunicação e será feito o lançamento do site oficial do espaço (www.museudacomunicacao.rs.gov.br). Outras atrações estão reservadas para setembro. Todos os sábados, às 16h, ocorrerá o ciclo de cinema “A História Gaúcha do Século XIX”, com quatro longas-metragens produzidos no Estado. A entrada é franca.
Entre os dias 13 e 17, às 19h, será realizado o curso “A Obra de Alfred Hitchcock”, abordando os filmes, a técnica, o humor e outras características do cineasta, considerado mestre do suspense. O curso será ministrado pelo especialista Carlos Primati. O Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa é uma instituição cultural voltada para a conservação, a pesquisa e a divulgação da história do setor no RS. O acervo está disponível para consulta e abrange diferentes áreas da comunicação, desde a imprensa escrita, passando por televisão e vídeo, rádio e fonografia, publicidade e propaganda, fotografia e cinema. O espaço situa-se na antiga sede do jornal A Federação.
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Fonte: Correio do Povo
Liminar obriga o município de São Cristovão a realizar reparos nos prédios da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória e do Colégio São Francisco.

Nesta terça-feira, 31/08, o juiz da comarca de São Cristovão, Manoel Costa Neto, proferiu liminar obrigando o município de São Cristovão a reparar danos causados por pichações aos prédios históricos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória e no Colégio São Francisco.
A sentença afirma os danos causados por pichações afetam negativamente a paisagem histórica urbana da cidade e podem causar danos irreparáveis nos prédios.
“A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória e o Colégio São Francisco, são monumentos integrantes do conjunto histórico e urbanístico, tombado pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], que se encontram ‘sujas’ com pichações, afrontando a sociedade em todos os seus aspectos. Não se pode deixar que bens com extrema relevância histórica se deteriorem, suprimindo, assim, vários meios de acesso à cultura”, observa o juiz.
Na determinação ficou decidido o prazo de 15 dias para que sejam feitas a pintura das fachadas, fixando multa diária de R$ 500 por dia de descumprimento, individualmente e diretamente contra o Prefeito Municipal de São Cristóvão, além do enquadramento no Crime de Desobediência.
Fonte original da notícia
Fonte: Infonet

Um abaixo-assinado está sendo distribuído pela Grande Florianópolis para lutar por ações efetivas contra a derrubada do casarão histórico, construído no século XIX, no bairro Praia Comprida – São José, que funcionou como um armazém e principal ponto de comércio da região.
As assinaturas serão anexadas ao processo encaminhado ao Ministério Público do Estado de Santa Catarina e Ministério Público Federal. O pedido é que sejam tomadas as devidas providências quanto a derrubada e que além da multa prevista em lei, o terreno seja transformado em área pública de interesse cultural e lazer.
A idéia surgiu da conversa entre moradores de diferentes bairros do Município e do vereador Amauri dos Projetos. O abaixo-assinado deverá se tornar um grande movimento popular em defesa do Patrimônio Histórico de São José.
“Todos estamos preocupados. Hoje foi o casarão, se deixarmos passar com apenas uma multa, outros poderão vir abaixo e a nossa história vai virar pó. É uma ação popular, sem cores partidárias, a única bandeira é de São José. Quem estiver com esta bandeira, venha caminhar conosco”, destaca Amauri.
O casarão
No Centro Histórico há casarões açorianos e na Praia Comprida existe a presença da arquitetura alemã, a exemplo do casarão que abriga o restaurante Praça 11. Os alemães tiveram papel fundamental para desenvolvimento do bairro que se tornou um grande eixo econômico da região. A localidade era passagem de comerciantes.
Entre os registros dos alemães estava um casarão do século XIX que ficava na Rua Getúlio Vargas, Praia Comprida, em frente ao Corpo de Bombeiros. Ele tinha uma importância como nenhum outro. Era nele que todos os comerciantes vinham fazer negócios também com Florianópolis. Nele, deixavam as suas mercadorias que ali ficavam. Ainda não havia as pontes. Apenas no dia seguinte as embarcações a levavam para a Ilha. O casarão comprovava a importância da Praia Comprida para o desenvolvimento econômico de São José. Agora a história se perdeu, pois o casarão não existe mais, apenas um terreno vazio que poderá servir como estacionamento para uma casa de shows.
Fonte original da notícia
Fonte: Portal da Ilha
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